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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

medicina Periodontal

Doença periodontal : Doença inflamatória dos tecidos de suporte, causada por microrganismos específicos ou grupos de microrganismos específicos, que pode resultar em uma destruição progressiva do ligamento periodontal e osso alveolar, com formação de bolsa, retração gengival, ou ambas.
( CARRANZA, NEwman et takei 2004)

O biofilme é o principal fator local responsável pelo desencadeamento do processo inflamatório gengival.    







Doença periodontal:
Fatores locais : Biofilme , anatomia dental e restaurações.
Fatores ambientais Cigarro, estresse, dieta. 
Fatores sistêmicos: HIV, hipertensão.

Papel do mecanismo de defesa:
Essencialmente  Protetor 
Evita a disseminação da infecção
Provoca destruição tecidual
Efeitos colaterais/imune

Papel dos microrganismos 
Ação direta : 
Enzima hidrolíticas
produtos metabólicos
Toxinas 

Ação Indireta  
Ativação do microrganismo de defesa
Inativação do mecanismo de defesa

Condições sistêmicas que influenciam o periodonto 
Associadas a desordens hematológicas 
Doenças sistêmicas   
Diabetes mellitus 
AIDS
 Síndromes e alterações congênitas 
Alterações hormonais 
Deficiências nutricionais 
Estresse 
tabagismo




Protocolo de atendimento Paciente com Diabetes mellitus:
O cirurgião dentista deve Solicitar ao medico um parecer sobre o estado geral do paciente, contendo diagnóstico da (s) doença(s), relatório de resultados dos últimos exames laboratórias de controle da enfermidade (s) autorização por escrito, para o tratamento odontológico e possíveis contra indicações.

O cirurgião dentista deve ter:
Glicosímetro/ fitas reagentes ( leitura instantânea) 
Esfigmomanômetro / estetoscópio ( aferir pressão) 
Soluções contendo Glicose a 20 % ou balas

CUIDADOS ESPECIAIS E DIABETES
 Consultas curtas pela manhã 
Dieta normal antes do tratamento 
tranquilizante ou sedação complementar 
Se a consulta demorar interromper para uma leve refeição.
Reduzir o numero de possibilidades de infecção 
Fazer profilaxia antibiótica em procedimentos invasivos 

Orientação de higiene bucal 
controle da placa 
Raspagem e alisamento radicular
Reavaliações periódicas com reforço de orientação de higiene
Bochecho co clorexidine a 0,12 %, 2 X ao dia, por 10 dias.
Antibioticoterapia



A) 1 – gengiva Livre
2 – gengiva inserida
3 – mucosa alveolar
4 – gengiva interdental
B) Apenas a nº4 é não queratinizada
C) histo=0,69 e clinica 2mm
D) 2 é paraqueratinizada com grande produção de melanina
E) Nos post tem formato de triangular com base para lingual pq a vest é mario que a palatina. E nos post tem uma concavidade o “col” (contato proxiimal).
F) Ranhura gengival.
G) Presença de interdigitações (projeções do epitelio no conjuntivo)


