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domingo, 28 de setembro de 2014

Dentes Inclusos: Terceiros Molares Inferiores

Definição: é todo dente, que chegada a sua época normal de erupção não irrompeu na cavidade oral.
Classificação:
  • Fisiológica: É quando o dente encontra-se incluso, porém dentro de sua época normal de irrompimento.
  • Patológica: É quando um dente encontra-se incluso após passados 12 meses de sua época normal de irrompimento.
Generalidades:
  • Os terceiros molares, apresentam uma grande variedade de situações e condições, o que dificulta estabelecermos uma técnica padrão isto é uma técnica cirúrgica uniforme para todos os casos. Porém os princípios em que se baseiam as intervenções são idênticas em todos os casos: Incisão da mucosa, osteotomia ( Trepanação óssea ).
Fatores que orientam a intervenção:
  • Posição da coroa.
  • Desenvolvimento e posição da raiz.
  • Natureza e quantidade de tecido ósseo que rodeia o dente.
  • Relação entre o terceiro molar inferior incluso e o segundo molar irrompido.
Princípios básicos das cirurgias de dentes inclusos:
  • Menor traumatismo possível.
  • Trabalhar pela via de menor resistência.
  • Controle das forças empregadas.
Necessidade e oportunidade da extração:
Graziani: Todo dente incluso deve ser extraido, pois ele é um cisto em potencial.
Mead: Todo dente incluso deve ser extraido, desde que os benefícios sejam maiores que os malefícios.
Exame clínico: Este deve ser minucioso, iniciando-se pelos lábios e termi-nando pelos dentes. É atravéz deste minucioso exame clínico que iremos detectar a presença de uma pericoronarite de lesões benígnas e de lesões hiperplásicas.
Exame radiográfico: Este é imprescindível. Ele nos dará todos os dados exigidos para planejamento e execução da operação (cirúrgica) do dente incluso.
Localização topográfica:
Consiste em aliar-se a um cuidadoso exame clínico, através de três ou mais radiografias que irão situar o dente incluso em relação a três dimensões de volume: altura, largura e comprimento.
  • Tipos de radiografias empregadas:
  • A)Periapical:
    • Nos dará uma visão ântero-posterior,
    • Relação dos dentes no sentido transversal.
    • fornece elementos úteis na condução da técnica a ser seguida.
    • Conhecimento da forma e posição do dente.
    B)Oclusal:
    Técnica de Donavam. É realizada com radiografias periapicais. A incidência do raio central deverá ser perpendicular a película e paralelo ao longo eixo dos dentes.
    C)Perfil:
    Esta nos orientará quanto a altura do dente incluso, suas relações e variações no sentido vertical e localização no sentido horizontal, suas relações com dentes e estruturas adjacentes.
    D)Panorâmica:
    É muito importante, pois nos dará uma visão total do dente incluso e de suas relações com o segundo molar irrompido e estruturas adjacentes.
    Indicações:
    • Falta de espaço.
    • Má posição do incluso ( sem pos-sibilidade de correção ).
    • pericoronarites recorrentes.
    • reabsorções ou cáries ( no 2º m.i. irrompido ).
    • Indicações protéticas ou ortodônticas.
    • Pocessos patológicos ( Trismo, abscesso, cisto dentígero, etc ).
    • Sintomas de etiologia indeterminadas ( dor na atm, na cabeça, etc ).
    Contra-indicações:
    • Má condição geral do paciente.
    • Iatrogenias ( Ex.: acidentes anatômicos importantes ).
    • Possibilidade de tratamento conservador.
    • Pacientes idosos.
    • Extrações precoces.
    • Processos infecciosos agudos.
    Planejamento:
    Este depende dos exames clínicos e radiográficos (minuciosos).
    No exame clínico ( Visual e digital ) cuidadoso iremos:
    • Verificar os tecidos moles e duros que rodeiam o sítio da intervenção.
    No estudo radiográfico cuidadoso iremos:
    • Determinar ( verificar ) se as radiografias mostram o tamanho exato e completo e a forma do dente ( da coroa, o número, o tamanho e a forma das raízes com os dentes adjacentes ou estruturas vitais.
    • A relação vestíbulo lingual do dente atravéz do estudo da radiografia oclusal.
    • A posição das raízes em relação ao canal mandibular.
    No planejamento devemos:
    Decidir se o dente incluso será extraido por:
    • Odonto-secção.
    • Osteotomia.
    • Osteotomia mais odonto-secção.
    • Estimar a quantidade de de tecido ósseo que pode ser removido para proporcionar uma exposição e criar um espaço adequado para extração do dente incluso.
    • Determinar o melhor metodo e os melhores instrumentos para a eliminação do osso:
    • Através de brocas ( somente em alta ou baixa rotação ).
    • Através de cinzel e martelo.
    • Broca, cinzel e martelo.
    • Remoção de tecido ósseo mais odonto-secção.
    • Determinar a melhor direção e os intrumentos necessários para elevar o dente incluso com o mínimo trauma.
    Fatores que complicam a técnica operatória.
    • Curvatura anormal das raízes.
    • Hipercementose.
    • Proximidade com o canal mandibular.
    • Grande densidade óssea (idosos).
    • Espaço folicular coberto de osso ( em pacientes com mais de 25 anos ).
    • Dentes inclusos ( coroas ) com reabsorções em idosos, o que leva a uma anquilose ( união entre dente e osso ).
    • Músculo orbicular pequeno.
    • Imcapacidade de abrir a boca.
    • Língua grande incontrolável.
    Classificação de Winter:

