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segunda-feira, 10 de março de 2014

Pacientes especiais


1. Em que situações se deve realizar a profilaxia antibiótica para pacientes sistemicamente comprometidos? Exemplifique algumas.

No atendimento a pacientes sistemicamente comprometidos, antecedendo a qualquer intervenção por parte do Cirurgião-Dentista, a realização de uma anamnese detalhada é de suma importância, na tentativa de minimizar eventuais riscos a saúde do paciente. Contribuindo ainda para a total segurança do tratamento, deve-se realizar um trabalho multidisciplinar, requisitando sempre avaliação do quadro clínico atual do paciente pelo médico responsável.
A profilaxia antibiótica é utilizada nos casos diagnosticados como de risco clínico, com o intuito de evitar a possibilidade de uma bacteremia, ou seja, procedimentos que possam introduzir bactérias na corrente sanguínea. Este procedimento preventivo deverá ser realizado nas seguintes situações:

- Pacientes Cardiopatas: Portadores de hipertensão grave ou maligna de difícil controle; com insuficiência cardíaca congestiva não controlada; aqueles que fazem uso de prótese valvular ou marcapasso; que possuem prolapso da válvula mitral com regurgitação; histórico de endocardite bacteriana prévia; além de casos de angina instável ou infarto recente (1 mês).

- Pacientes com Diabetes Melitus descompensados: Com a alteração do metabolismo da glicose e de algumas proteínas, ocorre uma queda da resistência orgânica em virtude dos distúrbios vitamínicos, o que leva a uma deficiência na síntese de ácidos nucléicos e de células de defesa, como linfócitos, e diminuição da capacidade dos neutrófilos de quimiotaxia e fagocitose. Portanto a profilaxia antibiótica se faz necessária como método preventivo a eventuais infecções que possam ocorrer em procedimentos odontológicos mais invasivos.

- Pacientes com Nefropatias: Insuficiência renal, glomerulonefrite, paciente que faz diálise, são casos de debilitação das funções renais, com o intuito de prevenir endocardite bacteriana, e a não infecção da fístula arterio-venosa nos pacientes dialisados, evitando-se sempre antibióticos nefrotóxicos.

- Pacientes com Hepatopatias: As alterações hepáticas como hepatite(A, B e C) e cirrose hepática, provocam alterações no sistema de “filtragem” sanguínea, tendo conseqüentemente um déficit imunológico. Da mesma forma como se procede com os pacientes renais crônicos, devem ser evitadas as drogas metabolizadas neste caso pelo fígado. A quantidade do uso de agentes anestésicos deve ser cuidadosamente controlado, visto que são metabolizados no fígado.

- Pacientes com Deficiências Imunitárias: Leucemia, Retrovírus e AIDS(HIV positivo) são doenças que afetam diretamente o sistema imunológico do paciente, levando-o a um quadro de suscetibilidade a infecções.
- Pacientes portadores de Neoplasias: Aqueles que estão sob tratamento quimioterápico e radioterápico, tendo como conseqüência do tratamento debilitações orgânicas, em decorrência da mielosupressão e da imunosupressão.

2. Cite resumidamente os cuidados necessários no atendimento odontológico de pacientes com as seguintes condições sistêmicas:

• Renal Crônico submetido à hemodiálise: Em virtude desses pacientes possuírem a fístula arterio-venosa (Shunt), não se deve aferir a PA no mesmo braço da fístula. Os procedimentos odontológicos deverão ser feitos somente 24 horas após a diálise, devido à utilização da Heparina. O uso de profilaxia antibiótica é recomendado, procurando o contato com o médico responsável, para saber da real condição renal do paciente, evitando a administração de drogas metabolizadas pelo rim, como: Tetraciclina, Cefalosporina, Penicilina, antiinflamatórios, corticóides, Dipirona e AAS. Em relação à anestesia local, preferir a utilização de anestésico adrenérgico, como a Prilocaína 3% com vasoconstritor ( Felipressina), visto que este não eleva a PA.

