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domingo, 7 de agosto de 2016

Nervo Trigêmeo


“O nervo trigêmeo é sensitivo para a face, metade anterior do couro cabeludo, dentes, boca, cavidade nasal, seios paranasais e motor para os músculos da mastigação” (GRAY, 1988, p. 763).
O nervo trigêmeo é classificado como o V par craniano. É um nervo misto (formado por fibras sensitivas e motoras).
Sua origem aparente está no encéfalo, entre a ponte e o pedúnculo cerebelar médio. Após a sua origem aparente, o nervo trigêmeo corre em direção anterior até a região daimpressão trigeminal, onde é formado o gânglio trigeminal (sensitivo).
No gânglio trigeminal o nervo trigêmeo se divide em três ramos:
  • Nervo Oftálmico: formado por fibras sensitivas.
  • Nervo Maxilar: formado por fibras sensitivas;
  • Nervo Mandibular: formado por fibras sensitivas e motoras.
Nervo Oftálmico
Sai do gânglio trigeminal, passa pela fissura orbital superior, chegando à cavidade orbital onde se ramifica em: nervo nasociliar, nervo frontal e nervo lacrimal. “O nervo oftálmico corre em direção anterior, na dura da parede lateral do seio cavernoso, e divide-se em nervos lacrimal, frontal e nasociliar, que penetram na órbita através da fissura orbital superior” (GRAY, 1988, p. 763).
Nervo Nasociliar: percorre a parede medial da cavidade orbital, e emite outros 3 (três) ramos:
  • Nervo Etmoidal Posterior: passa pelo forame etmoidal posterior e inerva a mucosa das células etmoidais posteriores e mucosa do seio esfenoidal;
  • Nervo Etmoidal Anterior:passa pelo forame etmoidal anterior e inerva a mucosa das células etmoidais anteriores e mucosa do seio frontal;
  • Nervo Infra-troclear:para inferiormente a tróclea e inerva a pele da raiz do nariz e a pele da parte medial da pálpebra superior.
Nervo Frontal: percorre o teto da cavidade orbital e emite 2 ramos:
  • Nervo Supra-troclear: passa posteriormente a tróclea, inerva a pele da raiz do nariz, pele da parte medial da pálpebra superior e a pele da parte medial da fonte;
  • Nervo Supra Orbital:atravessa o forame supra-orbital, inerva a pele da parte lateral da pálpebra superior e pele da porção lateral da fronte.
Nervo Lacrimal: percorre a parede lateral da cavidade orbital, inerva a glândula lacrimal (inervação sensitiva).
Nervo Maxilar
“O nervo maxilar localiza-se na dura-máter, lateralmente ao seio cavernoso.”(GRAY, 1988, p. 763).  Sai do gânglio trigeminal, passa pelo forame redondo, chegando à fossa pterigopalatina, onde se ramifica em:
  • Nervo Zigomático: sai da fossa ptérigopalatina, passa pela fissura orbital inferior, percorre a parede lateral da cavidade orbital, penetrando no forame zigomático orbital. Após o nervo zigomático penetrar no forame, dará origem aos nervos: Zigomático Facial: sai pelo forame facial e inerva a pele da região zigomática; e Zigomático Temporal: sai pelo forame zigomático temporal e inerva o couro cabeludo da região temporal.
  • Nervo Infra-Orbital: sai da fossa pterigopalatina, passa pela fissura orbital inferior, percorre o assoalho da cavidade orbital, passando pelo sulco e canal infra-orbital terminando no forame infra-orbital, onde emite seus ramos terminais: nervo palpebral inferior, nervo nasal e nervo labial superior: responsáveis respectivamente pela inervação da pálpebra inferior, pele do dorso e asa do nariz e, lábio superior. O nervo infra-orbital emite mais 2 (dois) ramos: Nervo Alveolar Superior Anterior: tem origem do nervo infra-orbital, na região do canal infra-orbital, este nervo tem um trajeto descendente percorrendo a parede do seio maxila, chegando à região dos dentes anteriores superiores. É responsável pela inervação dos dentes incisivos e caninos superiores, mucosa alveolar vestibular, ligamento periodontais desses dentes e a mucosa do seio maxilar; Nervo Alveolar Superior Médio: tem origem do nervo infra-orbital, na região do sulco infra-orbital, tem um trajeto descendente percorrendo a parede do seio maxilar, chegando à região dos dentes pré-molares superiores. É responsável pela inervação dos dentes pré-molares superiores, raiz mésio-vestibular do dente 1º molar superior, mucosa alveolar e ligamento periodontais desses dentes e mucosa do seio maxilar.