    Baseia-se na posição do longo eixo do 2º molar inferior irrompido em relação ao longo eixo do 3º molar inferior incluso (Fig.1).
    Classe I – Vertical


    Classe V - Invertido




    Classe VIII - Exepcionais


    Classe II – Horizontal


    Classe IV - Disto-Angular


    Classe III - Mésio-Angular


    Classe VI - Vestíbulo-Angular
     
    Classificação de Pell e Gregory:
    • Baseia-se na na relação do dente ( 3º m.i. incluso ) com o ramo ascendente da mandíbula e a distal do 2º molar inferior irrompido.
    • Quanto a profundidade relativa do 3º m.i. incluso no osso.
    • Quanto a relação do 3º m.i. incluso com o arco dental.
    Com relação do 3º m.i. incluso com o ramo ascendente da mandíbula e a distal do 2º m.i. irrompido a classificação é a seguinte (Fig.1):
    • Classe I
    • Classe II
    • Classe III
    • Classe I: Há espaço suficiente entre o ramo ascendente da mandíbuila e o segundo molar para acomodação do 3º molar (incluso) (Fig.2).
    • Classe II: Há pouco espaço, isto é, o espaço entre o ramo ascendente e a distal do segundo molar é menor que o diâmetro mesio-distal do 3º m.i. incluso (Fig.2).
    • Classe III: Não há espaço, isto é, o 3º m.i. está quase que ou totalmente incluso no ramo ascendente da mandíbula (Fig.2).
                            Classe I________Classe II________Classe III
    Quanto a profundidade relativa do 3º m.i. incluso no osso (Fig.3).
    • Posição A.
    • Posição B.
    • Posição C.
    • Posição A: Posição mais alta do dente incluso encontra-se acima do plano oclusal ou na mesma linha do segundo molar.
    • Posição B: Posição mais alta do dente incluso encontra-se abaixo do plano oclusal e acima da linha cervical do segundo molar inferior.
    • Posição C: A posição mais alta do dente incluso encontra-se abaixo da linha cervical do segundo molar

                                               Posição A
                                                   Posição B

                                         Posição CTécnica Cirúrgica:
    1-Incisão: Dentados
    • Winter
    • Angulada
    • Centeno
    • Incisão:Desdentados
    • Linear sobre orebordo
    2-Descolamento do ratalho
  • 3-Osteotomia
  • Brocas (Esf. e t. cônicas)
  • Cinzel e martelo
  • Brocas, Cinzel e martelo
  • 4-Tecnica Cirúrgica:
    • Operação propriamente dita com ou sem odontosecção.
    • Tratamento da cavidade óssea.
    • Sutura.
    5-Pós operatório:
    • Instruções ao paciente.
    • Medicação.
    • Curativos e observações.
    • Remoção de suturas após 7º ou 8º dia.
    • Alta para o paciente.
    Referência retirado do http://www.angelfire.com/nm/cirurgia/3molares/3molares.html

    quinta-feira, 18 de setembro de 2014

    Questões de cirurgia oral

    1)  A incisão mais comum na exodontia quando se utiliza a técnica 3º é: 
    a) Triangular 
    b) Horizontal 
    c) Semilunar 
    d) Circular

    2)Jovem apresenta uma infecção envolvendo os tecidos moles na região do 38, que se encontra parcialmente irrompido e com um capuz mucoso gengival recobrindo o mesmo. Há queixa de dor contínua e gosto desagradável. A imagem radiográfica demonstrou que a face distal do dente se encontra a 1mm do ramo ascendente da mandíbula. Indique o diagnóstico e o tratamento local para o quadro clínico descrito:

    Pericoronarite; Remoção cautelosa dos debris abaixo do capuz gengival e irrigação. Instrução de irrigação caseira e exodontia após a regressão da inflamação.