• Prolapso de Mitral com regurgitamento: A Profilaxia antibiótica nos procedimentos odontológicos é indicada. Segue-se o protocolo de atendimento a pacientes cardiopatas, procurando fazer o controle da ansiedade do paciente, através de sedação oral; fazer uso de anestésico com vasoconstritor em quantidade limitada, ou sem vasoconstritor caso haja recomendação médica de restrição. Ter sempre no consultório medicação de emergência para distúrbios de PA(Ex: Izordil sublingual) , mantendo inclusive sob monitoração batimento cardíaco e PA do paciente.

• Prolapso de Mitral sem regurgitamento: O protocolo de atendimento para esse pacientes é semelhante ao daqueles que possuem prolapso de mitral com regurgitamento, sendo menos restritivo, ou seja, a profilaxia antibiótica por exemplo, não é necessária, enquanto que os demais procedimentos são realizados da mesma forma.

• Diabetes descompensada: A requisição de exames de detecção para avaliação da glicemia do paciente é recomendada como: Glicosúria (urina), Hiperglicemia e Hemoglobina glicosada (sangue), sendo que este último apresenta maior segurança por descrever um histórico dos três últimos meses da glicemia do paciente. Deve-se utilizar o “Accu-Chek” antes do atendimento para identificar o nível glicêmico do paciente, realizando-se procedimentos clínicos quando o resultado for de até 140mg/dl (baixo risco) ou em casos emergenciais, até 225mg/dl (risco moderado), utilizando sempre profilaxia antibiótica, sem restrições. Atenção quanto a utilização de anestésicos, tendo a Citocaína como preferência, e com analgésicos, sendo o Paracetamol o de melhor escolha.

• Hemofilia: É importante o cuidado durante o atendimento com objetos que podem lesionar a mucosa, como: filme radiográfico, sugador, matriz de aço, cunha interproximal, isolamento absoluto, a realização de moldagem (proteção com cera nas bordas da moldeira), o uso de aparelho ortodôntico. O tratamento deve ser acompanhado do Hematologista, para que seja efetuado o Protocolo Antifibrinolítico (Ex: Ácido Tranexânico , 2 comprimidos de 8/8 horas 1 dia antes, prolongar 7/10 dias), e administração de Concentrado de Plasma Humano (Fator VIII ou IX). A técnica anestésica de escolha é infiltrativa, utilizando-se anestésico com vasoconstritor e se necessário usar mecanismos adicionais de hemostasia local (selantes e esponjas). Em casos cirúrgicos, estes devem ser o menos invasivos possível, com sutura 2-0 ou 3-0, devendo ser feita a remoção de 10-15 dias após a cirurgia, evitando-se o uso pós-operatório de Aspirina (anticoagulante plaquetário).

• Grávidas de 6 meses: Este é o melhor período (2º trimestre) para se realizar um atendimento odontológico em uma paciente gestante. O anestésico ideal para se utilizar é a Lidocaína com adrenalina, devendo se ter muito cuidado com a administração de fármacos em gestantes, evitando o uso de antiinflamatórios. Segundo a tabela de Toxicidade – FDA, somente utilizar medicamentos das seguintes categorias: A- Sulfato ferroso, Ácido félico; B - Amoxicilina, Cefalexina, Eritromicina, Clindamicina, Lidocaína, Nistatina e Paracetamol. Fazer o atendimento preferencialmente pela manhã em consultas de curta duração com a cadeira em posição semi-sentada. Fazer sempre o controle da Placa Bacteriana e da Doença Periodontal, que pode contribuir para a ocorrência de parto prematuro (produção de CTK e PG). 
 

• Viciados em drogas: Manter sempre um tratamento de Prevenção e Promoção de higiene oral, e controle contínuo da placa bacteriana, visto que pacientes usuários de drogas apresentam xerostomia, um alto índice de gengivite e periodontite, além de cáries de colo dentário. Observar toda a mucosa bucal devido ao constante surgimento de lesões diversas, para diagnóstico e tratamento adequado. Evitar a utilização de analgésicos a base de cafeína, como a Neosaldina, e o uso de anestésicos com vasoconstritores adrenérgicos.

