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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Técnica de escovação de Fones

Segundo dados estatísticos, os autores comprovaram ser mais eficiente a técnica de Fones para crianças em idade escolar, mais ou menos 6 anos (FERRAZ, 1973; PINTO, 1976), por ser mais simples, e por ter seu aprendizado recomendado para crianças menos hábeis ou menos interessadas ou ainda quando se tem pouco tempo para gastar com o ensino. (GUEDES-PINTO, 1999)
A criança empunha a escova e com os dentes cerrados faz movimentos circulares na face vestibular de todos os dentes superiores e inferiores, indo do último dente de um hemiarco a outro. Os mesmos movimentos são feitos nas faces palatinas ou linguais, porém com a boca aberta; e nas faces oclusais e incisais, os movimentos são no sentido antero-posterior.
Estudos e pesquisas desenvolvidos por GUEDES-PINTO et al. (1999) demonstraram que o número de movimentos escovatórios por grupos de dentes nessa técnica é de 15.
WEINFELD e SILVA (1981) ressaltam que, pelo exposto, utilizando a técnica de Fones, a grande importância da escovação na prevenção do acúmulo de placa bacteriana que é o fator causador dos graves problemas da odontologia social: a cárie e doenças periodontais

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Micologia

 

 
Bactérias
 
 
Fungos
 
Vegetais
 
Animais
 
Unicelulares
Uni ou Multicelulares
Multicelulares
Multicelulares
Anaeróbio/ Aeróbio
Aeróbios/ Anae.  Facultativos
Aeróbios
Aeróbios
1 cromossomo
Vários cromossomos
Vários cromossomos lineares
Vários cromossomos lineares
Com parede celular
Com parede celular
Com parede celular
Sem parede celular
Peptídeoglicano
Quitina
Celulose
_
PEC/ PIC (actinomices)
Glicogênio
Amido
Glicogênio
Fungos
“São organismos eucariontes, não fotossintetizadores, que apresentam
parede celular. Podem ser uni ou multicelulares.”

Membrana Plasmática
  • Presença de esteróis
Colonização
  • Vegetais
  • Animais
  • Homem
  • Matéria orgânica em decomposição
Tipos de fungos
(organização)

  • Leveduras (unicelulares)
→ fazem processos fermentativos
Leveduras, auxiliam no processo de fermentação
  • Fungos filamentosos e bolores
→ formam um individuo multicelular
- Hifos
- Micélios (Micélio Aéreo)
Queijo com bolor
Laranja com bolor
Frutas com bolor
  • Cogumelos




 Infecções Fúngicas
Sindromes Clinicas
1.       Micotaxicose
- Ingestão de substâncias tóxicas produzidas por fungos. Ex: Cogumelos
2.       Doenças por hipersensibilidades
- Respostas exageradas do Sistema Imunológico; Ex: Renite alérgica → mofo, bolor
3.       Micoses
- Infecção por fungos
Infecções fúngicas de interesse odontológico
→ Candidose
Tipos de Cândida
C. Albicans
C. Tropicalis
C. Glabrata
C. Stellatoedea
C. Krusei
C. Parapsilosis
C. Pseudotropicalis
C. Guilliermondii
 
Fatores Predisponentes
Idade → crianças/ idosos
Gravidez
Processos Endócrinos
Doenças sistêmicas
Carências nutricionais
Alterações
de imunidade (imunossupressão)
Medicação
→ antibiótico pode causar um desequilíbrio/ anti-inflamatório – ↓At. Imunológica
Fatores Locais
 Fatores Clínicos
  • Lesões de pele e mucosa;
→ Candidíase Pseudomembranosa
- Crianças e idosos
- Queda da imunidade
- Uso de antibióticos
- Próteses
  • Aspecto Clínico
- Placas brancas ou amareladas;
- Aspecto cremoso;
- Facilmente removíveis;
- Mucosa eritematosa;
- Não assintomática;
Principal Medicação Nistalina
→ Candidíase Atrófica
- Associada à remoção das placas;
- Mucosa hiperêmica;
- Extremamente dolorosa;
- Uso de antibiótico;
- Queilite Angular
→ Candidíase Hiperplásica
- Placas finas e persistentes;
- Difícil remoção;
- Semelhante à Leucoplasia;
- Diagnóstico diferencial (através de biopsia)
→ Candidíase Cutâneo – Mucosa Crônica
- Mucosa, face e unhas;
- Lesões eritematosas;
- Crosta amarelo-esbranquiçadas;
- Exudato (presença de secreção)
→ Candidíase Sistêmica
- Pacientes Imunossuprimidos;
- Disseminação hematógena;
- Grave;
- Difícil tratamento