  • Nervo Alveolar Superior Posterior: sai da fossa pterigopalatina, vai em direção ao túber da maxila, penetra os forames alveolares chegando à região dos dentes molares superiores. É responsável pela inervação da mucosa do seio maxilar, dos dentes molares superiores, mucosa alveolar vestibular e ligamentos desses dentes, com exceção da raiz médio-vestibular do dente 1º molar superior.
  • Nervo Pterigopalatino: Na fossa pterigopalatina este nervo emite o nervo nasopalatino, este nervo chega à cavidade nasal através do forame esfenopalatino, passa lateralmente ao septo nasal penetra no canal incisivo, e sai na fossa incisiva. O nervo nasopalatino é responsável pela inervação da mucosa palatina da região dos dentes incisivos e caninos. O nervo pterigopalatino segue um trajeto descendente pela fossa pterigopalatina, dando origem a mais 2 ramos: Nervo Palatino Menor: responsável pela inervação do palato mole e da tonsila palatina; Nervo Palatino Maior: responsável pela inervação da mucosa palatina da região dos dentes molares e pré-molares.
Nervo Mandibular
“Juntamente com a raiz motora, passa através do forame oval para a fossa infratemporal. Desta maneira ele se reúne com a raiz motora e daí se divide em ramos que são classificados em divisão anterior e posterior” (GRAY, 1988, p. 763).
É um nervo misto, sendo constituído de fibras sensitivas e motoras. O nervo mandibular sai do gânglio trigeminal, passa pelo forame oval, chegando à fossa infra-temporal, dando origem à 6 (seis) ramos:
  • Nervo Aurículo Temporal: inerva a cápsula da ATM, pavilhão da orelha, membrana timpânica, glândula parótida e couro cabeludo;
  • Ramos Motores Para Os Músculos Da Mastigação: Nervo Masseterino (inervação motora do músculo Masseter); Nervo Temporal (inervação motora do músculo Temporal); Nervo Pterigóideo Medial (inervação motora do músculo pterigóideo medial; Nervo Pterigóideo Lateral (inervação motora do músculo pterigóideo lateral.;
  • Nervo Bucal: percorre a face medial do ramo da mandíbula, cruza o trígono retromolar, percorre a face lateral do corpo da mandíbula, chegando à região jugal. É responsável pela inervação da mucosa vestibular da região dos molares inferiores e da região jugal.
  • Nervo Lingual: percorre a face medial do ramos e do corpo da mandíbula, senso responsável pela inervação dos 2/3 anteriores da língua (sensibilidade geral), mucosa alveolar lingual de todos os dentes, glândulas submandibulares e sublingual e, soalho da cavidade oral.
  • Nervo Alveolar Inferior: penetra no forame da mandíbula, percorre todo o canal da mandíbula, sendo responsável pela inervação dos dentes molares e pré-molares inferiores e os ligamentos periodontais desses dentes. O nervo alveolar inferior emite 2 ramos: Nervo Mentual:deixa o canal da mandíbula pelo forame mentual, sendo responsável pela inervação da mucosa alveolar vestibular dos dentes pré-molares, caninos e incisivos inferiores, lábio inferior e região mentual; Nervo Incisivo:continua o seu trajeto pelo interior da mandíbula percorrendo o trabeculado ósseo até a região da sínfise mentual. É responsável pela inervação dos dentes incisivos e caninos inferiores e dos ligamentos periodontais desses dente.
  • Nervo Milo-Hióideo: (é um nervo motor) percorre  sulco milo-hióideo, face medial do corpo da mandíbula chegando ao soalho da boca. É responsável pela inervação motora do músculo milo-hióideo e do ventre anterior do músculo digástrico.

