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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Técnicas anestésicas da maxila



Técnicas anestésicas odontológicas

Princípios básicos para a anestesia local
1. Anti-sepsia da mucosa na área de puntura da agulha.
2. Observar clinicamente, mediante palpação, os pontos de reparo anatômicos.
3. Fazer uso de anestésico tópico (pode ser aplicado com cotonete esterilizado ou gaze estéril).
4. Distensão da mucosa na região da puntura, para que a agulha não desvie da mucosa e a penetração seja a mais indolor possível.
5. Durante a realização de diversas técnicas anestésicas locais maxilares e mandibulares, torna-se necessária a palpação digital de pontos de reparo para a introdução da agulha.
6. É fundamental que após a identificação desses pontos de reparo, o cirurgião-dentista utilize afastadores cirúrgicos do tipo Minessota para retrair os tecidos e facilitar a penetração da agulha evitando dessa forma acidentes perfuro-cortantes com o profissional durante a injeção anestésica.
7. Empunhadura adequada da seringa.
8. Posição ergonômica adequada do operador.
9. A penetração nos tecidos e a retirada da agulha deverão ser feitas em uma única direção, de forma a não desenvolver pressões de lateralidade. Se for necessário, a injeção em mais de uma direção, devemos retornar a agulha em sua posição inicial e então introduzi-la novamente em sua nova direção.
10. O bisel da agulha deverá estar voltado para o tecido ósseo.
11. A injeção da solução anestésica deverá ser lenta, utilizando-se seringa anestésica que permita a realização de aspiração ou refluxo.
12. Durante toda a injeção o cirurgião-dentista deve manter-se atento a qualquer possível reação do paciente, interrompendo de imediato a anestesia e estipulando, se necessário, tratamento imediato das alterações.
Alívio ou remoção da dor
Existem vários métodos para se obter alívio da dor com anestésicos locais. O local da infiltração da droga em relação à área de intervenção determina o tipo de injeção administrada. Pode-se dividir em três principais categorias: infiltração local, bloqueio de campo e bloqueio regional.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Esmalte

Estrutura

 

 

Da mesma forma que uma parede é formada por tijolos o esmalte dental é formado por prismas ou bastões. Na constituição do esmalte entram também bainhas dos prismas e, em algumas regiões, uma substância interprismática cimentante.

 

O prisma é o componente mineral do esmalte e as demais formações são orgânicas.

 

Os prismas cobrem toda a espessura do esmalte desde o limite com a dentina até a superfície coronária e se dispões num trajeto oblíquo e ondulado de forma que o comprimento de um prisma é maior que a distância do limite da dentina até a superfície.
FÓRMULA DENTÁRIA


Como vimos, o número total de dentes na dentição humana é, normalmente, 20 na dentição decídua e 32 na permanente.

Para representar facilmente este número e os tipos de dentes usa-se a fórmula dentária, isto é, a maneira suscinta de especificar a quantidade de dentes em cada hemi-arcada.

Na fórmula dentária, a denominação de cada dente está representada pela letra inicial, sendo minúscula para os decíduos e maiúscula para os permanentes. Estas iniciais são colocadas em forma de fração que traduzem a separação das arcadas dentárias duperior e inferior, tendo como numerador o número de dentes da hemi-arcada maxilar (superior) e no denominador os dentes da hemi-arcada mandibular (inferior).


Assim sendo, a dentição permanente é representada pela seguinte fórmula:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Os dentes

:Dente:
  • Porções:
    • Coroa: porção que se projeta além da gengiva;
    • Raiz.
  • Os dentes se articulam nos ossos em cavidades chamadas alvéolos;
  • São derivados da membrana mucosa oral:
  • domingo, 10 de junho de 2012

    incisivo central

    Incisivo Central Superior (11 e 21)

    Curvatura cervical do incisivo central


    A curvatura cervical do incisivo central se apresenta mais nítida na face mesial.
    Esta curvatura é mais acentuada na face mesial em todos os dentes.



    Borda lingual do incisivo central


    Convexa no terço cervical (formado pelo cíngulo) e côncavo nos dois terços incisais.


    Borda vestibular do incisivo central


    Borda vestibular convexa no terço cervical e plana no restante.


    Colo do incisivo central

    Colo convexo em relação ao bordo incisal.


    Incisivo central borda vestibular e lingual


    A borda vestibular e a borda lingual convergem para a incisal.


    Face proximal do incisivo central


    A face proximal é comparada a um triângulo isósceles.


    Ângulo disto-incisal


    O ângulo disto incisal dos incisivo central é discretamente arredondado.


    Borda incisal dos incisivos centrais


    A borda incisal do incisivo cental é retilineo levemente inclinado para a distal.