Antibiograma – Aula Prática

 

1. Identificar placas
2. Semear Microrganismos (cultura pura)
3. Inserir discos de antibióticos
4. Incubar 35°C/ 43h
Material utilizado já com as placas identificadas com o nome do grupo e separadas por S. Aureus e E. coli

S. Aureus e E. coli - bactérias padrão no protocolo de pesquisa


Swab esterilizado

Semear os microrganismos nas placas

Flambar a ponta da pinça para adicionar cada antibiótico
5 tipos diferentes de antibióticos em cada placa


Disposição final dos antibióticos na placa - E. coli

Disposição final dos antibióticos na placa - S. Aureus

Obs:
[learn_more caption="E. coli" state="open"]
Principal habitante dos intestinos dos seres humanos.
Característica: Gram – (negativo) 
[/learn_more] [learn_more caption="S. Aureus" state="open"]
Principal componente da flora microbiana da pele dos seres humanos
Característica: Gram + (positivo) 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Regeneração e Cicatrização

A cicatrização e regeneração não são processos degenerativos, nem neoplásicos, logo têm de ser enquadrados no processo inflamatório. Quando se inicia um processo inflamatório, que é sempre um mecanismo de defesa contra um agente agressor, simultaneamente, também se dá início aos mecanismos desencadeadores de cicatrização e regeneração. Nos casos da pneumonia (inflamação), corte na pele (trauma seguido de inflamação) ou um enfarte do miocárdio (necrose isquémica seguida de inflamação), o processo envolvido é comum: inflamação, embora o agente agressor não seja o mesmo. Mas a inflamação vai evoluir de forma distinta, no que diz respeito à regeneração e à cicatrização. 
Se um corte na pele, vai levar a cicatriz, ou não, depende da extensão da lesão . Um corte superficial na pele, em geral não leva à cicatrização, o mesmo não acontece num corte mais profundo.  Já o enfarte do miocárdio leva sempre à cicatrização . Assim, outro ponto importante da cicatrização (para além da extensão) é o órgão, o tipo de células que o constitui. 
A reparação processa-se de duas formas: - Regeneração - Cicatrização

O que vai depender para que uma reparação se processe por regeneração ou cicatrização, é:
-extensão da lesão
-órgão lesado
REPARAÇÃO
Processo pelo qual as células que morreram, devido à agressão, são substituídas pelas células do parênquima do mesmo órgão.
Regeneração Cicatrização
Processo em que as células lesadas não são substituídas por células parenquimatosas, mas por tecido fibroso: cicatriz

Estes mecanismos não se excluem mutuamente, ou seja, após lesão, no mesmo tecido pode haver regeneração e cicatrização.

Estas lesões foram reparadas de maneira diferente: Imagem dum pulmão com pneumonia(Robbins Basic Pathology 7th edition, pag 481, Figura 13-24): Embora exista algum enfisema, os alvéolos estão vazios (cheios de ar). O pulmão está perfeitamente normal. Não se sabe se este indivíduo já teve pneumonia no passado, porque o pulmão quando é agredido num indivíduo imunocompetente a reparação da lesão processa-se por regeneração. Há substituição do tecido morto, limpeza do processo inflamatório e não fica nenhuma marca, nenhuma cicatriz.

Imagem dum coração com enfarte do miocárdio (Robbins Basic Pathology 7th edition, pag 369, Figura 11-5): Este coração tem fibrose. A parede ventricular está extremamente adelgaçada, o músculo morreu e foi substituído por tecido conjuntivo fibroso, ficando uma cicatriz. A reparação do enfarte do miocárdio fez-se por cicatrização. Outro exemplo de reparação por cicatrização é a Artrite Reumatóide, em que as articulações sofrem um processo inflamatório, há destruição destas, e o tecido é substituído por fibrose.

