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sábado, 12 de dezembro de 2015

Coroa provisória

Técnicas diretas:
  1. Dentes de estoque – utiliza as facetas, que são desgastadas ate que se adaptem ao preparo, então coloca monômero e polímero em potes dappen separados, vaselina o dente preparado, coloca a faceta no preparo e vai colocando a resina acrílica utilizando a técnica de nealon, deve-se lembrar que a resina, em seu processo de polimerização, sofre uma reação exotérmica, ou seja, libera calor, por isso é importante ficar irrigando com água para evitar o aquecimento e ficar tirando a faceta para que a resina não contraia no preparo. Depois que polimeriza e retira do preparo, é feita a remoção dos excessos com as brocas. É importante que o término esteja bem definido para que ele possa ser visualizado e que seja removido apenas o excesso e nada mais.
  2. Lembrar da tríade da estética, que é forma, textura e cor, nessa ordem
  3. Acabamento e polimento – numa avaliação microscópica o polimento é muito melhor quando é feito com as pontas de borracha, deixando assim um provisório mais liso.

Sequência para a confecção rápida de coroa provisória
A sequência de imagens abaixo é para orientar colegas ainda inexperientes e estudantes, sobre umas das formas que utilizo para confeccionar rapidamente uma coroa provisória.
A coroa provisória é confeccionada em menos de 10 minutos, as vezes em menos tempo, mas claro se tudo ocorrer dentro da normalidade esperada. Sempre podem ocorrer contratempos, como uma bolhinha na face vestibular (anterior), ou no término do preparo, que irão requerer um acréscimo.
Procuro realizar eu mesmo o provisório, e com a prática já consigo fazê-lo rapidamente, mesmo tendo que confeccionar um ou mais dentes. Brevemente terei aqui um vídeo que estou pensando em fazer para demonstrar a rapidez disso, e uns macetes para agilizar a confecção, usando ou não a moldagem antes do desgaste da coroa.
As imagens estão inseridas aqui bem reduzidas para que a apresentação do post não fique desproporcional. Clique nas imagens para ampliar.

Caso clínico antes, e uma moldagem com silicona pesada, apenas.

Da moldagem da coroa, fiz um ligeiro recorte para possibilitar um pequeno local para escoamento da resina para permitir visualizar o momento da polimerização da resina. Observe que risquei a margem do preparo e o contato com os dentes proximais. As setas vermelhas indicam o recorte e o escoamento ocorrido




Sequência do desgaste, sempre da cervical para a oclusal, preservando os pontos riscados para manter a adaptação da coroa e o contato com os dentes proximais. Aliás, a falta de contato com os dentes proximais é comumente a causa de dor, pela impacção alimentar, e muitos pacientes não sabem definir bem que é esta a causa e podem confundir o profissional.



Ainda o desgaste e prova inicial da coroa provisória. Observem o risco que mantém o contato com os dentes proximais.



Registro da mordida para detectar contatos oclusais excessivos, como podemos ver na segunda imagem. Aproveito o momento do ajuste para realizar os desgastes necessários para definir se há espaço suficiente para se confeccionar a coroa definitiva com a face oclusal estética.
Início do polimento da coroa provisória, após ter realizado rapidamente a escultura da superfície oclusal. Adaptação do provisório mantida após o acabamento



Término da confecção da coroa. Comparação da vista oclusal da coroa antes e com a coroa provisória.



Vista vestibular da coroa antes e após a confecção da provisória.


fonte retirado do site http://protesedental-cassio.blogspot.com.br/2009/04/sequencia-para-confeccao-rapida-de.html

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Endodontia

1) O que é a endodontia?
Resposta: É a especialidade que, na condição de ciência e arte, estuda a etiologia, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das alterações pulpares e periapicais.

2) O que é endodonto?
Resposta: É sistema representado pela dentina, cavidade pulpar e polpa.

3) O que é a região periapical?
Resposta: É um complexo tecidual,que constitui o sistema de sustentação do dente e formado pelo cemento, membrana periodontal e osso alveolar.

4) O que é canal dentinário?
Resposta: O canal radicular apresenta-se na forma de dois cones. O primeiro deles é o canal dentinário, revestido por dentina, mais amplo e mais largo, com o diâmetro maior voltado para a camara pulpar e o menor para apical, terminando na união cemento-dentina-canal.

5)O que é canal cementário?
Resposta: É a segunda parte do canal de forma também normalmente cônica com a porçaão menor junto a união CDC, e revestido por cemento.

6)Existe conteúdo histologico entre o conteúdo do canal dentinário e cementário?
Resposta: Sim no canal dentinario existe uma polpa, constituida de tecido conjuntivo mucoso, embrionário, com muitos odontoblastos. No canal cementario, o conteúdo pulpar é caracterizado por um tecido conjutivo mais maduro, sem odontoblastos.

7)Qual a extensão do canal cementário?
Resposta: Varia de 0,5 a 3 mm de paciente para paciente e também em função da idade. Num mesmo paciente e num mesmo dente, com mais de uma raiz poderá estar em niveis diferentes.