    3) Paciente tem indicação de exodontia do dente 33. O exame radiográfico mostra severa hipercementose e anquilose da raiz. A exodontia deve ser analisada por meio de: 
    a) Alveolotomia vestibular
    b) Uso de fórceps 
    c) Seccionamento dental 
    d) Uso de alavancas

    4) Considere que, após o insucesso na exodontia do dente 48 de um paciente, o clínico geral o encaminhou para o cirurgião bucomaxilofacial. Em seu encaminhamento, o clínico indica que o motivo seria uma anquilose dentária. Para confirmar esta hipótese, na imagem obtida num raio X periapical da região, seria necessário constatar:   
    a) Ausência do espaço ligamento periodontal 
    b) Espessamento ou forma rômbica das raízes 
    c) Radiopacidades em flocos de algodão ao redor das raízes 
    d) Radiopacidades em vidro fosco, despolido, ao redor das raízes

    5) A classificação cirúrgica mais completa dos diferentes tipos de inclusão de terceiros molares inferiores, segundo Winter, pode ser definida de acordo com quatro fatores que orientam a intervenção cirúrgica: A posição da coroa; o desenvolvimento e a disposição da raiz; a natureza e a quantidade de tecido ósseo que rodeia o dente; e a relação entre o segundo e o terceiro molar. A posição de inclusão disto-angular é aquela em que o dente está em posição tal que:
     a) O seu eixo maior está inclinado para mesial, formando um ângulo agudo com a face distal do segundo molar. 
    b) O seu eixo maior está em direção vertical e a face oclusal paralela ao plano oclusal. 
    c) O seu eixo principal está na horizontal e a face oclusal está em posição vertical, voltada para a face distal do segundo molar. 
    d) O seu eixo maior está na vertical, com inclinação para distal. A face oclusal é inclinada para trás, voltada para o ramo ascendente.

     6) Complicação decorrente de exodontia causada por falha na assepsia cirúrgica: 
    a) Comunicação buco-sinusal
     b) Fratura mandibular 
    c) Alveolite 
    d) Luxação da ATM

    7) Quando é indicada a exodontia com ostectomia e seccionamento dental? 
    a) Raízes residuais 
    b) Dentes unirradiculares 
    c) Dentes multirradiculares com cárie extensa, infra-óssea e raízes divergentes 
    d) Dentes hígidos com raízes expulsivas 

    8) Cite medidas pré-operatórias para uma cirurgia oral menor: 
    Bochecho com clorexidina a 0,2% por 2 minutos e fazer desinfecção da região perioral

    9)Qual dessas alternativas não corresponde a um acidente durante uma cirurgia de terceiro molar inferior? 
    a) Deslocamento de fragmento do dente para o espaço submandibular 
    b) Lesão do nervo lingual 
    c) Lesão dos tecidos moles 
    d) Trismo infeccioso

     10) Usando-se como parâmetro para avaliação dos terceiros molares inferiores inclusos a classificação de Pell e Gregory, um dente posicionado abaixo da linha cervical do segundo molar e totalmente coberto pela borda anterior da mandíbula é classificada como: 
    a) Classe C e 3 
    b) Classe B e 1 
    c) Classe A e 2 
    d) Classe B e 2

    AGORA TREINE E VEJA SE ESTA PRONTA PARA PROVA
    (RESPOSTAS LOGO ABAIXO)

    11) Segundo Pell e Gregory, quando o espaço do ramo mandibular e a face distal do segundo molar é menor que o diâmetro mésio-distal da coroa do terceiro molar, classificamos como:
     a) Classe B 
    b) Classe I 
    c) Classe C 
    d) Classe II
     12) Um terceiro molar inferior incluso na posição Classe III, de acordo com Pell e Gregory, significa que: 
    a) A coroa está acima da superfície oclusal do segundo molar 
    b) A coroa encontra-se abaixo da oclusal, mas acima da cervical do segundo molar inferior 
    c) A coroa está acima da região cervical do segundo molar inferior 
    d) A coroa encontra-se abaixo da cervical do segundo molar inferior

    13) Qual o fórceps utilizado corretamente para se proceder a exodontia do primeiro pré-molar superior esquerdo: 
    a) 18L
    b) 18R 
    c) 150 
    d) 151

    14) Qual o fórceps utilizado na exodontia do primeiro molar superior direito? 
    a) 150 
    b) 181 
    c) 151 
    d) 18R