 1.Obserando as medidas abaixo,que corresponden a uma média aproximada, responda identificando as estruturas periodontais correspondentes:
0,2mm – Espaço Periodontal
1,07mm – Inserção Conjuntiva
0,69mm – Sulco Gengival (Medida Fisiológica)
0,97mm – Epitélio Juncional
2.Qual a proteína predominantemente nas fibras do ligamento periodontal?
R – Colágeno Tipo 1
3.O que justifica a diferença de cor existente entre a gengiva inserida e a mucosa alveolar?
A presença de uma camada córnea paraqueratinizada(camada de queratina) que diminui a translucidez do epitélio da gengiva inserida, enquanto a mucosa alveolar além de ser altamente vascularizada é desprovida de queratina.
4.O que é possível ocorrer com o espaço periodontal de um elemento dental posterior que ocluo com  o seu antagonista, mas recebeu uma restauração classe I oclusal com excesso(“alta”) , que ultrapassa a linha imaginária das curvas de Spee e de Wilson?
A sobrecarga gerada pela mastigação sobre essa restauração causará uma hiperfunção no ligamento periodontal, e um alargamento no espaço periodontal pode ser observado, como uma forma do organismo minimizar essa carga em excesso.
5.Em relação ao eixo axial dos elementos dentários, qual o sentido de direção tomada pelos vasos venosos dos tecidos periodontais?
Os vasos seguem uma direção vertical ,paralelo ao longo eixo do dente);
6.Sabe-se que as primeiras bactérias a colonizarem o biofilme dental recebem o nome de colonizadoras iniciais ou pioneiras. Entre as espécies abaixo circule as que representam as pioneiras:
Streptococcus spp.
A.actnomycetencomitans
Candida albicans
T.denticola
P.ginginvalis
Actinomyces spp.
T.forsythia
7.Pelicula adquirida fica adsorvida sobre a superfície de esmalte dentário ou qualquer outra superfície não descamativa existente na cavidade bucal. Frente ao exposto informe corretamente a diferença entre adsorção e absorção:
Adsorção seria a ligação/adesão da película adquirida sobre a superfície dentária por meio de forças eletrostáticas e hidrofóbicas.Enquanto absorção seria a capacidade da superfície dentária ou outra não descamativa , de ser permeável à invasão e entrada de microorganismos para o interior.
8.Duas teorias a respeito da placa bacteriana(atualmente biofilme dental) foram desenvolvidas no século xx buscando explicar a sua relação com patologias bucais, em especial as periodontopatias. Elas foram denominadas de teoria da placa inespecífica. Resuma nas linhas abaixo a teoria da placa inespecífica:
Foi desenvolvida por loeche , tendo como base o experimento de Löe (gengivite experimental) Ela afirma que o desenvolvimento das periodontopatias depende da quantidade de biofilme instalado sobre a superfície dental , ou seja, quanto mais biofilme o paciente tiver, maior será a capacidade  e a velocidade do desenvolvimento da doença periodontal.
   Fonte dos exercícios: retirado do blog Resumo do segunda


domingo, 12 de outubro de 2014

ANATOMIA DENTAL INTERNA

ANATOMIA DENTAL INTERNA E CIRURGIA DE ACESSO
DENTES ANTERIORES
Cirurgia de Acesso
Permite a visualização e acesso aos canais

Objetivos:
• Acesso de forma livre e direta
• Remoção de todo teto da câmara pulpar
• Visualizar sem danificar a entrada dos canais e assoalho pulpar
• Expulsividade da parede mesial dos posteriors


• Incisivo Central Superior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: único
• Ponto de Eleição: abaixo do síngulo
• Forma de Contorno: triangular com a base voltada para incisal
• Direção de Trepanação: 45o ao longo do eixo do dente

• Incisivo Lateral Superior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: único
• Ponto de Eleição: abaixo do síngulo
• Forma de Contorno: triangular com a base voltada para incisal
• Direção de Trepanação: 45o ao longo do eixo do dente

• Canino Superior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: único
• Ponto de Eleição: abaixo do síngulo
• Forma de Contorno: lancelada, chama de vela
• Direção de Trepanação: 45o ao longo do eixo do dente

• Incisivo Central Inferior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: pode ter 2 canais
• Ponto de Eleição: acima do síngulo
• Forma de Contorno: triangular com a base voltada para incisal
• Direção de Trepanação: 45o ao longo do eixo do dente

• Incisivo Lateral Inferior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: pode ter 2 canais
• Ponto de Eleição: acima do síngulo
• Forma de Contorno: triangular com a base voltada para incisal
• Direção de Trepanação: 45o ao longo do eixo do dente