3. Quais os medicamentos mais utilizados em Odontologia para sedação oral previamente a consulta? Em que dose? Qual sua latência?

Sedação Oral em Odontologia

Diazepam (Valium): Dose – 5 a 10 mg; Latência – 45 a 60 min.
Lorazepam (Lorax): Dose – 1 a 2 mg; Latência – 2 horas.
Midazolam (Dormonid): Dose – 15 mg; Latência – 20 min.
Alprazolam (Frontal): Dose – 0,5 a 0,75 mg; Latência – 60 min.

Estes são os medicamentos mais usados no controle de ansiedade, devendo-se ter cuidado com pacientes idosos e crianças. Evita-se o Midazolam por agir em musculatura lisa (diafragma) para idoso e criança menor de 6 anos de idade. Idosos com mais de 65 anos, dar apenas metade da dosagem. O ajuste da dosagem também deve ser observado na infância, utilizando como meio auxiliar a Equação de Clark: E.C.= Dose sedativa x peso
70
           
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Questões

Paciente R.C.S, 57 anos, sexo masculino, compareceu para avaliação odontológica com queixa de dor no dente 36. Durante a anamnese, o paciente referiu ter diagnóstico médico de hipertensão arterial sistêmcia há 10 anos e diabete melito há 2 anos. Faz uso de drogas antihipertensivas (diuréticos e inibidor de enzima conversora de angiotensina) e hipoglicemiante oral. O valor do seu último exame da hemoglobina glicada foi 8,8. O exame radiográfico do dente 36 mostrou fratura vertical.
Pergunta-se:
1 - Para o planejamento odontológico do caso quais devem ser os cuidados relativos aos valores pressóricos e de hemoglobina glicada?
2 - Quais os cuidados pré, trans e pós operátório do caso?
3 - Quais os riscos para o paciente?  
 
Respostas para as perguntas;   PACIENTE HIPERTENSO E DIABETICO
1) Devemos verificar a pressão se estiver acima de 140x90 encaminhar o paciente para usb para fazer um mapa de acompanhamento da pressão,quando estiver controlada realizar o procedimento. Em relação a hemoglobina glicada por está acima de 7,0 encaminhar ao médico para avaliar .Como o paciente chegou  com a ud 36 com fratura e dor devemos anestesiar  com prilocaína e remover a parte fraturada e posteriormente realizar a exodontia.
2) Cuidados-  PRE - aferir pressão, profilaxia antibiótica, motivá-lo a cumprir a dieta, realizar o procedimento no período da manhã.
TRANS - usar anestésico prilocaína, controlar a hemostasia, suturar .
PÓS-  medicação - analgésico e antiinflamatório, orientações pós cirurgicas ( não fazer esforço, usar compressa de gelo , não mastigar do lado da cirurgia até a cicatrização etc),solicitar retorno com 08 dias para avaliação.
3) Riscos para o paciente- se a diabetes estiver descontrolada existe a possibilidade de infecção.  Hipertensão descontrolada - hemorragia ,risco de infarto ,angina , AVC, crise de hipoglicemia
 
Analgesia preemptiva
 O termo “preemptiva” é uma tradução livre do termo inglês preemptive, e signifi ca algo como eliminar o problema antes mesmo que ele apareça, ou nem dar a chance a um problema de sequer surgir.  A ideia da analgesia preemptiva se baseia no fato de que a estimulação de fi bras nociceptivas promove mudanças neurais e comportamentais, que podem persistir após a ces- sação do estímulo nocivo.  Essa hipersensibilidade pós-traumática pode ser consequente a modifi cações no sistema nervoso periférico (hiperalgesia) ou central (hiperexcitabilidade)
 