    Bordas proximais dos incisivos centrais


    As bordas proximais convergem para o colo.


    Borda dos incisivos centrais


    A borda mesial do incisivo central é ligeiramente maior do que a borda distal.


    Diâmetro dos incisivos centrais


    O diâmetro cervico-incisal é proporcional ao Mesio-distal



    Incisivo central - face vestibular


    Trapezoidal tendendo a quadrilátero, este aspecto na face vestibular do incisivo central é característico.



    sábado, 9 de junho de 2012

    molares inferiores

    Primeiro molar inferior(36 ou 46): é o maior dente da boca. Sua coroa é alongada em contraste com a coroa dos molares superiores, que não tem predominância de dimensões.
    Face vestibular: a face vestibular é muito convexa no terço cervical. Os dois terços restantes são mais planos e muito inclinados para a lingual.
    Face lingual: a face lingual, convexa em todas as direções, não se inclina como a vestibular.
    Faces de contato: a face mesial é toda maior que a distal. Deste fato depreende-se que, no sentido horizontal, as faces livres convergem para a distal.
    Face oclusal: é mais larga na borda mesial do que na distal, e mais larga na borda vestibular do que na lingual. Entende-se, pois, que no sentido horizontal as faces vestibular convergem para a distal e as faces mesial e distal, para a lingual. Sulcos secundários são comuns nas vertentes triturantes das cúspides. Terminam principalmente no sulco mésio-distal.
    Raiz: as duas raízes deste dente estão sempre bem separadas uma da outra e se curvam levemente para a distal. São comprimidas mésio-distalmente e largas vestíbulo-lingualmente. A raiz mesial é a mais larga, mais longa e mais comprimida; é percorrida longitudinalmente por profundos sulcos mesial e distal, de tal forma que em secção transversa toma a forma de um 8. A raiz distal é menos sulcada e sua secção é oval.
    Segundo molar inferior(37 ou 47): difere do primeiro molar inferior por ser um pouco menor e possuir quatro cúspides. A ausência da quinta cúspide provoca modificações na configuração da coroa.
    Face vestibular: mostra na sua borda oclusal somente duas projeções relativas às cúspides mésio-vestibular e disto-vestibular, como são chamadas, e somente um sulco vestibular. A convergência das bordas mesial e distal para o colo é mais discreta neste dente.
    Face lingual: menor que a precedente, com o sulco lingual pouco evidente.
    Faces de contato: a única diferença com suas homólogas do primeiro molar é uma face distal menos convexa e sem projeção correspondente à quinta cúspide. No seu lugar aparece a concavidade da crista marginal.
    Face oclusal: é nesta face onde se encontram na maiores diferenças. Seu contorno retangular é mais nítido porque as bordas, duas a duas, estão mais próximas do paralelismo.
    Raízes: são um pouco menores e menos divergente do que no primeiro molar. Nem sempre seus ápices se inclinam para a distal; eles podem se encurvar um em direção ao outro. Elas têm tendência a se funcionar.
    Terceiro molar inferior(38 ou 48): este dente pode ter um padrão morfológico característico tanto do primeiro quanto do segundo molar inferior. No entanto, tem uma larga diversidade de formas, as quais freqüentemente se mostram muito complicadas. Algumas dessas formas são multicuspidadas (ou multituberculadas), de arranjo muito irregular. Na grande maioria dos casos, o terceiro molar inferior tem quatro ou cinco cúspides. Mesmo assim, elas não são bem definidas, devido à presença de cristas e sulcos secundários. Quando tem cinco cúspides, a quinta cúspide é francamente distal. Sua face distal é muito convexa. Suas duas raízes, bastante curvadas para a distal, estão freqüentemente fusionadas.