• Canino Inferior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: pode ter 2 canais
• Ponto de Eleição: acima do síngulo
• Forma de Contorno: lancelada, chama de vela
• Direção de Trepanação: 45o ao longo do eixo do dente 

Acidentes e Erros
• Perfurações • Injúrias ao Assoalho • Remanescente de Teto • Abertura Insuficiente • Abertura Excessiva

ANATOMIA DENTAL INTERNA E CIRURGIA DE ACESSO
PRÉ-MOLARES


• Primeiro Pré-Molar Superior
• Número de Raízes: duas raízes (60%)
• Número de Canais: 
• Ponto de Eleição: centro do sulco principal
• Forma de Contorno: elíptica
• Direção de Trepanação: em direção ao longo do eixo do dente, com uma leve inclinação para raiz palatina quando houver mais de 1 raiz

• Segundo Pré-Molar Superior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: pode ter 1 ou 2 canais
• Ponto de Eleição: centro do sulco principal
• Forma de Contorno: elíptica
• Direção de Trepanação: ao longo do eixo do dente

• Primeiro Pré-Molar Inferior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: pode ter 1,2 ou 3 canais
• Ponto de Eleição: fóssula mesial
• Forma de Contorno: circular ou ovalada
• Direção de Trepanação: paralela ao longo do eixo do dente com inclinação para o centro da coroa

• Segundo Pré-Molar Inferior
• Número de Raízes: única
• Número de Canais: pode ter 1, 2 ou 3 canais
• Ponto de Eleição: centro do sulco principal
• Forma de Contorno: elíptica, ovalada
• Direção de Trepanação: paralelo ao longo do eixo do dente

ANATOMIA DENTAL INTERNA E CIRURGIA DE ACESSO
MOLARES



• Primeiro Molar Superior
• Número de Raízes: 3 raízes
• Número de Canais: pode ter 2 a 5 canais
• Ponto de Eleição: fossa central
• Forma de Contorno: triangular com a base voltada para vestibular
• Direção de Trepanação: paralelo ao longo do eixo do dente com pequena inclinação em direção a raiz palatina

• Segundo Molar Superior
• Número de Raízes: 3 raizes, podem estar fuzionadas
• Número de Canais: 3 canais, procurar sempre o 4
• Ponto de Eleição: fossa central
• Forma de Contorno: triangular com base voltada para vestibular
• Direção de Trepanação: paralelo ao longo do eixo do dente com pequena inclinação em direção a raiz palatina

• Terceiro Molar Superior
• KINDER OVO

• Primeiro Molar Inferior
• Número de Raízes: 2 raizes
• Número de Canais: pode ter 3 ou 4 canais
• Ponto de Eleição: centro do sulco principal
• Forma de Contorno: trapezoidal com a base voltada para mesial
• Direção de Trepanação: paralelo ao longo do eixo do dente com leve inclinação para raiz distal

• Segundo Molar Inferior
• Número de Raízes: 2 raizes, podem estar fuzionadas
• Número de Canais: pode ter 3 ou 4 canais
• Ponto de Eleição: centro do sulco principal
• Forma de Contorno: trapezoidal com base voltada para mesial
• Direção de Trepanação: paralelo ao longo do eixo do dente com leve inclinação para raiz distal


ODONTOMETRIAEstabelecer o comprimento do dente, limite de atuação da terapia endodôntica no interior do cone dentinário.