1. Quais medicamentos o cirurgião-dentista pode prescrever? Qualquer um, desde que para uso odontológico.
2. Quais são os tipos de receitas? As receitas são de dois tipos: a Receita comum, em- pregada na prescrição das especialidades farmacêuticas ou quando se deseja selecionar fármacos ou outras substâncias, quantidades e formas farmacêuticas para manipulação em farmácias. O segundo tipo é a Receita de Controle Especial, criada para substituir a antiga Receita Carbonada. É uti- lizada na prescrição de medicamentos a base de substâncias sujeitas a controle especial, de acordo com a Portaria 344/ 98, de 12 de maio de 1998, da Secretaria de Vigilância Sanitária, órgão subordinado ao Ministério da Saúde. Para ter acesso ao texto completo desta Portaria (e posteriores atualizações), acessar o site http:// www.anvisa.gov.br/legis/portarias.
 
3. O que deve conter a receita comum? A receita comum, a mais rotineiramente empregada pelo cirurgião-dentista, deve ser feita em talonário próprio, escrita de próprio punho ou informatizada, contendo os seguintes dados: 1. Identificação do profissional: nome, endereço, CEP e número de inscrição no Conselho Regional de Odontologia; 2. Nome e endereço do paciente; 3. Forma de uso do medicamento - O medicamento é de uso interno quando for deglutido, como é o caso dos comprimidos, cápsulas, drágeas, soluções “gotas”, suspensões, xaropes, etc. Todas as demais formas farmacêuticas são de uso externo (comprimidos sublinguais, colutórios, pomadas, cremes, supositórios e soluções injetáveis). 4. Nome do medicamento, que pode ser o da droga de referência ou o nome genérico da substância ativa; a con- centração (quando esta não for padrão) e a quantidade (ex.: 2 caixas, 1 frasco, 2 ampolas, ou ainda 10 comprimidos, 12 cápsulas, etc., quando o medicamento puder ser fracionado). 5. Posologia, com informações de como empregar a medicação, especificando as doses, intervalos entre as mesmas e tempo de duração do tratamento. A receita ainda poderá conter observações ou precauções com relação ao uso da medicação, como, por exemplo, não ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento, não ingerir com leite, não deglutir a solução, etc. 6. Data e assinatura do profissional, de próprio punho, ou carimbo contendo o número de inscrição do CRO, caso o cabeçalho da receita não traga a identificação do prescritor.
 
4.Quais os tipos de analgésicos? Analgésicos de ação periférica e analgésico de ação central.
 
5. Qual mecanismo de ação da dipirona? Descreva seu uso  Dose e intervalos, assim como vias de administração: Depressão da atividade de nociceptores, maior efeito analgésico que antitérmico.
Reações alérgicas, efeito hipotensor, agranulocitose.
Via IM ou EV cautela para pacientes com PA abaixo de 100mmHg
 vias de adm. VO , IM e EV 
DOSE 500mg intervalo 4/4 ou 6/6
 
O que a droga faz no corpo ?
•Farmacodinâmica
A farmacodinâmica é o estudo das ações farmacológicas, dos efeitos fisiológicos e mecanismo de ação da droga no organismo.
CONCEITOS DE FARMACOLOGIA PARA TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA
•Farmacodinâmica •Farmacocinética •Absorção •Distribuição •Biotransformação •Excreção •Biodisponibilidade
A PRESCRIÇÃO MEDICAMENTOSA NA ODONTOLOGIA



 

domingo, 17 de novembro de 2013

Anetesiologia

Denominação Comum Brasileira
           Nomenclatura(2005)
  1. Adrenalina- Epinefrina
  2. Noradrenalina- Norepinefrina
  3. levonordefrina- Corbadrina
  4. Fenilefrina
  5. Felipressina ( octapressin; Citanest) 

Principais soluções anestésicas
  • Lidocaína 2% com epinefrina  1:100.000
  • Prilocaína  3% com felipressina0,03UI/ml
**Às vezes a Articaína 4% e Mepivacaína 2%, ambos com Epinefrina 1:100.000