Se vai haver ou não cicatrização depende de: -Tipo de tecido -Intensidade da agressão -Manutenção da membrana basal, do esqueleto do tecido.

Porque é que o fígado, sendo um órgão por excelência de regeneração, leva a cirrose devido ao alcoolismo crónico? O próprio termo cirrose significa fibrose. O que acontece é que antes de chegar a cirrose o alcoolismo crónico provocou um processo inflamatório: Hepatite alcoólica . E a partir desta é que evoluiu para cirrose. Mas neste processo inflamatório há destruição da membrana basal, e portanto o fígado regenera. Só que regenera duma forma desordenada: forma nódulos. Esses nódulos cercados por fibrose constituem a Cirrose Hepática.

Ponto de situação 
A regeneração depende : -do tipo de tecido -da intensidade da lesão -manutenção da estrutura prévia do tecido.

Os tecidos são classificado de acordo com a capacidade de proliferar, com a capacidade das células entrarem no ciclo celular, não no período embrionário, mas no período da vida adulta.   Existem células que estão em G0, em fase quiescentente, e que quando são estimulados proliferam. Como por exemplo, o hepatócito, que é uma célula estável. Na vida adulta tem muito pouco potencial proliferativo, a não ser que seja estimulado a proliferar.  
Existem outras células que estão continuadamente no ciclo celular: sempre em replicação, como por exemplo, as células da epiderme. Estas são chamadas células lábeis . Outro exemplo é a mucosa intestinal, as suas células estão em contínua proliferação a partir das criptas, migram e descamam para o lúmen.  A medula óssea é outro tecido lábil. As células sanguíneas são destruídas a nível do baço e do sistema macrofágico-monocítico, removidas e repostas imediatamente a partir das células mãe que estão na medula óssea.   
Existem tecidos que na vida adulta muito dificilmente reentram no ciclo celular, por isso não são capazes de se dividir, como por exemplo os miócitos e os neurónios, que são chamadas de células permanentes . 
  • Assim, entende-se porque é que o enfarte do miocárdio não se faz por regeneração, mas por cicatrização. As células vizinhas não têm capacidade de proliferar e substituírem a área lesada.
Classificação dos tecidos/células de acordo com o potencial proliferativo: 
Lábeis :  células que estão em contínuo processo de proliferação Ex: pele, mucosa e medula óssea .
Estável : células quiescentes com baixo potencial proliferativo, mas quando                    estimuladas entram em proliferação  Ex: parênquima do fígado, do rim e do pâncreas, células       endoteliais, fibroblastos e músculo liso 
Permanentes : dividem-se preferencialmente no período embrionário   Ex: neurónios e músculo cardíaco.

                        Se um tecido for constituído por células lábeis, ou estáveis vai haver regeneração. Porque o tecido é capaz de reparar por proliferação aquelas células que morreram. Mas no caso de ser um tecido constituído por células permanentes, mesmo que a intensidade da agressão seja pequena, vai haver reparação por cicatrização.


Se a lesão tecidual for extensa , vai haver grande destruição do tecido, mesmo que isto aconteça num tecido de células lábeis e estáveis, isto pode evoluir para uma reparação por cicatrização, dependendo da intensidade da agressão . É o que acontece quando há formação do tecido de granulação , após um processo inflamatório, a reparação faz-se por cicatrização. Outro fator importante é a matriz extracelular, que contribui para a sustentação e conexões da célula com o tecido conjuntivo. Se esta matriz for extensamente lesada a reparação faz-se por cicatrização.

 Depois da morte de um conjunto de células num tecido, as células lábeis ou estáveis da vizinhança são estimuladas a crescerem ou a proliferarem para substituírem as células mortas. Os estímulos, para as células entrarem no ciclo celular, são os mediadores químicos e factores de crescimento . Estes últimos são os maiores estimuladores positivos para as células proliferarem. 