LIMITE DE ATUAÇÃO

Técnica Odontométrica

1. Radiografia de Diagnóstico
2. Medir o CAD na radiografia de diagnóstico
3. Calcular o CI ( CAD-5)
4. Transferir esta medida para a lima
5. Inserir a lima no canal (exploração inicial)
6. Radiografia, técnica da Bissetriz excêntrica
7. Medir na radiografia o X (distancia da ponta da lima até o ápice)
8. Calcular o CD (CI + X)
9. Calcular o CT ( CD-2mm polpa viva, CD-1mm polpa morta)
10. Transferir a medida para a lima
11. Inserir a lima no canal
12. Radiografia de confirmação
13. Análise da radiografia    ( Resumo retirado do blog : visitem e estudem , é realmente um blog excelente  : http://muitobomessecafe.blogspot.com.br/2012/12/resumo-endo-i-endodontia-1.html









Anatomia interna dos diferentes grupos dentais


Cavidade Pulpar:

Espaço no interior dos dentes onde se aloja a polpa. Esta cavidade reproduz a morfologia externa do dente, podendo se distinguir duas porções: uma coronária e outra radicular, respectivamente câmara pulpar e canal radicular



Suas paredes recebem a mesma denominação das paredes coronárias:

Ø Em dentes unirradiculares existem 4 paredes: Vestibular, Lingual ou Palatina, Mesial e Distal

 
Em dentes multirradiculares existem 6 paredes: Vestibular, Lingual ou Palatina, Mesial, Distal, Oclusal (ou teto ) e Assoalho.



Canal Radicular:
·         Os canais apresentam variações anatômicas. Dependendo da localização, estas ramificações recebem diferentes denominações:

a. canal principal

b. canal lateral

c. canal secundário;

d. interconduto;

e. canal cavo;

f. canal recorrente
 
 
1.    GruposDentais:
 
·         Incisivos Centrais Superiores:
Presença de cornos pulpares, canal longo e único, na maior parte são RETOS inclinações de 15 º  P(V-P)   . Término da rizogênese 10anos. Presença de ombro palatino leve inclinação do ápice. 
 
·         Incisivos lateral Superiores: câmara pulpar semelhante ao central (porém menor) , curvo p/distal, inclinação 20º para P( V-P) e 5 º para D ( M-D). Término da rizo gênese 11 anos, Presença de ombro palatino 
  • Caninos Superiores: Dente mais longo da cavidade oral, normalmente apresenta 1 raiz com 1 canal. camra pulpar ampla , cúspide perfurante; possível desvio para D ( 60 %) inclinação 17 º p/ V ( MV-P) ; termino rizo 13 a 15 anos. presença de ombro lingual. comp. max. 33 mm.
  • Incisivo central inf. : câmara pulpar semelhante ao do superior ( porém menor e mais achatada) canal duplo em 70 % dos casos, único forame ou separados inclinação 15º p/ V ( V-L ) e 0º (M-D), termino rizo. 10 anos, compr. máx. 27,5 mm
 
  • Incisivo lateral inf. : câmara pulpar semelhante a do central, inclinação para Distal, menor % de bifurcação, inclinação 10 º p/ V ( V-L ) e 0º (M-D) Termino rizo 11 anos . Presença de ombro lingual, compr. Máx. 29,0
 
  • canino inf. Semelhante ao sup. , canal reto inclinação 2º p/ V ( V-L ) e 3 º p/ (M-D)Presença de ombro lingual, parede lingual mais fina Comp. Máx. 32 mm.
 
·         1º Pré-Molar Superior:
Geralmente 2 raízes e 2 canais, podendo apresentar 1 raiz e 2 canais ou 1 raiz e 1 canal
A bifurcação pode ocorrer em qualquer terço da raiz
·         2º Pré-Molar Superior:
Geralmente 1 raiz e 1 canal, podendo apresentar 1 raiz e 2 canais ou 2 raizes e 2 canal
A bifurcação pode ocorrer em qualquer terço da raiz
 
 
·         1º Molares Superiores:
Geralmente apresentam 3 raízes (MV, DV e Palatina), com três canais. O canal Palatino via de regra é o mais volumoso. O canal MV é o mais achatado podendo se dividir em dois (neste caso teremos 4 canais)
 
 
·         2º Molares Superiores:
Seguem a anatomia do 1º molar superior, sendo menos volumoso e mais achatado no sentidovestíbulo-lingual
 
·         3º Molares Superiores:
Não tem padrão definido, podendo apresentar 1,2 ou 3 raízes com 1,2,3,4 ou até 5 canais.
 