Bibliografia
Gray Anatomia. 29ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1988.

Sistema circulatório

Sistema circulatório
Uma das funções básicas do sistema circulatório é transportar suprimento nutritivo, absorvido após a digestão dos alimentos, às células de todo organismo. Além disso, também ocorre transporte de oxigênio, incorporado ao sangue quando este circula pelos pulmões, até as células por meio desse sistema.
Além dessas funções, o sangue circulante transporta também os resíduos metabólicos, desde os locais onde foram produzidos até os órgãos excretores.
O sangue apresenta ainda células especializadas nadefesa orgânica contra substâncias estranhas e microrganismos, além de ser responsável pela manutenção da temperatura corpórea.
O sistema circulatório é um sistema fechado de tubos (vasos sanguíneos), no interior dos quais circulam humores (sangue e linfa). Para que esses humores possam circular através dos vasos, há um órgão central, o coração que funciona como uma bomba contrátil-propulsora e, sendo um sistema fechado de tubos, as trocas entre o sangue e os tecidos vão ocorrer em extensas redes de vasos de calibre bem reduzido e de paredes muito finas chamados capilares sanguíneos.
O material nutritivo e o oxigênio passam dos capilares para os tecidos e os resíduos metabólicos e o CO2passam dos tecidos para o interior dos capilares.
Divisão
O sistema circulatório pode ser dividido em:
  • Coração;
  • Vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares sanguíneos.
Coração
É um órgão muscular oco que funciona como uma bomba contrátil-propulsora. A parede do coração é constituída por três camadas: a média, mais espessa, constituída de músculo estriado cardíaco, é denominada miocárdio. Revestindo internamente o miocárdio temos uma camada epitelial denominada endocárdio. Externamente o miocárdio é coberto por uma camada serosa denominadaepicárdio.
Morfologia externa
O coração tem a forma aproximada de uma pirâmide invertida, apresentado base, ápice e faces (esternocostal, diafragmática e pulmonar).
A base, dirigida superiormente, corresponde à porção em que chegam ou saem vasos de grande calibre conhecidos como vasos da base. O ápice, oposto à base, é a porção mais afilada, voltada para esquerda e ligeiramente mais anterior em relação à base. A face esternocostal relaciona-se com o esterno e as costelas, a face diafragmática com o diafragma e a face pulmonar com o pulmão esquerdo.
Externamente pode-se notar um sulco horizontal, o sulco coronário que marca a separação entre a região dos átrios (superiores) e os ventrículos (inferiores). Esse sulco é percorrido pelas artérias coronárias (direita e esquerda), responsáveis pela irrigação da parede cardíaca. Na região posterior do sulco, entre o átrio e o ventrículo esquerdo, há uma pequena bolsa venosa, o seio coronário, onde desembocam as veias que drenam o sangue da parede cardíaca. Cada átrio apresenta um apêndice que se assemelha à orelha de um animal, por isso denominadoaurícula.
Localização
O coração está localizado na cavidade torácica, posteriormente ao osso esterno e superiormente ao diafragma, no espaço compreendido entre os dois sacos pleurais denominado mediastino.
Sua maior porção fica à esquerda do plano mediano. O coração fica disposto obliquamente de tal forma que a base é medial e o ápice lateral.
Morfologia interna
Ao abrir um coração, nota-se que a cavidade do coração apresenta septos a que subdividem em quatro câmaras. O septo horizontal, septo atrioventricular, divide o coração em duas porções, superior e inferior. A porção superior apresenta ainda um septo sagital, o septo interatrial, que a divide em duas câmaras: átrios direito e esquerdo.
A porção inferior da cavidade cardíaca apresenta também um septo sagital, o septo interventricular, que a divide em duas câmaras: ventrículo direito e esquerdo
O septo atrioventricular apresenta dois orifícios, um à direita e outro à esquerda, os óstios atrioventriculares direito esquerdo, que possibilitam a comunicação do átrio direito com o ventrículo direito e do átrio esquerdo com o ventrículo esquerdo respectivamente.
Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos,as valvas atrioventriculares, que permitem a passagem do sangue somente do átrio para o ventrículo. Cada valva é subdividida em válvulas ou cúspides.
valva atrioventricular direita possui geralmente três cúspides ou válvulas, sendo por isso denominadatricúspide. A valva atrioventricular esquerda geralmente possui duas válvulas, denominando-se bicúspide ou mitral.