    15)A manobra de Chompret consiste em:
     a) Luxar o elemento dentário a ser extraído 
    b) Fazer compressão digital nas tábuas ósseas remanescentes pós-cirurgia bucal 
    c) Fazer curetagem alveolar
    d) Calçar as luvas

    16) Segundo a classificação de Winter, Pell e Gregory, para terceiros molares inferiores, o dente que apresentará um grau de menor dificuldade para sua extração será o: 
    a) Disto-angular, Classe III, posição C
    b) Horizontal, Classe II, posição C 
    c) Mésio-angular, Classe II, posição C 
    d) Vertical, Classe I, posição A

    RESPOSTAS: 11-d) ; 12-D) ; 13-C) ;14-D); 15-B 16-D)



    BONS ESTUDOS...

    sábado, 10 de maio de 2014

    RESUMO DOS INSTRUMENTAIS DE CIRURGIA ORAL E FUNÇÃO

     

    •Fórceps n° 151 para dentes incisivos, caninos e pré-molares inferiores.

    • Fórceps 18 R para molares superiores do lado direito

     18 L para molares superiores do lado esquerdo

    • Fórceps n° 1 para dentes anteriores superiores e pré-molares.

    • Fórceps n° 17 para molares Inferiores.

    • Fórceps nO 32 e 53 R e L para dentes e raízes superiores.

    • Fórceps n° 150 para pré-molares superiores

     

    Preparo da bandeja cirúrgica - Ordem de colocação do instrumental e dos materiais

    Instrumental de anestesia e diérese (cortedos tecidos)
    Material para hemostasia
    Instrumenta e material de  síntese
    Instrumental
    auxiliar
    Instrumental
    especial
    Instrumental
    complementar
    • seringa carpule
    • seringa luer
    • bisturi e lâminas
    • tesouras
    • agulhas descartáveis
    .tubos anestésicos
    Compressas  de gaze
    • porta- agulhas
    • agulhas para  sutura
    • fios de sutura
    • tesouras
    • pinça clínica
    • espelho bucal
    • destaca periósteo
    • sindesmótomo
    • cinzéis
    • martelo
    • alavancas
    • fórceps
    • alveolótomos
    .Iima para  osso
    • curetas
    • afastadores
    • pontas de aspiração
     
     

    REQUISITOS BÁSICOS PARA IDENTIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ODONTOLÓGICO

    v  Interesse no aprendizado

      O bom aluno é sempre aquele que gosta do que faz e tem interesse em aprender....

     




     

    *A professora deu um modelo para a sala de como deve ser montada a mesa e a sequência.

     Sequencia lógica
    * Jogo clinico
    *Seringa Carpule
    * Pinça bachaus
    * Pinça Allis
    * Descoladores
    *Todos os extratores
    * Fórceps
    Cureta de lucas
    * Lima para osso
    Porta agula
    tesoura
    Duas cubas
    Seringa de irrigação
    * tubetes anestésicos
    * Pinças hemostáticas 
    * gaze
     

     

    Material e instrumental

    Espelho bucal - Auxilia no exame clínico, facilitando a visualização do campo opera-

    tório e oferece o recurso de uma visão indireta em estruturas inacessíveis à visão direita.

     

    Seringa tipo carpule - Empregada para anestesia intra e extra-orais. Possui uma

    ponta onde são adaptadas agulhas curtas ou longas, descartáveis ou não Os tubos de

    anestésicos são adaptados na parte posterior da seringa.

     

    Seringa tipo luer-Iook - É empregada para aplicações de anestesias extra orais ou

    ainda para irrigações durante as cirurgias.

     

    Cabo de bisturi e lâminas - Servem para proporcionar a incisão ou a secção dos

    tecidos moles. Nas cirurgias bucais, o bisturi mais usado é aquele para lâminas descartáveis.

    Normalmente, as lâminas são assim utilizadas: nO 11 para drenagem de abcessos e alguns

    tipos de incisões; nO 12 para incisões distaimente ao segundo e terceiro molares e nº 15 para

    incisões na mucosa bucal As lâminas devem ser montadas no cabo do bisturi com o auxílio

    de um porta-agulhas, para evitar acidentes.

     

    Alavancas - Também conhecidas como extratores ou elevadores, cuja função é a

    luxação ou mesmo a extração dos dentes. São constituídas de ponta ativa, haste e cabo.

     

    Fórceps - São pinças destinadas à exodontia propriamente dita. São denominados

    popularmente de "boticões". Os fórceps possuem uma ponta ativa e um braço. O ângulo for-

    mado entre a ponta ativa e o braço indica o grupo de dentes nos quais eles serão utilizados.