·         Incisivos inferiores:
Geralmente 1 raiz com 1 canal, fortemente achatado no sentido próximo-proximal. Por esta razão, pode apresentar 2 condutos na mesma raiz ou até mesmo 2 raízes
 
·         1º Molares Inferiores:
Geralmente apresentam 2 raízes (mesial e distal), com três canais(MV, ML e Distal). O canal Distal via de regra é o mais volumoso. Pode apresentar apenas 2 canais (1 mesial e 1 distal) ou até 4 canais (MV, ML, DV, DL)
 
 
·         2º Molares Inferiores:
Seguem a anatomia do 1º molar inferior
 
·         3º Molares Inferiores:
Não tem padrão definido, podendo apresentar 1,2 ou 3 raízes com 1,2,3,4 ou até 5 canais.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Principios da abertura da cavidade

São ele :
Remoção de todo o teto da câmara pulpar, para a retirada dos remanescentes pilpares e exposição dos orifícios de entrada dos canais .
Obtenção de acesso teto e livre até a primeira curvatura do canal.
Preservação do assoalho da câmara pulpar, evitando perfura-lo e facilitando a localização da entrada dos canais, pois a sua integridade tende a guiar o instrumento.
Abertura coronária : É a fazer operatória inicial do tratamento endodôntico, através da qual será possível o acesso amplo e direto a cavidade pulpar.

Conhecimento da anatomia
Exame radiográfico minucioso
Exame clinico

Instrumento adequado
Motor alta rotação, micro motor e contra ângulo, sonda exploradora nº 5 e 9 , brocas diamantadas esféricas para alta rotação de haste ou pescoço longo nº 1012, 1013, 1014, 1016 .
Bronca diamantada tronco cônica de ponta inativa nº 3080, 3081 e 3082.

Princípios que regem a abertura coronária
 Acesso reto e livre ao canal radicular
Remoção completa do teto da câmara pulpar
Preservação da parede cervical
conservação da estrutura dentaria
confecção de forma de resistência

Técnicas de acesso
O preparo de acesso básico para cada grupo de dentes se aplica a todas as situações. No entanto, caso ocorram variações, devem haver adequações.
Para facilitar o aprendizado descreveremos as manobras operatórias de forma sequencial.
Acesso a câmara pulpar
   Ponto ou área de eleição
   Forma de contorno inicial
   direção de trepanação
Preparo da câmara pulpar
configuração final da cavidade intracoronária 
  ( Forma de conveniência)

O inicio da abertura coronária para todos os dentes deve ser feito em alta rotação. Com brocas esféricas ou tronco cônicas. dando a forma de conformação de acordo com a anatomia do dente, portanto seguindo a Forma de conveniência
  
  

Técnicas de acesso









Acesso a câmara pulpar
   Ponto ou área de eleição
   Forma de contorno inicial
   direção de trepanação
Preparo da câmara pulpar
configuração final da cavidade intracoronária 
  ( Forma de conveniência)