Quando ocorre sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta bastante o que poderia provocar eversão da valva para o átrio e conseqüente refluxo de sangue para esta câmara. Isso não ocorre porque existe uma série de filamentos denominados cordas tendíneas,responsáveis por prender as valvas aos músculos papilares, que são projSistema circulatório
Uma das funções básicas do sistema circulatório é transportar suprimento nutritivo, absorvido após a digestão dos alimentos, às células de todo organismo. Além disso, também ocorre transporte de oxigênio, incorporado ao sangue quando este circula pelos pulmões, até as células por meio desse sistema.
Além dessas funções, o sangue circulante transporta também os resíduos metabólicos, desde os locais onde foram produzidos até os órgãos excretores.
O sangue apresenta ainda células especializadas nadefesa orgânica contra substâncias estranhas e microrganismos, além de ser responsável pela manutenção da temperatura corpórea.
O sistema circulatório é um sistema fechado de tubos (vasos sanguíneos), no interior dos quais circulam humores (sangue e linfa). Para que esses humores possam circular através dos vasos, há um órgão central, o coração que funciona como uma bomba contrátil-propulsora e, sendo um sistema fechado de tubos, as trocas entre o sangue e os tecidos vão ocorrer em extensas redes de vasos de calibre bem reduzido e de paredes muito finas chamados capilares sanguíneos.
O material nutritivo e o oxigênio passam dos capilares para os tecidos e os resíduos metabólicos e o CO2passam dos tecidos para o interior dos capilares.
Divisão
O sistema circulatório pode ser dividido em:
  • Coração;
  • Vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares sanguíneos.
Coração
É um órgão muscular oco que funciona como uma bomba contrátil-propulsora. A parede do coração é constituída por três camadas: a média, mais espessa, constituída de músculo estriado cardíaco, é denominada miocárdio. Revestindo internamente o miocárdio temos uma camada epitelial denominada endocárdio. Externamente o miocárdio é coberto por uma camada serosa denominadaepicárdio.
Morfologia externa
O coração tem a forma aproximada de uma pirâmide invertida, apresentado base, ápice e faces (esternocostal, diafragmática e pulmonar).
A base, dirigida superiormente, corresponde à porção em que chegam ou saem vasos de grande calibre conhecidos como vasos da base. O ápice, oposto à base, é a porção mais afilada, voltada para esquerda e ligeiramente mais anterior em relação à base. A face esternocostal relaciona-se com o esterno e as costelas, a face diafragmática com o diafragma e a face pulmonar com o pulmão esquerdo.
Externamente pode-se notar um sulco horizontal, o sulco coronário que marca a separação entre a região dos átrios (superiores) e os ventrículos (inferiores). Esse sulco é percorrido pelas artérias coronárias (direita e esquerda), responsáveis pela irrigação da parede cardíaca. Na região posterior do sulco, entre o átrio e o ventrículo esquerdo, há uma pequena bolsa venosa, o seio coronário, onde desembocam as veias que drenam o sangue da parede cardíaca. Cada átrio apresenta um apêndice que se assemelha à orelha de um animal, por isso denominadoaurícula.
Localização
O coração está localizado na cavidade torácica, posteriormente ao osso esterno e superiormente ao diafragma, no espaço compreendido entre os dois sacos pleurais denominado mediastino.
Sua maior porção fica à esquerda do plano mediano. O coração fica disposto obliquamente de tal forma que a base é medial e o ápice lateral.
Morfologia interna
Ao abrir um coração, nota-se que a cavidade do coração apresenta septos a que subdividem em quatro câmaras. O septo horizontal, septo atrioventricular, divide o coração em duas porções, superior e inferior. A porção superior apresenta ainda um septo sagital, o septo interatrial, que a divide em duas câmaras: átrios direito e esquerdo.
A porção inferior da cavidade cardíaca apresenta também um septo sagital, o septo interventricular, que a divide em duas câmaras: ventrículo direito e esquerdo
O septo atrioventricular apresenta dois orifícios, um à direita e outro à esquerda, os óstios atrioventriculares direito esquerdo, que possibilitam a comunicação do átrio direito com o ventrículo direito e do átrio esquerdo com o ventrículo esquerdo respectivamente.
Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos,as valvas atrioventriculares, que permitem a passagem do sangue somente do átrio para o ventrículo. Cada valva é subdividida em válvulas ou cúspides.
valva atrioventricular direita possui geralmente três cúspides ou válvulas, sendo por isso denominadatricúspide. A valva atrioventricular esquerda geralmente possui duas válvulas, denominando-se bicúspide ou mitral.