Quando as células começam a proliferar, a regenerar, esse crescimento não se pode dar de forma descontrolada e ilimitada, porque se não forma-se um tumor. A proliferação não controlada é um princípio básico das neoplasias. 
Por isso tem de haver estímulos negativos para parar a proliferação. Um dos estímulos negativos mais potentes é a chamada inibição por contacto . Ou seja, quando as células começam a proliferar e começam a entrar em contacto umas com as outras (suas malandras!!!), desenvolvem ligações célula a célula, e isso é um potente estímulo para que a proliferação páre.  Numa placa de cultura de células não neoplásicas, as células vão proliferar até ocuparem toda a placa, depois páram de crescer porque há inibição por contacto. Se forem células neoplásicas, elas não param de crescer (comem muito danoninho!), vão crescer umas sobre as outras e algumas delas vão começar a morrer, porque numa placa de cultura não há nutrição suficiente para manter aquele crescimento celular .

Matriz extracelular
Um elemento muito importante durante a reparação celular e que precisa de se manter íntegro para que ocorra regeneração é a matriz extracelular . Esta consiste basicamente, em proteínas estruturais fibrosas (que incluem vários tipos de colagénio e glicoproteínas de adesão), e numa matriz intersticial constituída por proteoglicanos. A matriz extracelular tem um papel muito importante na estimulação da proliferação e diferenciação celular, direciona a migração celular entre os tecidos e permite a adesão das células aos tecidos. 
As células parênquimatosas ligam-se à matriz extracelular através de integrinas. Assim, as integrinas, medeiam o contacto entre as células e a proteínas da matriz (colagénio e fibronectina) e permitem, também a transmissão de estímulos da matriz para o núcleo da célula. Estes estímulos induzem proliferação, diferenciação e síntese de proteínas que interferem na migração celular.

Conclusão : a matriz é um elemento extremamente activo e dinâmico. Para que se processe a reparação, regeneração e cicatrização é essencial a comunicação entre as células do parênquima e os elementos da matriz.

Cicatrização

Ocorre cicatrização: • num tecido constituído predominantemente por células permanentes, • se o dano tecidular for extenso  • e/ou  se afectar a matriz extracelular . 
Fases da cicatrização: 
  • Indução da resposta inflamatória pela lesão É nesta fase que se forma o tecido de granulação que é um tecido muito edematoso, rico em vasos, com angiogénese muita activa, com muitas células inflamatórias e com uma matriz muito laxa. A formação deste tecido é o primeiro fenómeno que ocorre quando se vai originar uma cicatriz (não confundir com granuloma, que é característico dum processo inflamatório crónico).
  • Regeneração das células parênquimatosas
  • Migração e proliferação das células parênquimatosas e do tecido conjuntivo
  • Síntese das proteínas da matriz extracelular
  • Remodelação dos elementos do parênquima para restaurar a função
  • Remodelação do tecido conjuntivo 
Três mecanismos essenciais que ocorrem durante o processo de cicatrização: 
  1. Angiogénese Estímulos à formação de novos vasos sanguíneos , estímulos esses que são levados a cabo por factores de crescimento como o VEGF/ FGF/ EGF/ CPA/ PDGF- beta. Por outro lado este processo pode ser inibido por estatinas, a trombospondina e o P53. 
  2. Fibroplasia Quando há indução da resposta inflamatória, na primeira fase, há regeneração das células parênquimatosas. Depois dá-se migração e proliferação, (se for um tecido que o permita) tanto das células parênquimatosas como das células do tecido conjuntivo, principalmente dos fibroblastos. Então, na fibroplasia há migração e proliferação dos fibroblastos no local da lesão . As células inflamatórias são a principal fonte de factores de crescimento (FGF), que “chamam” os fibroblastos e os induzem a proliferar e a produzir matriz. Até que se cessa a proliferação dos fibroblastos, para evitar a formação de neoplasias.
  3. Remodelação Devido a grande proliferação celular e à desorganizada secreção de matriz extracelular é essencial a existência de um processo que organize a cicatriz, processo denominado remodelação. Este processo é regulado por metaloproteínases (metalo, porque são dependentes de metais para funcionar, como o zinco) e a sua função é a degradação do colagénio .  Os TIMPs (tissue inhibitors of metaloproteinase) são activados conjuntamente com as metaloproteínases, e sua função é regular o dempenho destas. Para além dos TIMPs, existem outros inibidores das metaloproteinases, como o TGF- beta e os corticosteróides. Por outro lado, o PDGF, o IGF, as citocinas (interleucinas e TNF) estimulam a síntese das metaloproteína