     

    Pinça-goiva, alveolótomo ou rongeur - É usada para regularizar o tecido ósseo

    Limas para osso - Utilizadas para regularizar superfícies ósseas e rebordos

    alveolares após as Intervenções cirúrgicas

     

    Curetas - Possuem a ponta ativa em forma de colher ou argola. São de vános

    tamanhos, representados por números 1, 2, 3, 4, e 5 e usadas para curetar granulomas,

    Cistos e sequestros ósseos.

     

    Porta agulhas - Instrumento através do qual se manuseia as agulhas e os fios de

    sutura. EXistem porta-agulhas de vários tamanhos e formas, adequados para cada tipo de

    cirurgia. Os mais empregados em odontologia são o Mathieu e o Hegar, utilizados de acordo

    com a preferência do profissional.

     

    Agulhas de sutura - São instrumentos destinados a passar fios através dos tecidos,

    a fim de promover as junções das partes cortadas. As agulhas são constituídas por ponta,

    corpo e olho. Os tipos podem ser: curvas, semi-retas, retas, mistas, montadas com fio ou

    para montar.

     

    Fios de sutura - Podem ser absorvíveis, que são os de origem animal (como o

    categut), ou inabsorvíveis, à base de seda, linho, algodão ou nylon. Existem fios de vários

    calibres, mas os mais utilizados em cirurgia bucal são os de calibres menores. Todos devem

    estar esterilizados e bem acondicionados

     

    Tesouras - Utilizadas para cortes de tecidos moles e de fios de suturas. Devem ter

    lâminas finas, podendo ser curvas ou retas.

    Afastadores - São usados para afastar os tecidos moles, facilitando a visualização

    do campo operatório Existem afastadores específicos, como os de Farabeuf, mas também

    pode-se usar os espelhos bucais com este fim.

    Destaca-periósteo - Serve para o acesso à parte óssea, em cirurgias que requeiram

    deslocamento da mucosa oral.

     

    Pinça dente de rato - São utilizadas como auxiliares para tomada de retalhos São

    assim chamadas por possuírem a ponta ativa com a forma semelhante a dente de rato

    Cinzéis - São instrumentos cortantes destinados à osteotomia (osteo =osso e tomia =corte). Podem ser utilizados com pressão manual ou com o auxílio do martelo cirúrgico.

    Brocas cirúrgicas - São utilizadas quando há necessidade de trepanação da tábua

    óssea a fim de alcançar um resíduo de raiz; ou quando se necessita de um seccionamento

    dento-radicular para completar a exodontia.

     

    Gaze - Compressas de tecido, cortadas em retângulos e dobradas de 4 X 3 cm. São

    utilizadas para a hemostasia (estancamento de sangue), durante a cirurgia e para os

    procedimentos de anti-sepsia. Devem estar autoclavadas.

     

    Campos - Devem ser de tecido de algodão grosso simples ou duplo. São destinados a vários fins: cobrir a mesa auxiliar, o instrumental, o tórax e °rosto do paciente. Devem estar

    autoclavados e bem acondicionados. Em determinadas situações podem ser usados

    guardanapos de pano ou de papel.

     

    domingo, 6 de abril de 2014

    Classificação do estado físico de acordo com a escala ASA


    • ASA I – Paciente saudável;
    • ASA II – Paciente com doença sistêmica leve ou moderada, sem limitação funcional;
    • ASA III - Paciente com doença sistêmica severa, com limitação funcional;
    • ASA IV - Paciente com doença sistêmica severa, representa risco de vida constante;
    • ASA V - Paciente moribundo com perspectiva de óbito em 24 horas, com ou sem cirurgia;
    • ASA VI - Paciente com morte cerebral, mantido em ventilação controlada e perfusão, para doação de órgãos (transplante);

    PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA EXODONTIA

    (imprimir este “roteiro” e manter no Box durante do atendimento)  

    1. Receber o paciente
    2. Conversar com o paciente, verificando o motivo do atendimento.
    3. Fazer o exame anamnésico.
    4. Verificar a pressão arterial do paciente.
    5. Colocar o campo estéril branco, o trio (pinça, sonda e espelho) e uma pequena
    porção de algodão na mesa do equipo e fazer o exame clínico do paciente
    usando luvas de procedimento.
    a. Faz um reconhecimento de toda a cavidade bucal e centraliza a
    verificação principal na queixa do paciente.
    6. Uma vez verificada a necessidade de exodontia, proceder as seguintes etapas:
    a. Fazer o RX. (caso o paciente tenha um RX atualizado ou outros exames,
    fazer a verificação dos mesmos).
    b. Explicar ao paciente de maneira clara, com linguagem simples o que vai
    ser feito.
    c. Retirar da mesa clínica (equipo) o campo branco e o trio que foi utilizado
    para fazer o exame clínico.
    d. Auxiliar oferece ao paciente o antiséptico para bochecho.
    e. Paciente cospe o antiséptico.
    f. Atendente coloca paciente em posição de trabalho, posiciona a luz, a
    mesa e coloca as luvas estéreis. (auxiliar permanece com a luva de
    procedimento).
                 