    molares superiores

    Primeiro molar superior (16 ou 26): a coroa do primeiro molar é da mesma altura da coroa dos pré-molares do mesmo arco, mas é duas vezes mais larga.
    Face vestibular: seu contorno é trapezoidal de grande base oclusal. Os lados mesial e distal do trapézio convergem a partir das áreas de contato em direção cervical. A área de contato mesial fica entre os terços médio e oclusal e a distal no terço médio. Conseqüentemente, a borda mesial é mais alta, alem de ser mais reta, menos convexa.
    Face lingual: sua silhueta é a mesma da vestibular, com a diferença de que é maior. Contrariando a regra geral, o primeiro molar superior tem a face lingual da coroa mais larga que a vestibular.
    Faces de contato: são retangulares; mais largas vestíbulo-lingualmente do que altas cérvico-oclusalmente. A face distal é convexa e a mesial achatada, quase plana. A face mesial é maior em todas as dimensões e isto permite que, em uma vista distal, o contorno da face mesial seja distinguido. As bordas vestibular e lingual convergem para a oclusal.
    Face oclusal: seu contorno é losângico; os ângulos agudos são o mésio-vestibular e disto-lingual, e os ângulos obtusos são o mésio-lingual e o disto-vestibular. Desta maneira, a longa diagonal estende-se de mésio-vestibular a disto-lingual e a curta, de mésio-lingual a disto-vestibular.
    Raiz: as raízes vestibulares são achatadas mésio-distalmente e a raiz mésio-vestibular é bem mais larga do que a disto-vestibular. Elas divergem muito pouco do eixo do dente e são mais ou menos paralelas entre si. O terço apical dessas raízes muitas vezes se curva um em direção ao outro, outras vezes ambos se desviam um pouco para a distal.
    As três raízes não se fusionam. Estão sempre bem separadas um das outras.
    Segundo molar superior(17 ou 27): é menor que o primeiro molar em todas as dimensões. Quando visto por vestibular, nota-se que a cúspide disto- vestibular é muito menor do que a mésio-vestibular; no primeiro molar ela é apenas menor. A grande diferença de tamanho faz com que a borda oclusal se incline cervicalmente de mesial para distal. O sulco que separa essas cúspides é menor e raramente termina em fosseta.
    Face lingual: a cúspide disto-lingual é mais reduzida em tamanho do que aquela do primeiro molar. Esta redução pode ser muito grande e não raramente há completo desaparecimento dela. O sulco lingual, que separa as cúspides linguais, é mais curto e menos profundo. Não há tubérculo de Carabelli.
    Faces de contato: são basicamente da mesma forma encontrada no primeiro molar, com a diferença de que não há tubérculo de Carabelli presente.
    Face oclusal: comparando-se com o primeiro molar, nota-se na face oclusal sensível modificação ditada pelo contorno: por ser a cúspide disto-lingual bem menor, a borda lingual desta face é menor que a borda vestibular. Portanto, as bordas mesial e distal convergem para a lingual e não para a vestibular. Nos casos em que falta a cúspide disto-lingual, a convergência é muito mais acentuada e a face oclusal passa a ter um contorno triangular.
    Raiz: as três raízes são um pouco menores, mais curtas e menos divergentes do que as do primeiro molar. As raízes vestibulares são paralelas, muito próximas, e se inclinam para a distal. Coalescência de duas raízes não é incomum, principalmente da mésio-vestibular com a lingual.
    Terceiro molar superior(18 ou 28): este dente tem aspectos morfológicos muito variáveis, mais do que qualquer outro dente. As modificações geralmente levam a uma simplificação na coroa e na raiz, pela diminuição do número de cúspides e raízes. No todo, é o menor dos molares.
    A forma da coroa lembra aquela do segundo molar tricuspidado, com a face oclusal de contorno triangular. Quando a cúspide disto-lingual está presente, é muito pequenas. Sua face oclusal costuma ser caracterizada por numerosos sulcos secundários, que lhe dão uma aparência enrugada.
    As formas do terceiro molar superior são tão variáveis que em alguns exemplares é difícil identificar exatamente as suas cúspides. Algumas vezes, a complexidade da morfologia reside no aumento do número de cúspides e no confuso sistema de sulcos. Há casos de uma simplificação tão acentuada que a coroa fica reduzida a um pequeno cone.
    As raízes são as mesmas em número e em situação, como nos outros molares superiores. Ainda que possam se apresentar separadas, é muito comum a coalescência de duas raízes ou mesmo das três, formando, nesse caso, uma massa única que se afila em direção apical. Evidencias dessas coalescencias estão presentes em forma de sulcos longitudinais.

    segundo pre molar inferior (35 ou 45)