domingo, 9 de junho de 2013

Queloide



Queloides são o resultado de uma alteração determinada por fatores genéticos no processo normal de cicatrização causando o aparecimento de cicatrizes anômalas.O resultado final de uma cirurgia e a qualidade estética de uma cicatriz dependem de diversos aspectos relacionados ao ato cirúrgico e ao paciente. Problemas relacionados a cicatrização normal podem provocar o surgimento de cicatrizes alargadas e muito inestéticas, ou mesmo provocar a perda da cirurgia.
Para que uma cicatrização adequada ocorra é preciso que o mecanismo responsável pela sua realização esteja em perfeito funcionamento. Distúrbios genéticos, Hereditários, podem causar alteração no mecanismo normal de cicatrização e com isto cicatrizes anômalas podem surgir.
A cicatriz tem por finalidade reparar um dano causado em nosso corpo preenchendo o espaço, o buraco, resultante da morte das células do tecido traumatizado de maneira a fechar este espaço e manter a integridade interna de nosso corpo.
Nosso organismo possui mecanismos que detectam quando a cicatriz produzida conseguiu reparar o dano causado e com isto o processo de cicatrização é parado e não há mais a produção de cicatriz.
Um queloide é um caso especial de cicatriz. São lesões fibroelásticas, avermelhadas, escuras, rosadas e as vezes brilhantes, com formato de corcova. Podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele e até mesmo espontaneamente. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas, não contagiosas e indolores, as lesões podem se tornar um problema estético importante.
Queloides são formados dentro dos tecidos. O colágeno, que é usado no tratamento de feridas tende a deixar a área da cicatriz muito maior, muitas vezes produzindo uma protuberância maior do que a cicatriz original.

Lesões celulares reversíveis e irreversíveis

As células do nosso organismo devem ser mantidas em condições constantes e são capazes de lidar com exigências fisiológicas normais através da adaptação, mantendo um estado estável chamado homeostase. Se os limites da resposta de adaptação a um estímulo são excedidos, ou em determinadas circunstâncias quando a célula é esposta a estresse ou estímulos nocivos, ocorrem as alterações subcelulares e depois a lesão celular.
A lesão celular é até certo ponto, reversível, mas se o estímulo persistir, a célula chega a um ponto em que não há retorno, sofrendo lesão celular irresversível. Dessa forma, quando ocorre a lesão celular reversível a célula pode voltar ao normal caso o estímulo seja retirado ou cesse. Se o estímulo agressor for prolongado ou mais intenso, a lesão se torna irreversível e a célula, então, não tem mais como se recuperar.


Lesão celular irreversível: alterações do núcleo

Picnose: encolhimento do núcleo, que fica denso e condensado tornando-se hipercorado.

Cariorrexe: fragmentação do núcleo, a cromatina adquire uma distribuição irregular.

Cariólise: há dissolução da cromatina e perda da coloração do núcleo, o qual desaparece completamente
 
Apoptose: morte celular programada

A apoptose acontece quando a célula ativa um programa de suicídio controlado internamente, sendo um tipo de "autodestruição celular" que requer energia e síntese protéica para a sua execução. Na apoptose não ocorre extravasamento de material, a célula se fragmenta em corpos apoptóticos, que são eferocitados por células vizinhas.