    Serviço de Pronto Atendimento Odontológico -
    Ambulatório de especialidades
    g. Auxiliar abre o pacote com os campos.
    h. Atendente coloca o campo cirúrgico na mesa clínica (equipo) e deixa os
    demais campos no canto da mesa clínica.
    i. Auxiliar abre a embalagem contendo o instrumental esterilizado.
    j. Atendente coloca o instrumental sobre a mesa clínica (sem tocar nas
    embalagens).
    k. Atendente coloca algodão ou gaze
    l. Atendente faz a assepsia extra-oral do paciente.
    m. Atendente coloca o campo fenestrado sobre o paciente e em seguida o
    campo na mangueira do aspirador com a ajuda do auxiliar que segura a
    mangueira, ou monta o aspirador com mangueira de látex estéril.
    n. Executados os procedimentos acima, o atendente inicia a exodontia
    seguindo as técnicas preconizadas para cada elemento dentário.
    o. Após a exodontia, fazer a sutura de acordo com a técnica preconizada.
    p. Após a sutura, o atendente retira o campo fenestrado que está sobre o
    paciente.
    q. Encerrada a exodontia, o atendente retira o instrumental que foi utilizado
    colocando em recipiente adequado.
    r. Retorna a cadeira à posição “zero” (paciente sentado).
    s. Passa as orientações pós-cirúrgicas ao paciente e faz a prescrição por
    escrito:
    1) Evite esforço físico nas próximas 24h.
    2) Não mexa no local da cirurgia.
    3) Tomar a medicação indicada conforme a prescrição.
    4) Não fazer bochecho; ou se indicado, conforme orientação do Cirurgião Dentista.
    5) Prefira alimentos menos quentes
    6) Não ficar fazendo sucção após a cirurgia, isso pode estimular o sangramento.
    7) Evitar alimentos que necessite mastigação.
    8) É normal sentir gosto de sangue nas próximas 24h. Se o sangramento aumentar
    ou persistir por um período superior, procure atendimento.
    9) Pode haver um leve inchaço na região. Fazer compressas com gelo nas
    primeiras 24h diminui o inchaço.
    10) Não fumar nas próximas 48h.
    t. A critério do atendente, receitam-se medicamentos para a dor.
    u. O atendente instrui o paciente para que ele retorne em uma semana para
    a remoção dos pontos.
    v. O atendente preenche a ficha clínica colhendo a assinatura do paciente e
    do professor responsável pelo atendimento. 
    w. O atendente acompanha o paciente até a saída da clínica.  
    Casos especiais que fujam a este protocolo deverão ser
    informados ao professor responsável pelo atendimento.

    Instrumental para cirurgia oral - Parte 1

    Instrumentação para cirurgia oral básica:
    - Lâminas de bisturi:

    Número 10:


    Incisões maiores  na pele em outras partes do corpo.
    Número 11
    Pequenas incisões perfurantes e também incisar abscessos
     
    Número 12:- A curva é útil para procedimentos mucogengivais nos quais as incisões são feitas na face distal dos dentes ou na área da tuberosidade.

    Número 15:- Mais empregada na cirurgia intraoral.
    - Utilizada para fazer incisões ao redor dos dentes e nos tecidos moles.

    Para a montagem do bisturi é usado o porta agulhas.
    Para remover o bisturi encaixe o porta agulhas na parte mais posterior da lâmina, desencaixe depois remova-o , prendendo o na parte com maior diâmetro.

    Elevando o mucoperiósteo:
    -
    O osso cortical subjacente deve ser descolado em 1 só camada.

    Elevador mucoperiósteo molt número 9 - Parte pontiaguda:  útil para iniciar o descolamento e descolar papila gengival entre os dentes.
    - Parte arredondada: coninuar o descolamento.
    - Pode ser usada com movimentos de alavanca, isso quando estiver descolando a papila dental.
    - O segundo método é o movimento de empurrar, na qual a parte pontiaguda ou a parte mais larga é forçada para baixo do periósteo separando o do osso.

    Afastando o tecido mole:
    - Afastadores mais populares:


    Afastador Minessota.
     