    a coroa desse dente é mais volumosa que a do primeiro pré-molar inferior, e notabiliza-se por possuir uma cúspide lingual de proporções bem maiores. As diferenças anatômicas entre as coroas dos pré-molares inferiores são bem maiores do que as dos superiores.
    Face vestibular: iniciando uma comparação com seu vizinho mesial, nota-se que as faces vestibulares são semelhantes, mas no segundo pré-molar inferior a cúspide vestibular é menos pontiaguda, com sua aresta longitudinal mais horizontalizada. As bordas mesial e distal são menos convergentes para o colo. A área de contato mesial fica em um nível ligeiramente mais alto.
    Tal como no primeiro pré-molar, a face vestibular inclina-se para a lingual, principalmente os seus terços médio e oclusal.
    Face lingual: essa é mais larga no segundo pré-molar, podendo ser tão larga quanto a face vestibular. A cúspide lingual é central ou um pouco deslocada para a mesial. Há constante depressão entre a cúspide e a crista marginal distal. A cúspide lingual é, muitas vezes, dividida em duas cúspides subsidiárias: uma mesial, maior, outra distal, menor. O sulco que as separa é, portanto, mais distal. Ele avança sobre a face lingual em pequena extensão.
    Faces de contato: das faces de contato, a mesial é mais alta e larga. Como a cúspide lingual é proporcionalmente maior neste dente, a convergência das bordas vestibular e lingual para a oclusal é menos aguda do que no primeiro pré-molar inferior.
    O vértice da cúspide vestibular cai alinhado coma superfície cai alinhado no centro do dente. Em conseqüência, depende-se que a face vestibular tem grande inclinação para a lingual. O vértice da cúspide lingual fica alinhado com a superfície lingual da raiz.
    Face oclusal: a face oclusal tem um contorno circular por causa das grandes dimensões da cúspide e da face lingual. Mesmo assim, as bordas mesial e distal com as respectivas cristas marginais tendem a convergir para a lingual.
    Os padrões morfológicos da face oclusal são muito variáveis e a combinação deles já permitiu catalogá-los em 242 formas diferentes. As duas formas gerais mais comuns são a bicuspidada e a tricuspidada.
    Raiz: é aproximadamente cônica; oval em secção transversal; com sulcos longitudinais muito pouco pronunciados.
    Vista por vestibular, a raiz exibe um desvio distal.

    primeiro pré molar inferior (34 ou 44)

    o primeiro pré-molar inferior tem três exemplares vistos pelas faces vestibular, lingual e mesial.
    Face vestibular: a face vestibular lembra a do canino, se bem que é menos alta. É bilateralmente simétrica, com a cúspide situada sobre o longo eixo do dente, o que equivale dizer que os segmentos mesial e distal da aresta longitudinal são de mesmo tamanho. Não raro, há assimetria e, então, o segmento mesial é um pouco menor e menos inclinado; conseqüentemente, o vértice da cúspide se desvia para a mesial.
    As áreas de contato mesial e distal estão em um mesmo nível, entre os terços oclusal e médio. Ocasionalmente, a área de contato distal está em posição um pouco mais oclusal. A partir dessas áreas, as faces mesial e distal convergem com acentuada obliqüidade para o colo.
    A face vestibular é lisa, convexa e inclinada para a lingual.
    Face lingual: é bem menor que a vestibular devido à acentuada convergência das faces mesial e distal em direção línguo-cervical e às pequenas dimensões da cúspide lingual. Desse modo, pelo aspecto lingual do dente vê-se quase toda a face oclusal, e isto é ainda facilitado pelo fato de toda a coroa ser inclinada para a lingual. O único acidente anatômico da face lingual é um pequeno sulco proveniente da fosseta mesial da face oclusal, poucas vezes ausente. Ele separa a cúspide lingual da crista marginal mesial.
    Faces de contato: observando-se o dente por mesial ou por distal, nota-se a forte convexidade da face vestibular, sua inclinação para a lingual e a saliência do terço cervical, que é a bossa vestibular. Com a inclinação lingual, o vértice da cúspide vestibular coincide com o longo eixo do dente. A face lingual não se inclina muito, sendo quase vertical.
    A crista marginal mesial é mais cervical em posição do que a distal e também mais inclinada da vestibular para a lingual.
    Face oclusal: o aspecto oclusal do dente é ovóide, com pólo maior na vestibular. As bordas mesial e distal convergem para a lingual.
    A cúspide vestibular domina a face oclusal; seu vértice se encontra no centro dessa face.
    As cúspides vestibular e lingual são quase sempre unidas por uma ponte de esmalte, que limita de cada lado uma fosseta. A fosseta distal é maior que a mesial e fica em uma posição mais lingual em relação à fosseta mesial, que é mais deslocada para a vestibular.
    Algumas vezes, a ponte de esmalte é cruzada por um sulco central mésio-distal em forma de arco com concavidade vestibular. É o sulco principal, em cujas extremidades se encontram as fossetas mesial e distal.
    Raiz: é achatada mésio-distalmente e, em secção transversal, é oval. Sulcos longitudinais pouco profundos e às vezes quase imperceptíveis marcam a superfície mesial da raiz. Entretanto, um entre quatro dentes apresenta um sulco mesial profundo, em forma de fenda, que não raro promove até bifurcação apical.
    Vista por vestibular, a raiz encurva-se um pouco para a distal.