***BUPIVACAÍNA 0,5% com EPINEFRINA 1:200.000;  procedimentos de longa duração.

Soluções anestésicas
¨¨ Em odontologia: os anestésicos pertecem ao grupo amida, que raramente provocam reações alérgicas( conservantes e antioxidantes: bissulfito e metilparabeno)


Ø  Fórmula
Anestesia = sal anestésico + vasoconstritor + veiculo
 
  • Sal anestésico = CLORIDRATO
  • Vasoconstritor = pode ou não estar associado
  • (Antioxidante está junto com o vasoconstritor)
  • Veiculo = água estéril
Efeito da anestesia
 
Ø Substancia antagonista
Age no bloqueio da abertura dos canais de sódio. Impede a despolarização da fibra neuronal.
 
Principais sais anestésicos .
1.LIDOCAÍNA 
2.PRILOCAÍNA 
3. MEPIVACAÍNA 
4.ARTICAINA
Duração intermediária
5.BUPIVACAÍNA 
Longa duração
 
VANTAGENS DO VASOCONSTRITORES
* Os anestésicos locais qpresentam algum tipo de ação VASODILATADORA: REDUZ O EFEITO , AUMENTA A DOSE.
**VASOCONSTRITORES :aumenta a duração e a qualidade, diminuindo os níveis plasmáticos, com isso menor toxicidade e efeitos sistêmico! Além disso , controla a hemorragia.  
 
VASOCONSTRITORES
Aminas Simpatomiméticas ( SN simpático) Adrenalina ou Epinefrina
-ação : receptores(alfa, beta 1 , beta 2, nas paredes dos vasos, arterial e venoso)
 
FELIPRESSINA OU OCTOPRESSIN (CITANEST)
-Ação: atua direto no músculo vascular, principalmente no lado venoso.
 
Fatores que afetam a duração e a profundidade da anestesia
*Variações anatômicas
*PH
*Ansiedade
*Medo
*Estresse
 
LIDOCAÍNA 2%
Epinefrina 1:100.000  ______________ Indicado para a maioria dos pacientes 
Epinefrina 1:200.000  ______________ Indicado para a maioria dos pacientes
 
Alphacaine100                              Dose máxima
Alphacaine200                              Adulto 70 kg = 8 tubetes
                                                       criança = 1
                                                       tubete/10 kg de peso
 
 
 
 
 
Ø  LIDOCAÍNA 2 % C/ EPINEFIRNA 1.50.000 ALPHACAINE 50 EVITAR L
 
 
Prilocaína 3%
Felipressina 0,03UI/ml        indicado para asmáticos, usuários de drogas, pacientes não compensados.
 
 
Citanest                                                          evitar : gravidas
Prilocaina                                                        anêmicos e insuficiência
Citocaína                                                         respiratoria  
                                                                        Dose máxima:
                                                                       Adulto 7,5 tubetes
                                                                       Crianças 1 t/ 10 kg. peso
 
 
 
 
Bupivacaína 0,5%
Epinefrina 1.200.000 Indicado para procedimentos longos, normalmente cirúrgico.
Evitar grávidas, crianças
Doses máximas
Adultos 10 tubetes
Não deve ser usada em menores de 12 anos.
 
ARTICAINA 4%
Epinefrina1.100.000  INDICADOS PARA DENTES OU SITUAÇÕES DE DIFICIL ANESTESIA
Cuidado : dose máxima em crianças
Adultos 7 tubetes
Crianças 2/3 tub./ 10 kg. peso
       




ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ANESTESICAS


ACIDENTES E COMPLICAÇÕES NA ANESTESIA

EFEITOS COLATERAIS DE ORDEM LOCAL:

01-DOR.

02-TRISMO.

03-ANESTESIA PROLONGADA.

04-HEMATOMAS/EQUIMOSE.

05-ÚLCERA DOS LÁBIOS.

06-ESCARRA.

07-PARESTESIA.

08-ANESTESIA DO NERVO FACIAL.

09-INFECÇÃO.