Quando ocorre sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta bastante o que poderia provocar eversão da valva para o átrio e conseqüente refluxo de sangue para esta câmara. Isso não ocorre porque existe uma série de filamentos denominados cordas tendíneas,responsáveis por prender as valvas aos músculos papilares, que são projeções da parede do miocárdio encontradas nas paredes internas dos ventrículos.
Vasos da base
Os vasos da base correspondem a uma série de vasos de grande calibre, que chegam ou saem do coração através de sua base. São eles: a artéria aorta, que sai do ventrículo esquerdo; a artéria tronco pulmonar, que sai do ventrículo direito; as veias cavas superior e inferior, que chegam no átrio direito; e as veias pulmonares direitas eesquerdas que chegam no átrio esquerdo.
Pequena e grande circulação
  • Pequena circulação: todo sangue impuro proveniente do átrio direito passa para o ventrículo direito onde se inicia a pequena circulação. O sangue então é levado aos pulmões através do tronco pulmonar (que se ramifica em artérias pulmonares direita e esquerda) onde sofre o fenômeno da hematose. Em seguida o sangue retorna ao coração através das veias pulmonares direitas e esquerdas, chegando no átrio esquerdo, onde termina a pequena circulação. Portanto, essa é uma circulação coração – pulmão – coração.
  • Grande circulação: o sangue oxigenado que chega ao átrio esquerdo vai para o ventrículo esquerdo e aí tem início a grande circulação. Através da aorta o sangue é distribuído para todo o corpo, e nos tecidos ocorrem então as trocas (entre sangue e tecidos). O sangue rico em oxigênio (O2) torna-se rico em gás carbônico (CO2) e retorna ao átrio direito do coração através das veias cavas superior e inferior, onde então termina a grande circulação. Portanto, essa é uma circulação coração – tecidos – coração.
Pericárdio
O pericárdio é um saco fibrosseroso que envolve o coração.
A porção fibrosa, o pericárdio fibroso, é a mais superficial e a porção serosa, o pericárdio seroso, é a porção mais profunda. Esta por sua vez, é constituída por duas lâminas: lâmina parietal, que reveste internamente o pericárdio fibroso, e lâmina visceral, que reveste o próprio coração, também conhecida como epicárdio.
Entre as duas lâminas do pericárdio seroso, existe uma cavidade virtual conhecida como cavidade do pericárdio. Esse espaço encontra-se preenchido por uma pequena camada de líquido lubrificante, que evita o atrito entre essas duas lâminas durante os batimentos cardíacos.
Vasos da base
Os vasos da base correspondem a uma série de vasos de grande calibre, que chegam ou saem do coração através de sua base. São eles: a artéria aorta, que sai do ventrículo esquerdo; a artéria tronco pulmonar, que sai do ventrículo direito; as veias cavas superior e inferior, que chegam no átrio direito; e as veias pulmonares direitas eesquerdas que chegam no átrio esquerdo.
Pequena e grande circulação
  • Pequena circulação: todo sangue impuro proveniente do átrio direito passa para o ventrículo direito onde se inicia a pequena circulação. O sangue então é levado aos pulmões através do tronco pulmonar (que se ramifica em artérias pulmonares direita e esquerda) onde sofre o fenômeno da hematose. Em seguida o sangue retorna ao coração através das veias pulmonares direitas e esquerdas, chegando no átrio esquerdo, onde termina a pequena circulação. Portanto, essa é uma circulação coração – pulmão – coração.
  • Grande circulação: o sangue oxigenado que chega ao átrio esquerdo vai para o ventrículo esquerdo e aí tem início a grande circulação. Através da aorta o sangue é distribuído para todo o corpo, e nos tecidos ocorrem então as trocas (entre sangue e tecidos). O sangue rico em oxigênio (O2) torna-se rico em gás carbônico (CO2) e retorna ao átrio direito do coração através das veias cavas superior e inferior, onde então termina a grande circulação. Portanto, essa é uma circulação coração – tecidos – coração.
Pericárdio
O pericárdio é um saco fibrosseroso que envolve o coração.
A porção fibrosa, o pericárdio fibroso, é a mais superficial e a porção serosa, o pericárdio seroso, é a porção mais profunda. Esta por sua vez, é constituída por duas lâminas: lâmina parietal, que reveste internamente o pericárdio fibroso, e lâmina visceral, que reveste o próprio coração, também conhecida como epicárdio.
Entre as duas lâminas do pericárdio seroso, existe uma cavidade virtual conhecida como cavidade do pericárdio. Esse espaço encontra-se preenchido por uma pequena camada de líquido lubrificante, que evita o atrito entre essas duas lâminas durante os batimentos cardíacos.
O pericárdio, além da sua função protetora, à medida que isola o coração das estruturas vizinhas absorvendo choques que incidam na região, também é responsável por evitar a hipertrofia do órgão.