Referencia bibliográfica:
KUTTLER, Y. Endodontia pratica. México: Alpha, 1961, p. 4.


8) O que é coto pulpar?
Resposta: Na realidade é um coto pulpo periodontal. É um tecido contido no canal cementário. É um tecido pobre em células, sem odontoblastos, mas rico em fibras. A preservação de sua vitalidade, durante o tratamento endodontico é de grande importancia para a reparação tecidual da região, após o tratamento endodontico.

9) O que é necrose pulpar?
Resposta: É a morte da polpa, cessando seus processos metabólicos e perda de sua estrutura.

10) O que é gangrena pulpar?
É a morte pulpar acompanhada de contaminação bacteriana. Normalmente o processo carioso é o reponsável pela contaminação.

11) Quais microorganismos predominantes nos canais radiculares infectados?
Resposta: As infecções presentes nos canais radiculares são mistas, com predominância de bactéris anaeróbias gram negativas.(ESTRELA & BAMMANN).
DAHLÉN e BERGENHOLTZ relatam que a potencializações das infecções endodonticas e dos tecidos periapicais normalmente é decorrente do predominio das bacterias anaeróbias.
TRONSTAD constatou que as bacterias facultativas, capazes de desenvolvr em hábitats contendo ou não oxigênio, também tem sido detectadas nas infecções periodontais.


Não ponha limites a sua vida!😉
Viva sorridente e alegre para espantar as preocupações, para aliviar as lutas.😆😛😜😓😊😊😊
Você pode vencer!
Você vai vencer!
CULTIVE a alegria em dose 💊 máxima😆.
#odontopaixao.❤

sábado, 30 de maio de 2015

Estruturação do diagnóstico Endodôntico

Base para a estruturação do tratamento odontológico
_ Grande desafio - reconhecer o agente etiológico
_minuciosa coleta de dados, análise, tabulação, identificação e interpretação de sinais e sintomas
( caracterizar a possível alteração tecidual )

Fases do diagnostico
* 1.Fase semio gênica _ interrogatório do paciente
* 2.Fase semiotécnica _   exame físico exploratório
* 3.Fase propedêutica _estruturação da hipótese diagnostico

Exame semiológico
Recursos semio gênicos e semiológicos para a estruturação do diagnostico
1) Anamnese - Técnica de interrogatório
# Queixa principal
# História pregressa
# História atual
# História Médica
#História odontológica
 #Características clínicas da dor

Técnica da exploração
Inspeção
o exame fisico representa a analise objetiva de sinais que caracterizam , de modo particular, uma determinada patologia
Observação visual extra e intra oral :
.tecidos moles( Assimetria, coloração, edema, fistulas, ulcerações, hiperplasias)
Estruturas dentarias( Integridade coronária, qualidade das restaurações, coloração)

Técnica da exploração
Devemos observar presença de cavidade dentaria
Bolsas Periodontais
Trajetos fistulosos
Fraturas coronárias e radiculares

Técnica da exploração
Palpação
Permite determinar a partir de persepção tátil ( tato / pressão leve), a consistência dos tecidos, a aderencia, mobilidade e lisura, além de caracterizar respostas dolorosas frente a este tipo de estimulação.
Nos abscessos  periapicais sintomaticos( agudos ) permite averiguar o estágio  de evolução, se esta em evolução( localizado no subperiósteo )  ou evoluido ( com ponto de flutuação).


Técnica da exploração 
Percussão
Não constirui um recurso preciso no estabelecimento do diagnostico
Em algumas situações pode indicar o dente envolvido com a dora mastigação ( mordida / contato prematuro )

Nos abscessos periapicais sintomáticos (agudos) e periodontites apicais sintomaticos ( agudas ) a percussão é dolorosa . 

A percussão  vertical pode estar associada a inflamação periapical 
A percussão horizontal pode estar associada as alterações periodontal.

EXAME SEMIOLÓGICO
1) Anamnese - Técnica interrogatório 
2) Exame clínico- técnica da exploração
-inspeção
-exploração
-palpação
-Percussão
3) Exame de sensibilidade Pulpar 
* testes térmicos
*teste mecânico

Exame de sensibilidade pulpar
A FRIO : 
Bastão de gelo ( Em tubetes anestésicos vazios)
Gás refrigerante ( Dicloro difluormetano)
Gelo seco ( CO2)
Dióxido de carbono ( neve carbonica)

A FRIO Isolamento relativo ( sem anestesia) 
Iniciar pelos dentes adjacentes, na face vestibular 
Tempo de aplicação de + / - 1 a 2 seg. Se necessário repetir, só após 5 min.
Ausência de resposta doloroso pode indicar polpa necrosada 
Resposta  positiva é indicativo de vitalidade pulpar
OBS: Não agrava a situação da polpa dental normal ou inflamada

 Teste térmico A frio
Teste térmico a quente 
 A quente é realizado com bastão de guta percha aquecido na chama da lamparina até o momento em que houver o brilho ou comece a se curvar.
O dente deve estar lubrificado (  vaselina )  para que a guta percha não tenha aderência
Deve-se ter o cuidado de não superaquecer  cozinhando ou fritando a polpa dentaria

OBS: não deve ser realizado com frequência em caso de polpa vital.