10-CEGUEIRA TEMPORÁRIA.

11-PARESTESIA DE PALPEPRA

12-PAROTIDITE

13-FRATURA DE AGULHA.

 EFEITOS COLATERAIS DE ORDEM SISTÊMICA:

01-CHOQUE HIPOGLICEMICO

02-LIPOTÍMIA

03-SÌNCOPE

04-CHOQUE INSULINICO

05-CRISE DE ASMA

06-HIPERTENSÃO ARTERIAL

07-CRISE EPILETICA

08-ANGNA DO PEITO

 

1)Vantagem do uso de vasoconstritor:Redução do sangramento intra-operatório;
Prolongamento do tempo de anestesia;  Retardo da absorção sistêmica; Diminuição da toxicidade sistêmica.

 

Uma desvantagem do uso de vasoconstritor é o possível surgimento de sangramento pós­operatório (com a conseqüente formação de hematomas)

 - Intensa vasoconstrição pode deixar os vasos sangüíneos sem a adequada hemostasia intra-operatória.

 

Efeitos colaterais adversos da anestesia local atribuídos a agentes vasoconstritores:
Aumento da dor local durante a injeção;
Risco de necrose local do tecido (intensa vasoconstrição);
Arritmia cardíaca e hipertensão arterial;
Formação de hematomas pós-operatórios.
 

 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Biossegurança é o diferencial



O tema biossegurança está em evidência.
 
Não só a Aids e a tuberculose multirresistente, entre outras doenças emergentes, preocupam os órgãos internacionais de saúde.
 

 Organização Mundial de Saúde elegeu a Hepatite C
como a Doença do Terceiro Milênio e alerta para a real necessidade de prevenção. Assintomática em mais de 90% dos casos e de tratamento complexo e caro, a Hepatite C é de fácil transmissão em atividade de risco e não possui vacinas disponíveis até o momento

Procedimentos invasivos requerem protocolos e condutas específicas que garantam a proteção efetiva aos profissionais e clientes. Biossegurança é garantia de Saúde. Agregar esse diferencial à sua atividade traduz respeito e confiança!
 
 

Biossegurança é atualmente, preocupação mundial em todos os serviços de saúde de qualidade.
Podemos dizer que é o conjunto de medidas que visa o controle de infecção na clínica odontológica e tem como princípios básicos a prevenção de doenças - "infecção cruzada" e proteção biológica da equipe e paciente (conceito).

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Nervo Trigêmeo

 O quinto e maior nervo craniano. O nervo trigêmeo é um nervo misto, composto de uma parte motora e sensitiva. A parte sensitiva, maior, forma os nervos oftálmico, mandibular e maxilar que transportam fibras aferentes sensitivas de estímulos internos e externos provenientes da pele, músculos e junturas da face e boca, e dentes. A maioria destas fibras se originam de células do gânglio trigeminal e projetam para o núcleo do trigêmeo no tronco encefálico. A parte motora, menor, nasce do núcleo motor do trigêmeo no tronco encefálico e inerva os músculos da mastigação.

O controle da dor em odontologia requer conhecimento abrangente do nervo trigêmeo. Ele é responsável pela maior parte da inervação sensitiva dos dentes, ossos e tecidos moles da cavidade oral. Ele tem três divisões: oftálmica, maxilar e mandibular.
Técnicas atraumáticas:
  • Agulha afiada;
  • Verificar o fluxo da solução (caso tenha ar na solução, este deve ser removido);
  • Temperatura da solução;
  • Posição do paciente (para que se afaste a mucosa e se observe as referências anatômicas);
  • Secar o tecido;
  • Antisséptico;
  • Anestésico tópico;
  • Conversar com o paciente;
  • Apoio firme das mãos;
  • Tencionar os tecidos;
  • Deixar seringa fora da visão do paciente;
  • Evitar tirar e colocar a agulha muitas vezes.
Agulha – não há necessidade de agulha longa para fazer bloqueio do nervo alveolar inferior. Quando faz a injeção, deve-se esperar um pouco para ver se a aspiração é negativa ou positiva.
Posição do paciente – mandíbula: plano oclusal do paciente paralelo ao plano horizontal. Maxila: plano oclusal do paciente formando um ângulo de 45º com o plano horizontal.