Esse processo ocorre em várias funções normais, como a eliminação de células indesejaveis durante a embriogênese e em vários processos fisiológicos, e não está necessariamente ligada à lesão celular.
FENÔMENOS CELULARES da inflamação
 
s fenômenos celulares da inflamação envolvem o acionamento das capacidades celulares de movimentação, de adesão e de englobamento de partículas. O principal fenômeno é a saída de leucócitos da luz vascular e sua migração para o local agredido. Esse fenômeno segue algumas fases (Guidugli-Neto, 1997):
 
1) Pavimentação: os leucócitos posicionam-se adjacentes aos endoteliócitos. Para tal, é necessário que ocorra a marginação leucocitária, ou seja, os leucócitos saem da porção central do fluxo sangüíneo (local onde são comumente encontrados) e vão para a periferia do fluxo. Isso é possível graças à diminuição da velocidade do fluxo (estase sangüínea), decorrente dos fenômenos vasculares.

Perguntas e respostas sobre informação

1. O que é inflamação?Inflamação é a reação do tecido vivo vascularizado a uma lesão local.

2. Como é desencadeada?
É desencadeada por:
a. infecções microbianas
b. agentes físicos
c. substâncias químicas
d. tecido necrótico e
e. reações imunológicas (v. imunologia).

3. Qual é a função da inflamação?
a. conter e isolar a lesão
b. destruir os microrganismos invasores
c. inativar as toxinas e
d. preparar o tecido ou o órgão para a cicatrização e reparação.

4. Independente dos benefícios acima, a inflamação poderia ser nociva?
A inflamação e o processo de reparação podem ser potencialmente nocivos, causando reações de hipersensibilidade potencialmente fatais e lesão orgânica progressiva, com inflamação crônica e também pode resultar em fibrose permanente.

5. Quais os principais eventos na inflamação?
A inflamação aguda é constituída de três componentes:
a. alterações no calibre vascular, que provocam aumento do fluxo sanguíneo
b. alterações estruturais na microvascularização, que permitem a saída de proteínas plasmáticas e leucócitos da circulação, produzindo exsudato inflamatório
c. emigração dos leucócitos da microcirculação e seu acúmulo nos focos de lesão.

6. Quais os sinais clínicos da inflamação?
Essas alterações produzem os sinais clínicos clássicos da inflamação. Existem quatro sinais cardeais da inflamação:
a. Calor
b. Rubor
c. Edema (tumor)
d. Dor.
Foi acrescido um quinto sinal clínico, a perda de função (functio laesa) como sinal clássico.

7. Dentro dos eventos que ocorrem no processo inflamatório, qual a importância das alterações do fluxo e calibre vasculares?
Constituem um dos três principais componentes da resposta inflamatória. Surgem imediatamente após a lesão e desenvolvem-se em velocidades variáveis, dependendo da gravidade da lesão.

8. Quais são os componentes e seqüência desta etapa?
Inicialmente, ocorre vasoconstrição transitória das arteríolas.
 Em seguida ocorre vasodilatação, resultando em aumento do fluxo sanguíneo, que constitui a causa do calor e do rubor.
 Surge, por fim, uma redução da velocidade da circulação em decorrência do aumento da permeabilidade vascular, resultando em estase. O aumento da permeabilidade é a causa do edema.
 Com a lentidão da circulação, os leucócitos maiores afastam-se da corrente axial e inicia-se a marginação dos leucócitos, um prenúncio dos eventos celulares.

9. Qual a importância do aumento da permeabilidade vascular?
Este evento propicia o escape de líquido rico em proteína no interstício.

10. Quais são os mecanismos que propiciam o aumento da permeabilidade vascular na inflamação?
 A troca normal de líquidos depende da lei de Starling e da integridade do endotélio. Segundo a lei de Starling, o equilíbrio normal dos líquidos é modulado principalmente por duas forças opostas:
1. a pressão hidrostática, que resulta na saída de líquido da circulação e
2. a pressão coloidosmótica (v. colóide e osmose) do plasma, que resulta no ingresso de líquido nos capilares.
 Na inflamação ocorre aumento da pressão hidrostática, causado pela vasodilatação e redução da pressão osmótica, devido ao extravasamento de líquido rico em proteínas através de um endotélio com permeabilidade aumentada – resultando em acentuado efluxo de líquido e formação de edema.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Panorâmica