domingo, 12 de outubro de 2014

Principios da abertura da cavidade

São ele :
Remoção de todo o teto da câmara pulpar, para a retirada dos remanescentes pilpares e exposição dos orifícios de entrada dos canais .
Obtenção de acesso teto e livre até a primeira curvatura do canal.
Preservação do assoalho da câmara pulpar, evitando perfura-lo e facilitando a localização da entrada dos canais, pois a sua integridade tende a guiar o instrumento.
Abertura coronária : É a fazer operatória inicial do tratamento endodôntico, através da qual será possível o acesso amplo e direto a cavidade pulpar.

Conhecimento da anatomia
Exame radiográfico minucioso
Exame clinico

Instrumento adequado
Motor alta rotação, micro motor e contra ângulo, sonda exploradora nº 5 e 9 , brocas diamantadas esféricas para alta rotação de haste ou pescoço longo nº 1012, 1013, 1014, 1016 .
Bronca diamantada tronco cônica de ponta inativa nº 3080, 3081 e 3082.

Princípios que regem a abertura coronária
 Acesso reto e livre ao canal radicular
Remoção completa do teto da câmara pulpar
Preservação da parede cervical
conservação da estrutura dentaria
confecção de forma de resistência

Técnicas de acesso
O preparo de acesso básico para cada grupo de dentes se aplica a todas as situações. No entanto, caso ocorram variações, devem haver adequações.
Para facilitar o aprendizado descreveremos as manobras operatórias de forma sequencial.
Acesso a câmara pulpar
   Ponto ou área de eleição
   Forma de contorno inicial
   direção de trepanação
Preparo da câmara pulpar
configuração final da cavidade intracoronária 
  ( Forma de conveniência)

O inicio da abertura coronária para todos os dentes deve ser feito em alta rotação. Com brocas esféricas ou tronco cônicas. dando a forma de conformação de acordo com a anatomia do dente, portanto seguindo a Forma de conveniência
  
  

Técnicas de acesso









Acesso a câmara pulpar
   Ponto ou área de eleição
   Forma de contorno inicial
   direção de trepanação
Preparo da câmara pulpar
configuração final da cavidade intracoronária 
  ( Forma de conveniência)

sábado, 5 de abril de 2014

cirurgia oral

Protocolo cirúrgico adequado.
 Em função disso torna-se fundamental a revisão de conceitos de cirurgia para o exercício adequado desta especialidade. Por isso vamos realizar uma revisão dos conceitos e princípios básicos da cirurgia oral reparadora e biossegurança com o objetivo de  estabelecermos parâmetros que devem ser aplicados a nossa prática  diária
1.Definições e Conceitos 
 Uma intervenção cirúrgica consiste  em um conjunto de diferentes atos elementares, estudados, combinados e executados dentro de uma técnica adequada. Os princípios fundamentais da cirurgia são os seguintes:
- Controle do trauma;
- Controle da hemorragia;
- Cuidado e delicadeza no manejo dos tecidos;
- Respeito à assepsia.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Nervo Trigêmeo

 O quinto e maior nervo craniano. O nervo trigêmeo é um nervo misto, composto de uma parte motora e sensitiva. A parte sensitiva, maior, forma os nervos oftálmico, mandibular e maxilar que transportam fibras aferentes sensitivas de estímulos internos e externos provenientes da pele, músculos e junturas da face e boca, e dentes. A maioria destas fibras se originam de células do gânglio trigeminal e projetam para o núcleo do trigêmeo no tronco encefálico. A parte motora, menor, nasce do núcleo motor do trigêmeo no tronco encefálico e inerva os músculos da mastigação.

O controle da dor em odontologia requer conhecimento abrangente do nervo trigêmeo. Ele é responsável pela maior parte da inervação sensitiva dos dentes, ossos e tecidos moles da cavidade oral. Ele tem três divisões: oftálmica, maxilar e mandibular.
Técnicas atraumáticas:
  • Agulha afiada;
  • Verificar o fluxo da solução (caso tenha ar na solução, este deve ser removido);
  • Temperatura da solução;
  • Posição do paciente (para que se afaste a mucosa e se observe as referências anatômicas);
  • Secar o tecido;
  • Antisséptico;
  • Anestésico tópico;
  • Conversar com o paciente;
  • Apoio firme das mãos;
  • Tencionar os tecidos;
  • Deixar seringa fora da visão do paciente;
  • Evitar tirar e colocar a agulha muitas vezes.
Agulha – não há necessidade de agulha longa para fazer bloqueio do nervo alveolar inferior. Quando faz a injeção, deve-se esperar um pouco para ver se a aspiração é negativa ou positiva.
Posição do paciente – mandíbula: plano oclusal do paciente paralelo ao plano horizontal. Maxila: plano oclusal do paciente formando um ângulo de 45º com o plano horizontal.