    segundo pré molar superio (15 ou 25)

    a coroa é similar à do primeiro pré-molar, mas é menor em todos os sentidos, alem de ter os elementos descritivos(elevações e depressões) menos marcados. Seus ângulos, mais arredondados, dão às faces vestibular e lingual um aspecto ovóide e não angular.
    É um dente mais simétrico, no qual as cúspides são aproximadamente do mesmo tamanho( a vestibular ainda é ligeiramente maior); os segmentos das arestas longitudinais não têm predomínio de extensão um sobre o outro; o vértice da cúspide lingual não está tão deslocado para a mesial; não há sulco interrompendo a crista marginal mesial e nem há depressão no terço cervical da face mesial.
    Face oclusal: o contorno da face oclusal é oval ou circular e não pentagonal. O sulco primário é central e não deslocado para a lingual como no primeiro pré-molar. O vértice da cúspide lingual encontra-se alinhado com o ponto médio da coroa. A diferença entre as cristas marginais é menos acentuada. O diâmetro mesio-distal do lado lingual não é muito menor do que do lado vestibular(são quase iguais).
    Uma característica marcante do segundo pré-molar superior é a pequena extensão do sulco principal no centro da coroa. As fossetas mesial e distal estão mais próximas entre si. Às vezes, estão tão próximas que o sulco passa a ser muito curto, a ponto de se transformar em uma fosseta central. Outra característica é a presença de muitos sulcos secundários, que dão à face oclusal uma aparência enrugada.
    Raiz: a raiz única(90% dos casos) é muito achatada mésio-distalmente, com profundos sulcos longitudinais que dão à sua secção transversal a forma de um haltere. Quando não muito profundos, a secção é oval. O terço apical desvia-se distalmente na maioria das vezes.
    O comprimento das raízes de ambos os pré-molares superiores se equivale.

    primeiro pré-molar superior(14 ou 24)

    o primeiro pré-molar superior tem três exemplares vistos pelas faces vestibular, lingual e mesial.
    Faces vestibular: esta face é semelhante à do canino superior, apesar de ser um quarto menor e ter seus sulcos e convexidades menos desenvolvidos. A única grande diferença no formato é o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide, mais longo que o segmento distal da mesma cúspide. No canino, dá-se o contrário. Aliás, em ambos os caninos e em todos os outros pré-molares dá-se o contrário.
    Face lingual: tem o mesmo contorno da face vestibular, mas é mais lisa, convexa e menor que em todas as dimensões. Por ser menor, o contorno da face vestibular pode ser visualizado pelo aspecto lingual.
    O segmento distal da aresta longitudinal da cúspide lingual é maior que o mesial. Desse modo, o vértice da cúspide acha-se deslocado para a mesial em relação ao ponto médio da coroa. Esta é uma característica diferencial forte do primeiro pré-molar superior.
    Faces de contanto: as bordas vestibular e lingual das faces de contato são quase paralelas, mais ainda assim convergem para a oclusal. A borda lingual é mais convexa e inclinada; nela, a maior projeção lingual situa-se no terço médio. Na borda vestibular, a maior projeção fica entre os terços cervical e médio.
    As cúspides, vistas pelas faces de contato, ficam com seus vértices projetados dentro do contorno das raízes, isto é, a distância de um vértice da cúspide ao outro é menor do que a maior distância vestíbulo-lingual da raiz. A cúspide vestibular, além de ser a mais volumosa, é cerca de 1mm mais alta.
    A linha cervical, de ambos os lados, é em curva bem aberta. Ao seu nível, no lado mesial, há uma depressão característica; ela ocupa o terço cervical da coroa e invade parte da raiz. A face distal é toda convexa, não tendo depressão no terço cervical. Outra diferença marcante entre as faces mesial e distal é a presença constante do prolongamento do sulco principal da face oclusal, que cruza a crista marginal mesial. Sulco similar no lado distal é muito raro.
    Face oclusal: tem forma pentagonal porque a borda vestibular é nitidamente dividida em mésio-vestibular e disto-vestibular.
    Pela vista oclusal tem-se uma melhor idéia da forma, tamanho e posição das cúspides.
    Por ser a fosseta formada pela reunião de três sulcos, autores da língua inglesa a denominam “fossa triangular”.
    Raiz: o primeiro pré-molar superior geralmente tem duas raízes cônicas de inclinação distal, sendo uma vestibular, maior e outra lingual, menor. Algumas vezes se apresentam fusionadas, com uma linha demarcatória bem nítida entre elas, podendo ou não haver bifurcação apical. São cerca de 3 a 4 milímetros mais curtas que a raiz do canino superior. Em 2% dos casos, a raiz vestibular é dividida em duas, tornando o dente trirradicular.casos, a raiz vestibular é dividida em duas, tornando o dente trirradicular.