  1. INCISIVOS
  2. PRÉ-MOLARES
  3. MOLARES
  4. MAXILA
  5. MANDÍBULA
  6. PROCESSO PTERIGOIDEO
  7. LINHA OBLÍQUA
  8. FORAME MENTUAL
  9. CANAL DA MANDÍBULA
  10. FORAME MANDIBULAR
  11. CABEÇA DA MANDÍBULA
  12. PROCESSO CORONOIDE
  13. PROCESSO ESTILOIDE
  14. CAVIDADE NASAL
  15. SEPTO NASAL
  16. SEIO MAXILAR
  17. SOMBRA DO OSSO ZIGOMÁTICO
  18.  ÓRBITA
  19. ASSOALHO DA ÓRBITA
  20. ARCO ZIGOMÁTICO
  21. ESPAÇO ORAL FARÍNGEO
  22. CONCHA NASAL INFERIOR
  23. PROCESSO ZIGOMÁTICO DA MAXILA
  24. INCISURA DA MANDÍBULA
  25. RAMO DA MANDÍBULA
  26. ÂNGULO DA MANDÍBULA
  27. BASE DA MANDÍBULA
  28. FOSSA PTERIGOPALATINA
  29. SOALHO DA CAVIDADE NASAL
  30. PALATO ÓSSEO
  31. ESPAÇO AÉREO FARÍNGEO
  32. PORO ACÚSTICO EXTERNO
  33. OSSO HIOIDEO
VERMELHO – ESPINHA NASAL ANTERIOR
VERDE – EMINENCIA MENTUAL
AZUL- ESPINHA GEMINIANA E FORAME MENTUAL
ROSA – FORAME INFRA ORBITAL
AMARELO – TUBÉRCULO ARTICULAR
LARANJA – COLUNA VERTEBRAL
Esta radiografia oferece uma visão geral dos maxilares em uma só tomada, sendo utilizada em todas as especialidades odontológicas. Nesta incidência observa-se:
Dentes presentes, presença de cáries extensas, processos patológicos no periápice;
Grau de desenvolvimento dental, posicionamento dos dentes, a relação dente permanente com o dente decíduo;
Presença de patologia do folículo dentário;
Presença de reabsorções ósseas alveolares;
Característica do trabeculado ósseo da maxila e mandíbula;
Posicionamento dos reparos anatômicos;
Pesquisa de raízes residuais, fraturas ósseas e patologias;
Acompanhamento de tratamentos odontológicos;
Proservação de tratamentos cirúrgicos.


1) A radiografia é um método:
A) que com o tempo cairá em desuso
B) acessível, porém restrito no grau de informação
C) de fácil realização e que pode ser empregado em qualquer circunstância
D) que realizado adequadamente pode elucidar várias hipóteses de diagnóstico
E) sempre utilizado na primeira exploração de um diagnóstico na Odontologia

Panorâmica
È uma tomografia rotacional que produz uma imagem radiográfica da totalidade do arco dental, ou seja, produz uma imagem radiográfica panorâmica da maxila e da mandíbula. O tubo de raios X se move simultaneamente e em sentido oposto ao filme radiográfico (chassi) ao redor do paciente
 
Radiografia panorâmica: O paciente deve ser instruído a não se movimentar durante a execução da radiográfia (aproximadamente 18 segundos)
 
Posicionamento da cabeça do paciente: O paciente deve ser posicionado no aparelho com o plano horizontal alemão paralelo ao chão e o plano sagital perpendicular a este.Posicionamento do paciente para a radiografia panorâmica.
 
2A radiografia é uma técnica radiográfica extrabucal,  onde o filme é posicionado fora da boca do paciente.
Quais os princípios elipsopantomógradico?
Filme e fonte de radiação em movimento e paciente estacionário .
Múltiplos centros de rotação.
Feixes de raio X em movimento continuo(elipse)
Maior grau de detalhes
Ampliação (9%)constante e uniforme.
 
3Quais as características das imagens  da radiografia panorâmica ?
1.As estruturas são aplainadas e espalhadas.
2.As estruturas medianas podem apresentar-se como imagens únicas ou duplicadas.
3.imagens fantasmas são formadas
5.Espaços aéreos são visualizados.
6.As radiografias panorâmicas são únicas.  
 