 

Infiltrativa (pequenas terminações nervosas na área do tratamento odontológico são infiltradas com a solução do anestésico local);

Bloqueio de campo (a solução do anestésico local é infiltrada próxima dos ramos terminais maiores, de forma que a área anestesiada será circunscrita, para evitar a passagem de impulsos do dente para o SNC.

 


Bloqueio de nervo (o anestésico local é depositado próximo a um tronco nervoso principal, usualmente distante do local da intervenção operatória).

 

 
  1. Bloqueio de campo – indicado para analgesia de um ou mais dentes ou área limitada da maxila.
Bloqueio do nervo alveolar superior anterior: irá anestesiar incisivos centrais, laterais e caninos. Referências – acompanham a concavidade da mucosa, distendendo-a (fundo de vestíbulo). Deve ser introduzido pelo menos 1cm da agulha e devem ser usados 2/3 do tubete por vestibular e 1/3 por palatina (para anestesiar a mucosa).
Bloqueio do nervo infraorbitário: para bloquear o nervo infraorbitário a agulha é introduzida mais profundamente usando como referência uma linha traçada entre a pupila e canino ou a linha do pré-molar. O nervo infraorbitário corresponde aos nervos alveolar superior anterior e alveolar superior médio. Muitas vezes a anatomia da maxila dificulta, por isso é importante ficar palpando para sentir a anestesia.

 
Bloqueio do nervo alveolar superior posterior (tuberosidade baixa): anestesia as raízes disto-vestibular e palatina do 1º molar superior e também 2º e 3º molares superiores. O ideal é qeu se utilize uma agulha longa, exige muita cautela pois a artéria maxilar é muito calibrosa e está próxima do nervo maxilar.
Bloqueio do nervo maxilar (tuberosidade alta): boca entreaberta para sentir o processo coronóide e para que este não atrapalhe a agulha durante a introdução. Introduz a agulha na região do 2º molar, pois se for na região de 1º molar vai tocar no processo zigomático da maxila e o anestésico vai ser depositado muito superficialmente. Essa técnica serve para remover qualquer dente da maxila.
 

Técnica do nervo nasopalatino: é uma injeção que pode ser muito traumática, anestesia a porção anterior do palato duro desde a face medial do 1ºPM direito até a face medial do 1ºPM esquerdo. Há duas técnicas: a primeira consiste numa injeção única, onde o anestésico é depositado na papila incisiva, entre os dois incisivos centrais; já a segunda técnica consiste em duas injeções, onde anestesia por vestibular e também entre os dois incisivos centrais passando pela papila incisiva e, em seguida, complementa com a papila incisiva.
Técnica do nervo palatino maior: menos traumático que o bloqueio do nervo nasopalatino; anestesia a porção posterior do palato duro e seus tecidos moles subjacentes. A referência é entre o 2º e 3º molar, a 1cm da gengiva; não se deve anestesiar muito próximo do dente porque a gengiva é inserida e não tem espaço para o anestésico. Pode causar necrose no palato devido a vasoconstricção e quando usa uma grande quantidade de anestésico. A agulha deve ser inserida perpendicular ao osso, e deve ser usada agulha curta e também um contonete para fazer compressão e causar isquemia a fim de diminuir a sensibilidade da punção do paciente.
 