    canino inferior(33 ou 43)

    em comparação com o canino superior, o canino inferior tem a coroa mais longa e estreita. Na realidade, ela habitualmente é só um pouco mais longa, mas a sua reduzida dimensão mésio-distal dá-lhe a aparência de coroa bem alta.
    Face vestibular: por ser um dente mais estreito que o canino superior, sua face vestibular é mais convexa, mas não tem a crista cérvico-incisal tão marcada. Os sulcos de desenvolvimento são apenas vestigiais. A borda mesial é mais alta que a distal, mais retilínea, e continua alinhada com a superfície mesial da raiz. Como o dente é mais estreito, a convergência dessas bordas para a cervical é menor em relação ao canino superior.
    Tal como no hormônio superior, a coroa não tem simetria bilateral, porque o segmento mesial da aresta longitudinal da cúspide é menor e menos inclinado (quase horizontal) que o distal. Os ângulos mésio-incisal e disto-incisal e as áreas de contato se dispõem como no canino superior.
    Dividindo-se a face vestibular ao meio, nota-se que a metade distal é mais larga e prolonga-se no sentido distal. Por outro lado, a metade mesial é mais robusta e se proteja vestibularmente, como no canino superior. Verifica-se esse detalhe posicionando corretamente o dente, de tal modo que a linha de visão coincida com o longo eixo, a partir do vértice da cúspide.
    Face lingual: em contraste com o canino superior, nem o cíngulo nem as cristas marginais são bem marcados. Também não há crista que una o cíngulo à cúspide. Sua forma acompanha, assim, a dos incisivos inferiores, com uma fossa lingual pouco escavada.
    Faces de contato: por esta vista, a borda vestibular é menos convexa que a do canino superior. O diâmetro vestíbulo-lingual também é menor.
    O vértice da cúspide está centrado sobre a raiz. Quando há desgaste, percebe-se por esta vista um plano inclinado invadindo a face vestibular a partir da cúspide. A propósito, os desgastes acentuados tornam a borda incisal quase reta e o dente fica parecendo um incisivo lateral superior pelo aspecto da coroa.
    Raiz: é 1 ou 2mm mais curta que a do canino superior e bastante achatada no sentido mésio-distal. Suas superfícies mesial e distal são sulcadas longitudinalmente, particularmente a distal. A raiz inclina-se freqüentemente para a distal, ou pelo menos seu terço apical.

    canino superior(13 ou 23)

    é o mais longo dos dentes. A coroa tem o mesmo comprimento da coroa do incisivo central superior, mas a raiz é bem mais longa. A forma da coroa dá ao canino um aspecto de força e robustez.
    Face vestibular: visto por vestibular, difere dos incisivos por ter uma coroa de contorno pentagonal e não quadrangular. Isto se deve à presença de uma cúspide na borda incisal, que a divide em duas inclinações. O segmento mesial da aresta longitudinal é mais curto e menos inclinado. O maior e mais pronunciado segmento distal torna o ângulo disto-incisal mais arredondado e mais deslocado para a cervical do que o ângulo mésio-distal.
    As bordas mesial e distal convergem para o colo; a convergência d a borda distal é acentuada. A borda mesial é mais alta e mais plana do que a borda distal, que é mais baixa e mais arredondada. As áreas de contato estão em níveis diferentes; a posição da área de contato distal é mais cervical( no terço médio).
    A face vestibular tem no centro uma elevação longitudinal em forma de crista que termina na ponta da cúspide. É acompanhada de cada lado por sulcos rasos, que dão um aspecto trilobado à face, sendo que o lobo central é o mais proeminente.
    A cúspide está alinhada com o longo eixo do canino, isto é, o eixo passa pelo ápice da raiz, corta todo o dente e alcança o vértice da cúspide.
    Toda a face vestibular é bastante convexa. Quando vista por incisal por inicial, seu contorno convexo mésio-distal mostra uma particularidade própria dos caninos(superior e inferior): a metade mesial é mais convexa, mais proeminente e mais projetada para a vestibular do que a metade distal.
    Face lingual: tem a mesma silhueta da face vestibular, mas é mais estreita, principalmente no terço cervical, devido à convergência pronunciada das faces de contato para a lingual e para a cervical. As cristas marginais e o cíngulo são bem desenvolvidos no canino superior. O cíngulo é especialmente robusto, lembrando uma pequena cúspide. Freqüentemente, está unido à cúspide por uma crista cérvico-incisal, semelhante àquela da face vestibular. Quando presente, esta crista lingual divide a fossa lingual, que já é rasa, em uma mesial e outra distal, mais rasas ainda. Algumas vezes, a face lingual é lisa, sem a presença de crista ou fossa.
    Faces de contorno: as faces mesial e distal são triangulares, lisas e convexas em todos os sentidos. A face mesial é maior e mais plana. Comparando com os incisivos, o canino é bem mais espesso vestíbulo-lingualmente; a linha cervical tem uma curva mais aberta e a borda vestibular é mais convexa. Quando desgastada, a borda incisal mostra um plano inclinado em direção lingual.
    Raiz: é cônica, fortíssima. Longa( pode chegar ao dobro do comprimento da coroa) e reta, raramente se desvia acentuadamente para a distal. Seccionada transversalmente, tem aspectos oval, com maior diâmetro vestibular. É sulcada longitudinalmente nas superfícies mesial e distal.