 

Infiltrativa (pequenas terminações nervosas na área do tratamento odontológico são infiltradas com a solução do anestésico local);

Bloqueio de campo (a solução do anestésico local é infiltrada próxima dos ramos terminais maiores, de forma que a área anestesiada será circunscrita, para evitar a passagem de impulsos do dente para o SNC.

 


Bloqueio de nervo (o anestésico local é depositado próximo a um tronco nervoso principal, usualmente distante do local da intervenção operatória).

 

 
  1. Bloqueio de campo – indicado para analgesia de um ou mais dentes ou área limitada da maxila.
Bloqueio do nervo alveolar superior anterior: irá anestesiar incisivos centrais, laterais e caninos. Referências – acompanham a concavidade da mucosa, distendendo-a (fundo de vestíbulo). Deve ser introduzido pelo menos 1cm da agulha e devem ser usados 2/3 do tubete por vestibular e 1/3 por palatina (para anestesiar a mucosa).
Bloqueio do nervo infraorbitário: para bloquear o nervo infraorbitário a agulha é introduzida mais profundamente usando como referência uma linha traçada entre a pupila e canino ou a linha do pré-molar. O nervo infraorbitário corresponde aos nervos alveolar superior anterior e alveolar superior médio. Muitas vezes a anatomia da maxila dificulta, por isso é importante ficar palpando para sentir a anestesia.

 
Bloqueio do nervo alveolar superior posterior (tuberosidade baixa): anestesia as raízes disto-vestibular e palatina do 1º molar superior e também 2º e 3º molares superiores. O ideal é qeu se utilize uma agulha longa, exige muita cautela pois a artéria maxilar é muito calibrosa e está próxima do nervo maxilar.
Bloqueio do nervo maxilar (tuberosidade alta): boca entreaberta para sentir o processo coronóide e para que este não atrapalhe a agulha durante a introdução. Introduz a agulha na região do 2º molar, pois se for na região de 1º molar vai tocar no processo zigomático da maxila e o anestésico vai ser depositado muito superficialmente. Essa técnica serve para remover qualquer dente da maxila.
 

Técnica do nervo nasopalatino: é uma injeção que pode ser muito traumática, anestesia a porção anterior do palato duro desde a face medial do 1ºPM direito até a face medial do 1ºPM esquerdo. Há duas técnicas: a primeira consiste numa injeção única, onde o anestésico é depositado na papila incisiva, entre os dois incisivos centrais; já a segunda técnica consiste em duas injeções, onde anestesia por vestibular e também entre os dois incisivos centrais passando pela papila incisiva e, em seguida, complementa com a papila incisiva.
Técnica do nervo palatino maior: menos traumático que o bloqueio do nervo nasopalatino; anestesia a porção posterior do palato duro e seus tecidos moles subjacentes. A referência é entre o 2º e 3º molar, a 1cm da gengiva; não se deve anestesiar muito próximo do dente porque a gengiva é inserida e não tem espaço para o anestésico. Pode causar necrose no palato devido a vasoconstricção e quando usa uma grande quantidade de anestésico. A agulha deve ser inserida perpendicular ao osso, e deve ser usada agulha curta e também um contonete para fazer compressão e causar isquemia a fim de diminuir a sensibilidade da punção do paciente.
 
Técnica de Carrea: bloqueia nervo maxilar através do forame palatino, a agulha é colocada completamente dentro do forame.
Técnicas de injeção mandibular – a mandíbula é um osso mais compacto, e deve-se ter noção do comprimento mandibular, altura, etc