    Afastador Austin.
     
    - São usados para afastar língua, bochecha e retalhos mucoperiósteos com objetivo de fornecer visibilidade e acesso durante a cirurgia.
    - Também podem auxiliar na proteção do tecido mole.
    obs: Podem separar bochecha e retalho simultaneamente. Antes de ser feito o retalho o afastador aparta a bochecha depois de o retalho ter sido descolado, a borda do afastador é apoiada sobre osso, e então utilizada para separar o retalho.

    Apreendendo tecidos moles:

    - A mais comumente utilizada é a pinça de Adson.
    - Pinças com dentes são mais delicadas.
    - Cuidado ao manusear o tecido não prender com muita força.
    Pinça de adson sem dente.

    -Quando se trabalha na posterior a pinça de Adson é muito curta, a pinça mais longa é a pinça Stillis que é semelhante a universitária medindo de 18 a 22 cm.
    - É conveniente utilizar a pinça universitária que também é um excelente instrumento  para pegar objetos e corpo estranho na boca.
    Pinça algodão (universitária)
     

    Para a remoção de grande quantidade de tecido e biópsias é utilizada a pinça de ALLIS
    Pinça ALLIS
    Controlando Hemorragias:
    -
    Para maioria das cirurgias dentoalveolares, manter a pressão sobre a ferida geralmente é suficiente para controlar o sangramento;
    - Quando isso não é suficiente é útil a pinça hemostática.
    - O mecanismo de travamento permite ao cirurgião prender o instrumento a um vaso e depois largar o instrumento, que se manterá preso ao tecido útil quando planeja-se ligar o vaso com sutura e cauterizar.
     
    Pinça hemostática.

    Removendo Ossos:

    -
    Pinças goivas:
    * Mais utilizadas.
    * Possuem lâminas afiadas.
    * Mecanismo incorporado, instrumento abre quando a pressão manual diminui.
    * Existem 2 tipos, de corte lateral e de corte lateral terminal.
    Pinça Goiva.
     
     
    Cinzél.
    - Martelo e cinzéis:  Remoção de Torus palatino e mandibular.
     
     
    Lima para osso: O alisamento do osso antes da sutura é obtido com essa lima, com movimentos de puxar e empurrar, causa esmagamento e brunidura.
     
    Removendo tecido mole da cavidade óssea:- A cureta que é frequentemente utilizada é a cureta periapical.
    Sua principal função é a retirada de granulomas e pequenos cistos das lesões periapicais, porém também utilizada para remoção de pequenas quantidades de tecido de granulação do álveolo dental.

     
     
    Mantendo a boca aberta:- Abridor de boca MOLT: deve ser usado preferencialmente em pacientes sedados ou que apresentem trismo brando, pode forçar os dentes e a ATM.
    - Em procedimentos de longo período retirar frequentemente para que o paciente movimente a mandíbula e descanse os múculos por curto período de tempo.
    Abridores de boca.

    Mantendo o campo cirúrgico em posição: - Pinça de Campo ou BACKAUS: é utilizada para manter os campos operatórios em posição.
    Pinça Backaus
     
    Irrigação:- Para remoção de osso com peça de mão é usado uma seringa plástica com agulha romba de calibre 18.



    Lamina de bisturi
    nº 10 - pele
    nº 11 - intra bucais e drenagem
    nº 12 - distal de molares
    nº 15 - intra bucais e pele

    fonte: Cirurgia Oral e MaxilloFacial Contemporânea. "Peterson" 
     
     

    Instrumental para cirurgia oral - Parte 2


    Instrumental básico para cirurgia oral - Parte 2
    Alavancas Dentárias:
    - Um dos mais importantes instrumentos usados para a extração dentária é a alavanca. Esse instrumento  é utilizado para luxar os dentes (soltá-los) do osso circunjacente.
    - A ação de luxar dentes antes da aplicação do fórceps, torna, com frequência uma extração difícil em fácil.
    -A alavanca reta é a mais utilizada para luxar dentes.
    -A lâmina da alavanca reta tem uma superfície côncava em um dos lados, a fim de que ela possa ser usada da mesma forma que uma calçadeira de sapatos.
     
     A segunda alavanca mais utilizada é a triangular ou com forma de bandeira. Essa alavanca é fornecida em par, uma direita e uma esquerda.
    - É mais usada quando uma raiz fraturada permanece no alvéolo dentário e o alvéolo adjacente esta vazio.

    Alavanca Cryer, triangular.