    incisivo lateral inferior (32 ou 42)

    é muito parecido com o incisivo central inferior, mas ligeiramente maior em todas as dimensões da coroa e da raíz. Até a borda incisal é um pouco mais larga.
    Face vestibular: vista por vestibular, a coroa do incisivo lateral difere da do central por apresentar as bordas mesial e distal mais inclinadas ( mais convergentes), o que lhe dá um aspecto tendente a triangular. Além disso, a borda mesial é ligeiramente mais alta que a distal; o desgaste acentua essa diferença, provocando grande inclinação no sentido cervical, de mesial para distal.
    O ângulo disto-incisal é mais arredondado e obtuso. Todos esses detalhes fazem com que a área de contato distal esteja um pouco mais deslocada para a cervical em relação à área de contato mesial.
    Face lingual: por esta vista são observados os mesmos aspectos citados na vista vestibular.
    Faces de contato: a diferença mais significativa entre ambos os incisivos inferiores é a projeção lingual do ângulo disto-incisal. A borda incisal não está em perfeita linha reta, isto é, não corta o diâmetro vestíbulo-lingual em ângulos retos. Ao contrário, ela é girada disto-lingualmente, de tal forma que o ângulo disto-incisal fique em posição mais lingual que o ângulo mésio-incisal. Este detalhe pode ser mais bem observado pela vista incisal do dente. O cíngulo também acompanha essa rotação, pois sua maior proeminência fica ligeiramente distal em relação ao longo eixo do dente. A rotação da borda incisal corresponde á curvatura do arco dental.
    Raiz: comparando-se com a raiz do central, ela é mais longa, mais robusta, com sulcos mais profundos, principalmente o distal, e é geralmente desviada para a distal.

    incisivo central inferior (31 ou 41)

    é o menor e mais simétrico dente da dentição permanente humana. Seus elementos anatômicos, como sulcos e cristas, são os menos evidentes.
    Face vestibular: sua largura corresponde a dois terços da largura da mesma face do incisivo central superior. É convexa no terço cervical, mas torna-se plana nos terços médio e incisal.
    As bordas mesial e distal encontram a borda incisal em ângulos quase retos, muito pouco ou nada arredondados. As áreas de contato estão no mesmo nível, muito próximas desses ângulos. O desgaste da borda incisal provoca a inclinação desta para a mesial, isto é, há maior desgaste próximo ao ângulo mésio-incisal, numa oclusão normal. As bordas mesial e distal convergem para o colo mas não muito acentuadamente; elas tendem ao paralelismo mais do que em qualquer outro incisivo.
    Face lingual: a face lingual, levemente côncava, é menor que a vestibular em razão da convergência das faces de contato para a lingual e para a cervical. Isto lhe dá um contorno tendendo para triangular. O cíngulo é baixo e as cristas marginais são dificilmente perceptíveis. Isto faz com que a fossa lingual seja apenas uma leve depressão.
    Faces de contato: as faces mesial e distal são triangulares, ou seja, relativamente espessas no terço cervical com perda de espessura à medida que as faces vestibular e lingual convergem para a borda incisal. Esta borda está deslocada para a lingual em relação ao longo eixo do dente. Os dois terços incisais da coroa aparecem, então, inclinados para o lado lingual em relação à raiz.
    As faces mesial e distal são planas, ou quase planas, nos terços médio e cervical e convexa no terço incisal. Nelas,a linha cervical descreve uma curva bem fechada, que se estende incisalmente até um terço do comprimento da coroa e é mais fechada ainda no lado mesial.
    Por esse ângulo de observação pode-se ver o contorno arredondado da borda incisal. Após o desgaste, identifica-se uma forma de bisel(semelhante a um cinzel) na borda incisal, que se estende pela face vestibular.
    Raiz: a raiz é retilínea, sem inclinação para qualquer lado, e muito achatada mésio-distalmente. Isso a torna larga no sentido vestíbulo-lingual, com sulcos longitudinais evidentes, sendo o distal o mais profundo dos dois. Num corte transversal, a raiz mostra-se oval, com dimensão vestibular maior do que a lingual.