Exame de sensibilidade pulpar 
Teste mecânico( cavidade) 
Recurso mecânico realizado com o dente sem anestesia 
Em dentes íntegros, realiza-se com broca esférica pequena na coroa dental, penetrando até o limite amelo dentinário. 
Em dentes com cavidade de cárie, realiza-se com curetas dentinárias.
Só deve ser utilizado quando o teste a frio for duvidoso.

EXAME SEMIOLÓGICO
1) Anamnese - Técnica interrogatório 
2) Exame clínico- técnica da exploração
-inspeção
-exploração
-palpação
-Percussão
3) Exame de sensibilidade Pulpar 
* testes térmicos
*teste mecânico
4)Exame radiográfico 

Exame radiográfico 
 Analise das radiografias 
O que as radiografias podem nos mostrar?
Presença de cárie no geral ( profundidade)
Comprometimento pulpar e periodontal( lesão periapical, bolsa periodontal, comprometimento osseo, etc)
Presença de restaurações, dentes inclusos, extra numerarios

BITE-WING : Existência e profundidade da cárie em relação a câmara pulpar











quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Fundamentos de Prótese fixa

Prótese fixa é a ciência ou a arte de restaurar dentes danificados com metal fundido, metalocerâmica ou cerâmica, e de repor dentes ausentes.

E para o sucesso de uma prótese fixa, é necessária a colaboração do paciente e prevenção de outras doenças dentais, diagnóstico, seguro, tratamento periodontal habilidade cirúrgica, consideração sobre oclusão e as vezes a colo cação de próteses parciais removíveis.

É necessário conhecimento dos princípios biológicos e mecânicos, ter uma boa habilidade cirurgica para para realizar o tratamento, desenvolver o olhar clinico e  crítico para uma melhor avaliação.

Com a melhora e a evolução dos materiais odontológicos atualmente é possivel que o CD efetue trabalhos de excelente qualidade, com uma tecnologia que nao era acessível ou nem existia no passado, mas o CD precisa possuir conhecimentos sólidos sobre os fundamentos da dentística restauradora e ter as técnicas necessárias.

É reconhecido o fato de haver uma maneira correta de realizar um mesmo procedimento.   Portanto em cada faculdade e cada professor pode passar uma só técnica, devido ao curto prazo para se dominar cada técnica.

É importante estar sempre se atualizando, pois no mercado existe uma crescente de lançamentos de cimentos novos modos de preparos e novas técnicas para uso de materiais de moldagens. Entre outras coisas é sempre bom estar atualizado.

A utilidade de prótese fixa pode ir desde a restauração de apenas um dente até a reabilitação de toda a oclusão. é possível restabelecer função e estética, realizar também trabalhos de correção e sustentação a longo prazo em tratamentos de DTM, mas se o tratamento for incorreto pode  ocorrer problemas no sistema   estomatognático.

Terminologia 
Coroa : é uma restauração cimentada que reveste a superficie da coroa clinica. Deve reproduzir a morfologia e os contornos das porções coronarias. danificadas do dente enquanto desempenha suas funções. Também deve proteger  o restante da estrutura dental de lesões de furca.

Quando apenas algumas porções da coroa clínica dá-se o nome de coroa parcial.
Quando recobre toda a coroa clínica, trata-se de coroa total.


A prótese parcial fixa é a restauração parcial ou total da coroa de um dente, quando se denomina prótese fixa unitária, ou a substituição de um ou mais dentes perdidos, quando se denomina prótese parcial fixa.

Os dentes tratados endodonticamente (tratamento de canal) são normalmente mais frágeis devido a perda de estrutura dental, cáries, preparação cavitária e instrumentação do canal radicular, tornando-os mais vulneráveis a fraturas. O núcleo ou pino intracanal, como o próprio nome já diz, vai dentro da raiz do dente após realizado preparo. Ele serve para dar ancoragem e resistência à parte protética externa.
 A prótese parcial fixa fica permanentemente ligada aos dentes remanescentes, substituindo um ou mais dentes.  Esse tipo de restauração é conhecido como "ponte". 
O dente usado de inserção para esse tipo de prótese é chamado de Pilar, o dente artificial que fica suspenso entre os pilares chama-se Pôntico. 

Diagnóstico 

é preciso examinar os tecidos duros e moles , essas informações devem ser relacionadas com a saúde geral do paciente, e depois de obter as informações necessárias, é que se formula o plano de tratamento .
Elementos para um bom diagnóstico
1. Anamnese (histórico)
2. Avaliação da ATM e da oclusão
3. Exame intrabucal
4. Modelos de estudo e 
5. Exame radiográfico completa da boca.


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