4Quais as vantagens e desvantagens das radiografias panorâmicas ?
  Vantagens
Pequena dosagem de radiação
simplicidades de operação
Economia de tempo
Melhor tolerância do paciente
Quantidade de estruturas examinadas
 
    Desvantagens
Distorção de imagens e sobreposição de estruturas anatômicas.
Má definição de detalhes
Custo elevado
Equipamento especial
 



Indicações da técnica  panorâmica
Dentes presentes, presença de caries extensas, processos patológicos no periápice;
Grau de desenvolvimento dental, posicionamento dos dentes, a relação dente permanente com dente decíduo;
Presença de patologia do folículo dentário;
presença de reabsorções ósseas alveolares;
Características do trabeculado ósseo da maxila e mandíbula;
Pesquisas de raízes residuais, fraturas ósseas e patologias;
Acompanhamento de tratamentos odontológicos;
Proservação de tratamentos cirúrgicos.
 
5Por o uso das radiografias panorâmicas são frequentemente recomendados em odontopediatria?
Por causa do maior comprometimento da criança
Diminuição da dose  
Avaliar formação e desenvolvimento dos dentes
 
Uso das radiografias nas especialidades
Odontopediatria
Ortodontia
Periodontia
Clínico geral: Visão geral maxila e mandíbula, planejamento, pré e pós tratamento.
Cirurgia
Estomatologia
 Cirurgia  + Estomatologia
Implantodontia
 
 
 








sábado, 1 de junho de 2013

exercícios

1. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um material restaurador: 
(A) Amálgama.
 (B) Resina composta.
 (C) Porcelana.
 (D) Ionômero de vidro.
 (E) Godiva.

2. Dos materiais utilizados para restaurações dentárias, o que apresenta ação anticariogênica (devido à liberação de flúor) é: 
(A) Ionômero de vidro.
(B) Amálgama.
(C) Resina composta.
(D) Restaurador provisório tipo IRM.
(E) Porcelana.

3.A maioria das resinas compostas para restauração utiliza monômeros.Destes, o Bis-GMA e o UDMA são os mais usados.(Alto peso molecular, o que torna estes monômeros muito viscosos à temperatura ambiente.  
Com relação aos monômeros qual a função do TEGDMA(menor peso molecular)?
É um monômero diluente, necessário para diminuir a viscosidade dos monômeros.
 
4.Quais os componentes principais das resinas compostas?
Matriz orgânica . Geralmente um dimetacrilato como o Bis-GMA ou UDMA.
Carga inorgânica.(Partículas de vidro, quartzo e/ou sílica) 
Agente de união. Um dos agentes de união mais utilizados é o silano. 
Agente de união sistema acelerador-iniciador. (Reação só se inicia quando o iniciador é estimulado por luz de um comprimento de onda especifico, o fotoiniciador mais usado é a canforquinona

Minhas anotações sobre;
Partículas de carga : As partículas de carga podem ser obtidas por trituração ou moagem do quartzo ou de vidros. Dependendo do tamanho, temos um tipo de partícula. 
Seria bom que as partículas de cargas estivessem na maior quantidade possível na matriz porque quando acrescentamos partículas inorgânicas, diminuímos a contração de polimerização e o coeficiente de expansão térmica, porque são dimensionalmente estáveis. Além disso, conferem propriedades físicas desejáveis às resinas como rigidez, dureza superficial e maior resistência aos esforços físicos.   
Para se incorporar uma maior quantidade de carga na matriz de resina, é necessário uma distribuição adequada dos vários tamanhos de partículas existentes. Parece claro que se usarmos um único tamanho de partícula, mesmo que elas sejam bem compactadas, um espaço existirá entre estas partículas. Isto pode ser imaginado se preenchermos uma caixa com bolas de um mesmo tamanho. Partículas menores podem preencher esses espaços. Se esse raciocínio for usado, no sentido de que a continuidade do uso de partículas cada vez menores iria servir cada vez mais para preencher espaços vazios, teríamos ao final deste processo de distribuição de partículas a possibilidade de incorporar um máximo de material de carga (bolas de diferentes tamanhos).


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