domingo, 28 de setembro de 2014

Dentes Inclusos: Terceiros Molares Inferiores

Definição: é todo dente, que chegada a sua época normal de erupção não irrompeu na cavidade oral.
Classificação:
  • Fisiológica: É quando o dente encontra-se incluso, porém dentro de sua época normal de irrompimento.
  • Patológica: É quando um dente encontra-se incluso após passados 12 meses de sua época normal de irrompimento.
Generalidades:
  • Os terceiros molares, apresentam uma grande variedade de situações e condições, o que dificulta estabelecermos uma técnica padrão isto é uma técnica cirúrgica uniforme para todos os casos. Porém os princípios em que se baseiam as intervenções são idênticas em todos os casos: Incisão da mucosa, osteotomia ( Trepanação óssea ).
Fatores que orientam a intervenção:
  • Posição da coroa.
  • Desenvolvimento e posição da raiz.
  • Natureza e quantidade de tecido ósseo que rodeia o dente.
  • Relação entre o terceiro molar inferior incluso e o segundo molar irrompido.
Princípios básicos das cirurgias de dentes inclusos:
  • Menor traumatismo possível.
  • Trabalhar pela via de menor resistência.
  • Controle das forças empregadas.
Necessidade e oportunidade da extração:
Graziani: Todo dente incluso deve ser extraido, pois ele é um cisto em potencial.
Mead: Todo dente incluso deve ser extraido, desde que os benefícios sejam maiores que os malefícios.
Exame clínico: Este deve ser minucioso, iniciando-se pelos lábios e termi-nando pelos dentes. É atravéz deste minucioso exame clínico que iremos detectar a presença de uma pericoronarite de lesões benígnas e de lesões hiperplásicas.
Exame radiográfico: Este é imprescindível. Ele nos dará todos os dados exigidos para planejamento e execução da operação (cirúrgica) do dente incluso.
Localização topográfica:
Consiste em aliar-se a um cuidadoso exame clínico, através de três ou mais radiografias que irão situar o dente incluso em relação a três dimensões de volume: altura, largura e comprimento.
  • Tipos de radiografias empregadas:
  • A)Periapical:
    • Nos dará uma visão ântero-posterior,
    • Relação dos dentes no sentido transversal.
    • fornece elementos úteis na condução da técnica a ser seguida.
    • Conhecimento da forma e posição do dente.
    B)Oclusal:
    Técnica de Donavam. É realizada com radiografias periapicais. A incidência do raio central deverá ser perpendicular a película e paralelo ao longo eixo dos dentes.
    C)Perfil:
    Esta nos orientará quanto a altura do dente incluso, suas relações e variações no sentido vertical e localização no sentido horizontal, suas relações com dentes e estruturas adjacentes.
    D)Panorâmica:
    É muito importante, pois nos dará uma visão total do dente incluso e de suas relações com o segundo molar irrompido e estruturas adjacentes.
    Indicações:
    • Falta de espaço.
    • Má posição do incluso ( sem pos-sibilidade de correção ).
    • pericoronarites recorrentes.
    • reabsorções ou cáries ( no 2º m.i. irrompido ).
    • Indicações protéticas ou ortodônticas.
    • Pocessos patológicos ( Trismo, abscesso, cisto dentígero, etc ).
    • Sintomas de etiologia indeterminadas ( dor na atm, na cabeça, etc ).
    Contra-indicações:
    • Má condição geral do paciente.
    • Iatrogenias ( Ex.: acidentes anatômicos importantes ).
    • Possibilidade de tratamento conservador.
    • Pacientes idosos.
    • Extrações precoces.
    • Processos infecciosos agudos.
    Planejamento:
    Este depende dos exames clínicos e radiográficos (minuciosos).
    No exame clínico ( Visual e digital ) cuidadoso iremos:
    • Verificar os tecidos moles e duros que rodeiam o sítio da intervenção.
    No estudo radiográfico cuidadoso iremos:
    • Determinar ( verificar ) se as radiografias mostram o tamanho exato e completo e a forma do dente ( da coroa, o número, o tamanho e a forma das raízes com os dentes adjacentes ou estruturas vitais.
    • A relação vestíbulo lingual do dente atravéz do estudo da radiografia oclusal.
    • A posição das raízes em relação ao canal mandibular.
    No planejamento devemos:
    Decidir se o dente incluso será extraido por:
    • Odonto-secção.
    • Osteotomia.
    • Osteotomia mais odonto-secção.
    • Estimar a quantidade de de tecido ósseo que pode ser removido para proporcionar uma exposição e criar um espaço adequado para extração do dente incluso.
    • Determinar o melhor metodo e os melhores instrumentos para a eliminação do osso:
    • Através de brocas ( somente em alta ou baixa rotação ).
    • Através de cinzel e martelo.
    • Broca, cinzel e martelo.
    • Remoção de tecido ósseo mais odonto-secção.
    • Determinar a melhor direção e os intrumentos necessários para elevar o dente incluso com o mínimo trauma.
    Fatores que complicam a técnica operatória.
    • Curvatura anormal das raízes.
    • Hipercementose.
    • Proximidade com o canal mandibular.
    • Grande densidade óssea (idosos).
    • Espaço folicular coberto de osso ( em pacientes com mais de 25 anos ).
    • Dentes inclusos ( coroas ) com reabsorções em idosos, o que leva a uma anquilose ( união entre dente e osso ).
    • Músculo orbicular pequeno.
    • Imcapacidade de abrir a boca.
    • Língua grande incontrolável.
    Classificação de Winter:

    Baseia-se na posição do longo eixo do 2º molar inferior irrompido em relação ao longo eixo do 3º molar inferior incluso (Fig.1).
    Classe I – Vertical


    Classe V - Invertido




    Classe VIII - Exepcionais


    Classe II – Horizontal


    Classe IV - Disto-Angular


    Classe III - Mésio-Angular


    Classe VI - Vestíbulo-Angular
     
    Classificação de Pell e Gregory:
    • Baseia-se na na relação do dente ( 3º m.i. incluso ) com o ramo ascendente da mandíbula e a distal do 2º molar inferior irrompido.
    • Quanto a profundidade relativa do 3º m.i. incluso no osso.
    • Quanto a relação do 3º m.i. incluso com o arco dental.
    Com relação do 3º m.i. incluso com o ramo ascendente da mandíbula e a distal do 2º m.i. irrompido a classificação é a seguinte (Fig.1):
    • Classe I
    • Classe II
    • Classe III
    • Classe I: Há espaço suficiente entre o ramo ascendente da mandíbuila e o segundo molar para acomodação do 3º molar (incluso) (Fig.2).
    • Classe II: Há pouco espaço, isto é, o espaço entre o ramo ascendente e a distal do segundo molar é menor que o diâmetro mesio-distal do 3º m.i. incluso (Fig.2).
    • Classe III: Não há espaço, isto é, o 3º m.i. está quase que ou totalmente incluso no ramo ascendente da mandíbula (Fig.2).
                            Classe I________Classe II________Classe III
    Quanto a profundidade relativa do 3º m.i. incluso no osso (Fig.3).
    • Posição A.
    • Posição B.
    • Posição C.
    • Posição A: Posição mais alta do dente incluso encontra-se acima do plano oclusal ou na mesma linha do segundo molar.
    • Posição B: Posição mais alta do dente incluso encontra-se abaixo do plano oclusal e acima da linha cervical do segundo molar inferior.
    • Posição C: A posição mais alta do dente incluso encontra-se abaixo da linha cervical do segundo molar

                                               Posição A
                                                   Posição B

                                         Posição CTécnica Cirúrgica:
    1-Incisão: Dentados
    • Winter
    • Angulada
    • Centeno
    • Incisão:Desdentados
    • Linear sobre orebordo
    2-Descolamento do ratalho
  • 3-Osteotomia
  • Brocas (Esf. e t. cônicas)
  • Cinzel e martelo
  • Brocas, Cinzel e martelo
  • 4-Tecnica Cirúrgica:
    • Operação propriamente dita com ou sem odontosecção.
    • Tratamento da cavidade óssea.
    • Sutura.
    5-Pós operatório:
    • Instruções ao paciente.
    • Medicação.
    • Curativos e observações.
    • Remoção de suturas após 7º ou 8º dia.
    • Alta para o paciente.
    Referência retirado do http://www.angelfire.com/nm/cirurgia/3molares/3molares.html

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