Técnica de Carrea: bloqueia nervo maxilar através do forame palatino, a agulha é colocada completamente dentro do forame.
Técnicas de injeção mandibular – a mandíbula é um osso mais compacto, e deve-se ter noção do comprimento mandibular, altura, etc



Bloqueio do nervo alveolar inferior e lingual: serão anestesiado os nervos alveolar inferior, incisivo, lingual (gengiva lingual) e mentoniano; a referência é o ponto de maior curvatura do ramo mandibular (trígono retrodistal), linha obliqua externa. A referência de altura será dada pelo plano oclusal dos dentes (cerca de 1cm acima do plano oclusal). A referência em profundidade é dada colocando a agulha na altura dos pré-molares do lado oposto; deve-se traçar uma bissetriz entre metade do ramo mandibular e 1cm acima do plano oclusal, quando as linhas se unirem é onde vai injetar o anestésico. Para diminuir a possibilidade de erro o ideal é fazer movimentos para anterior e posterior e ir injetando o anestésico. Pode ser usada uma agulha curta, pois se usa a agulha longa pode chegar até a parótida e anestesiar nervo facial. A profundidade dessa anestesia é de cerca de 2 a 2,5cm e a punção é feita na prega pterigomandibular. Penetra a agulha até alcançar a face interna do ramo da mandíbula, quando toca afasta cerca de 2mm e injeta. Os sinais são formigamento do lábio inferior (indica anestesia do nervo mentoniano), formigamento ou dormência na língua (indica anestesia do nervo ligual).
Técnica do nervo bucal: o nervo bucal anestesia a gengiva vestibular, é feita mais por vestibular, usando a metade do polegar como referência de altura e vai em direção a metade do ramo da mandíbula.

O nervo mentoniano NÃO serve para exodontia, pois ele inerva APENAS mucosa, lábio e gengiva, só serve para remoção de dentes se penetrar no forame mentoniano, pois nesse caso anestesia também o nervo incisivo.
O ideal é que se coloque o primeiro tubete por inteiro.
O bloqueio do nervo lingual pode ser feito na anterior na região de cada dente.
Técnica de Alcinos: para pacientes com limitações de abertira de boca;
Técnica de Gow Gates: produz anestesia sensitiva em quase toda a extensão do nervo mandicular.
A causa mais comum de insucesso na anestesia são os erros de técnica.

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Técnicas anestésicas da maxila



Técnicas anestésicas odontológicas

Princípios básicos para a anestesia local
1. Anti-sepsia da mucosa na área de puntura da agulha.
2. Observar clinicamente, mediante palpação, os pontos de reparo anatômicos.
3. Fazer uso de anestésico tópico (pode ser aplicado com cotonete esterilizado ou gaze estéril).
4. Distensão da mucosa na região da puntura, para que a agulha não desvie da mucosa e a penetração seja a mais indolor possível.
5. Durante a realização de diversas técnicas anestésicas locais maxilares e mandibulares, torna-se necessária a palpação digital de pontos de reparo para a introdução da agulha.
6. É fundamental que após a identificação desses pontos de reparo, o cirurgião-dentista utilize afastadores cirúrgicos do tipo Minessota para retrair os tecidos e facilitar a penetração da agulha evitando dessa forma acidentes perfuro-cortantes com o profissional durante a injeção anestésica.
7. Empunhadura adequada da seringa.
8. Posição ergonômica adequada do operador.
9. A penetração nos tecidos e a retirada da agulha deverão ser feitas em uma única direção, de forma a não desenvolver pressões de lateralidade. Se for necessário, a injeção em mais de uma direção, devemos retornar a agulha em sua posição inicial e então introduzi-la novamente em sua nova direção.
10. O bisel da agulha deverá estar voltado para o tecido ósseo.
11. A injeção da solução anestésica deverá ser lenta, utilizando-se seringa anestésica que permita a realização de aspiração ou refluxo.
12. Durante toda a injeção o cirurgião-dentista deve manter-se atento a qualquer possível reação do paciente, interrompendo de imediato a anestesia e estipulando, se necessário, tratamento imediato das alterações.
Alívio ou remoção da dor
Existem vários métodos para se obter alívio da dor com anestésicos locais. O local da infiltração da droga em relação à área de intervenção determina o tipo de injeção administrada. Pode-se dividir em três principais categorias: infiltração local, bloqueio de campo e bloqueio regional.

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