    - O terceiro tipo de alavanca utilizada é a alavanca do tipo apical, utilizada para remover raizes.
    - A versão robusta desse instrumento é chamada de alavanca de Crane.
    - Esse instrumento é empregado como uma alavanca para elevar a raiz fraturada do alvéolo dentário.
    Alavanca Apical, é um instrumento usado para elevar raizes, após ter sido preparado um ponto de apoio com a broca.
    Fórceps para Exodontia:
    Esses fórceps são projetados em várias formas e configurações para que se adaptem a variedade de dente que eles são usados.
    Os fórceps maxilares são segurado de forma que a ponta ativa fique para cima e os da mandíbula de forma que a ponta fique para baixo.

    A ponta ativa é desenhada de forma que a ponta ativa se adapte a raiz dental próxima a junção da coroa e raiz.
    São projetadas para se adaptarem a estrutura radicular e não a coroa.
    Pontas ativas se apresentam desenhadas para dentes, uni, bi e trirradiculares.

    Fórceps para MAXILA:

    Requer uso de instrumentos desenhados para dentes unirradiculares e trirradiculares.
    Os incisivos, caninos e pré-molares são considerados unirradiculares, embora o primeiro pré-molar frequentemente apresente uma raiz bifurcada, mas como isso ocorre no terço cervical, não influência no desenho do fórceps.

    Após a luxação frequentemente os dentes unirradiculares são removidos com o fórceps "universal maxilar" número 150.
     
    Fórceps universal maxilar 150.

    O fórceps 150A  modificado é útil para os pré-molares e não deve ser usado nos incisivos
    FÓRCEPS 150A
    Os molares maxilares possuem uma raiz palatina e duas vestibulares.
    Fórceps para para molares do maxilar se apresentam em pares ( direito e esquerdo).
    Mais utilizados são os fórceps número 53  (53L e 53R) L = esquerda R= direita.Esses fórceps são desenhados para se adaptarem anatomicamente a raiz palatina, e a ponta ativa pontiaguda para se adaptar a bifurcação vestibular.


    Fórceps número 88 ou chifre de vaca:  Indicado para molares extremamente cariados.
    As pontas ativas afiadas podem alcançar mais profundamente a trifurcação e tocarem a dentina, porém destroem a crista óssea alveolar.
    Fórceps número 88 ( Chifre de Vaca)
     
    FÓRCEPS PARA MANDÍBULA:
    A mandíbula requer fórceps que se adaptem a dentes unirradiculares, caninos, incisivos e pré-molares, e dentes birradiculares molares.

    Fórceps número 151 "universal inferior"  para dentes unirradiculares

                                                            Fórceps 151 universal.

    Fórceps número 151A (modificado) indicado para pré-molares mandibular.
    Fórceps 151A

    Molares mandibulares: como a bifurcação ocorre na lingual e vestibular, requerem apenas 1 instrumento para os dois lados.
    Para molares são utilizados o fórceps de número  17  e para molares com raizes fusionadas e cônicas são usadas o número 151.
    Fórceps 17.

    Fórceps 23 chifre de vaca:  esse insrumento é projetado com duas pontas bastante pontagudas que entram no interior da bifurcação do molar inferior. Após o fórceps ter sido posicionado corretamente, o dente é elevado pelo afastamento simultâneo dos cabos do fórceps. As pontas são pressionadas no nterior da bifurcação, usando as corticais vestibular e lingual como fulcros, e o dente é literalmente jogado para fora do alvéolo.
    Fórceps 23 - chifre de vaca.

    SISTEMA DE BANDEJAS PARA INSTRUMENTOS:
    - Pacote básico para cirurgia inclui: carpule para anestesia local, uma agulha, um tubete anestésico, um descolador perióstico número 9, uma cureta periapical, uma alavanca reta pequena e grande, pinça universitária, hemostato curvo, pinça de campo, afastador minnesota ou de austin , uma ponta de aspiração, e um pacote de gaze, e o fórceps necessário.

    - Bandeja para extração cirurgica: Inclui itens do pacote básico mais, porta agulhas, fio de sutura, tesoura de sutura, cabo e lâmina de bisturis, pinça de tecido de Adson, lima para osso, afastador de língua, par de alavanca CRYER, pinça Goiva e uma peça de mão e broca.
    obs: Estes instrumentos permitem a incisão e o descolamento do tecido mole, remoção do osso, odontosecção, remoção de raízes, debridamento da ferida e a sutura do tecido mole.

    - Bandeja pós operatória: Itens necessário para irrigação e remoção de suturas. Inclui: tesoura, pinça de algodão, seringa para irrigação, cotonete , gaze e ponta de aspiração.


    fonte: Cirurgia Oral e Maxillofacial contemporânea "Peterson" 






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