    incisivo lateral superior(12 ou 22)

    pela sua forma, lembra o incisivo central. No entanto, é menor em todas as dimensões, com exceção do comprimento da raiz.
    Face vestibular: por ser mais estreita que a do incisivo central, a coroa do incisivo lateral tem convexidade mais acentuada no sentido mésio-distal. As bordas mesial e distal são mais convergentes e os ângulos mésio e disto-incisal, mais arredondados, principalmente este último. Isto torna a borda incisal bem inclinada para a distal. As áreas de contato são mais distantes de incisal do que no incisivo central.
    Face lingual: tem os mesmos elementos arquitetônicos do incisivo central, porém, com cristas marginais geralmente mais salientes e ossa lingual mais profunda. O cíngulo, apesar de alto e bem formado, é mais estreito. Entre o cíngulo e a fossa lingual surge freqüentemente uma depressão em forma de fosseta, o forame cego.
    Faces de contato: são muito parecidas com as do incisivo central, mas a menor dimensão vestíbulo-lingual ao nível do terço cervical faz com que a linha cervical seja de curva mais fechada. A borda incisal coincide com o longo eixo do dente.
    Raiz: é proporcionalmente mais longa que a do central. Corresponde a uma vez e meia o comprimento da coroa. Na realidade, o comprimento da raiz se equivale em ambos os dentes. Comparando ainda com a raiz do incisivo central, ela é mais afilada, mais achatada no sentido mésio-distal e seu terço apical é mais desviado para a distal

    incisivo central superior(11 ou 21)

    dente absolutamente indispensável na estetica facial e o mais importante na articulação das palavras para a emissão de sons línguo e lábio- dentais.
    Como todos os incisivos, tem forma de cunha ou de chave de fenda, para cortar alimentos. Sua face vestibular apresenta dois sulcos rasos de disposição cérvico-incisal, conseqüência da fusão dos lobos de desenvolvimento. Como nos demais incisivos recém-erupcionados, ele exibe borda incisal serrilhada, pela presença de três mamelões, os quais são pequenas eminências que, à semelhança dos sulcos vestibulares,constituem vestígios da separação dos lobos de desenvolvimento. Depois que os incisivos completam a erupção e adquirem uma posição funcional, o uso e a atrição provocam o gradual desaparecimento dessas saliências.
    Face vestibular: vista por esta face, a coroa é estreita no terço cervical e larga no terço incisal. Isso significa que as bordas mesial e distal convergem na direção cervical. Mas a borda mesial é mais retilínea e continua em linha com a superfície mesial da raiz. A borda distal é mais convexa, mais inclinada, e ao encontrar a superfície distal da raiz o faz em ângulo.
    Na borda incisal, o ângulo mésio-incisal é mais agudo do que o ângulo disto-incisal, que é mais obtuso ou arredondado. Se o mésio-incisal for um pouco arredondado, o disto-incisal será mais ainda. O desgaste excessivo faz desaparecer o arredondamento dos ângulos.
    Por causa da inclinação da face distal e do arredondamento do ângulo disto-incisal, a área de contato distal situa-se mais cervicalmente( entre os terços médio e incisal) do que a área de contato mesial, que se situa bem próximo ao ângulo mésio-incisal.
    Face lingual: é mais estreita do que a precedente em virtude da convergência das faces mesial e distal para a lingual. Seu terço cervical mostra uma saliência arredondada bem desenvolvida chamada cíngulo. Em seus terços médio e incisal observa-se uma depressão- a fossa lingual - de profundidade variável, dependendo das elevações que a circundam. Limitando a fossa lingual, as cristas marginais mesial e distal também variam em proeminência em diferentes dentes. As cristas marginais são espessas próximo ao cíngulo e vão perdendo espessuras à medida que se aproximam dos ângulos incisais. Com isso, a fossa lingual vai perdendo profundidade ao se aproximar da borda incisal.
    O cíngulo tem, às vezes, uma extensão que invade a fossa lingual. Sulcos, fossetas ou forame cego não são comuns nesta face do dente.
    Faces de contato: as vistas mesial e distal deste dente ilustram o seu aspecto de cunha. As faces vestibular e lingual convergem acentuadamente na direção incisal. Ambas as faces têm uma inclinação lingual, de modo que a bordo incisal e o ápice da raiz ficam centrados no eixo longitudinal do dente. Como em todos os incisivos, sua face vestibular é convexa, porém, os terços médio e incisal são planos.
    Por este ângulo de observação pode-se ver o bisel da borda incisal, que avança pela face lingual, quando há desgaste.
    O diâmetro vestíbulo-lingual é grande no terço cervical, diminuindo1mm ou menos junto à linha cervical.
    Raiz: tem forma grosseiramente cônica, mas, na realidade, sua secção transversal é triangular com ângulos arredondados, porque é mais larga na vestibular do que na lingual. Corresponde a uma vez e um quarto do comprimento da coroa. O ápice costuma ser rombo e não se desvia muito para a distal.

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