Bloqueio do nervo alveolar inferior e lingual: serão anestesiado os nervos alveolar inferior, incisivo, lingual (gengiva lingual) e mentoniano; a referência é o ponto de maior curvatura do ramo mandibular (trígono retrodistal), linha obliqua externa. A referência de altura será dada pelo plano oclusal dos dentes (cerca de 1cm acima do plano oclusal). A referência em profundidade é dada colocando a agulha na altura dos pré-molares do lado oposto; deve-se traçar uma bissetriz entre metade do ramo mandibular e 1cm acima do plano oclusal, quando as linhas se unirem é onde vai injetar o anestésico. Para diminuir a possibilidade de erro o ideal é fazer movimentos para anterior e posterior e ir injetando o anestésico. Pode ser usada uma agulha curta, pois se usa a agulha longa pode chegar até a parótida e anestesiar nervo facial. A profundidade dessa anestesia é de cerca de 2 a 2,5cm e a punção é feita na prega pterigomandibular. Penetra a agulha até alcançar a face interna do ramo da mandíbula, quando toca afasta cerca de 2mm e injeta. Os sinais são formigamento do lábio inferior (indica anestesia do nervo mentoniano), formigamento ou dormência na língua (indica anestesia do nervo ligual).
Técnica do nervo bucal: o nervo bucal anestesia a gengiva vestibular, é feita mais por vestibular, usando a metade do polegar como referência de altura e vai em direção a metade do ramo da mandíbula.

O nervo mentoniano NÃO serve para exodontia, pois ele inerva APENAS mucosa, lábio e gengiva, só serve para remoção de dentes se penetrar no forame mentoniano, pois nesse caso anestesia também o nervo incisivo.
O ideal é que se coloque o primeiro tubete por inteiro.
O bloqueio do nervo lingual pode ser feito na anterior na região de cada dente.
Técnica de Alcinos: para pacientes com limitações de abertira de boca;
Técnica de Gow Gates: produz anestesia sensitiva em quase toda a extensão do nervo mandicular.
A causa mais comum de insucesso na anestesia são os erros de técnica.

 

sábado, 4 de maio de 2013

O que é Infarto do miocárdio?

 

 

Infarto do miocárdio é a necrose de uma parte do músculo cardíaco causada pela ausência da irrigação sanguínea que leva nutrientes e oxigênio ao coração. 

É o resultado de uma série complexa de eventos acumulados ao longo dos anos, mas pode ser caracterizado pela oclusão das artérias coronárias em razão de um processo inflamatório associado à aderência de placas de colesterol em suas paredes.
 

O desprendimento de um fragmento dessas placas ou a formação de um coágulo de sangue, um trombo, dentro das artérias acarretam o bloqueio do fluxo de sangue causando sérios e irreparáveis danos ao coração (necrose do músculo cardíaco).

Sintomas
* Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de trinta minutos;

* Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não à ingestão de alimentos;

* Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais frequentemente do lado esquerdo do corpo);

* Ocorrência de suor, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;

* Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente.

Fatores de risco e prevenção
* Não há dúvida de que a melhor maneira de evitar o infarto é reduzir a exposição aos fatores de risco: fumo, obesidade, diabetes, hipertensão, níveis altos de colesterol, estresse, vida sedentária e/ou histórico pessoal ou familiar de doenças cardíacas.

* Assumir uma atitude mental confiante e positiva é um passo decisivo para a recuperação dos infartados. É importante deixar claro que pessoas que sobrevivem a um infarto e adotam estilos de vida saudável, em sua maioria, conseguem retornar à vida normal e reassumir suas atividades profissionais.
Recomendações

* Ao surgirem os primeiros sintomas, procure socorro imediatamente. Não dirija automóvel e evite andar ou carregar peso mesmo que a dor seja mínima;

* Se estiver com alguém que apresente sintomas de infarto por mais de dez minutos, não perca tempo: procure socorro urgente. Mantenha a pessoa aquecida e calma. Salvo orientação médica em contrário, não lhe dê coisa alguma para beber ou comer;

* Desde que a pessoa consiga engolir sem dificuldade e não seja alérgica ao medicamento, faça-a tomar dois comprimidos de aspirina (ácido acetilsalicílico) imediatamente;

* Se a pessoa desfalecer, verifique sua respiração e seu pulso. Na ausência desses sinais vitais, inicie imediatamente os procedimentos adequados de recuperação cardiopulmonar, mantendo-os até que o socorro chegue. Não tente transportar a pessoa desfalecida, porque ela corre sério risco de morrer no caminho. Coloque-a em posição confortável, levemente inclinada, e afrouxe suas roupas;

* Não se iluda com a aparência de sintomas de azia intensa, pois eles podem indicar, na verdade, alterações cardíacas importantes;

* Transmita confiança ao infartado e evite entrar em pânico. Os primeiros socorros são fundamentais para salvar vidas.

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