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domingo, 13 de dezembro de 2015

COROAS PROVISÓRIAS

Qualquer tipo de tratamento protético de um ou mais elementos exige a confecção das restaurações provisórias, que podem facilitar a confecção da prótese definitiva e, consequentemente, levá-la ao sucesso. O termo "provisória", para muitos, pode significar apenas que a prótese provisória tem a função, somente, de substituir a quantidade desgastada do dente preparado até a cimentação da prótese definitiva. Aqueles que assim pensam, provavelmente, não devem estar satisfeitos com a qualidade dos seus trabalhos. Por que o sucesso da prótese definitiva está relacionado diretamente à qualidade das restaurações provisórias?

Desde sua confecção até a cimentação da prótese definitiva, o tempo despendido clinicamente com as restaurações provisórias é muito grande: confecção, cimentação, remoção, limpeza, fraturas de margens e pônticos com necessidade de reembasamento e reparação. Provavelmente, esse tempo deve estar por volta de 50%. Se isto for verdade, então algumas reflexões devem ser feitas:
a) Se "perdemos" todo esse tempo com as restaurações provisórias e, considerando que o tempo clínico é extremamente valioso, por que não usá-lo em favorecimento da prótese definitiva?
b) Se a restauração provisória faz parte do tratamento protético, por que não confeccioná-la de tal modo a dirimir todas as dúvidas que, normalmente, surgem durante o tratamento como,determinação da forma, contorno, oclusão, dimensão vertical e estética da prótese definitiva?
da prótese definitiva?
c) Em função das características dos dentes retentores, podem surgir dúvidas no planejamento inicial mente idealizado, em função da qualidade e quantidade do periodonto de inserção, do número e do posicionamento dos dentes pilares. Assim, por que não usar as restaurações provisórias como elementos de diagnóstico?
d) Outro aspecto muito importante está na conscientização do paciente da importância da higiene oral no sucesso da prótese. Por que não usar esta fase como treinamento para motivar o paciente em relação à sua higiene oral?

É obvio que as restaurações provisórias apresentam ou trazem algumas desvantagens, principalmente se permanecerem por um longo período na boca. Podem ocorrer fraturas que se tornam frequentes quanto maior for o tempo de permanência na boca; resposta periodontal desfavorável em função da característica superficial do material que favorece a instalação da placa e, como consequência, inflamação gengival e/ou instalação de cárie. Outra desvantagem está relacionada à participação efetiva que essas restaurações provisórias têm no orçamento da prótese. Porém, em hipótese alguma, alguém deve pensar em abolir esse procedimento com o intuito de diminuir o custo final da prótese. Embora seja possível dar ao paciente um planejamento protético inicial e uma ideia de custo final, somente após o tratamento periodontal é que se pode definir com exatidão quais dentes serão pilares, que prótese será executada e qual o custo final. Até então deve-se estabelecer um orçamento inicial que inclui, se necessário, montagem dos modelos em ASA e enceramento diagnóstico, remoção das próteses antigas e núcleos intrarradiculares, tratamento ou retratamento endodôntico, confecção de novos núcleos e coroas provisórias, combinado ou não à prótese parcial removível provisória. Novo orçamento das próteses definitivas será realizado após o tratamento cirúrgico periodontal. Finalmente, a instalação da prótese provisória na boca do paciente cria um compromisso entre este e o profissional, que pode favorecer a realização do tratamento e tornar essa parceria mais positiva. É esta a fase que começa a dar forma ao tratamento definitivo, a atender às expectativas do paciente e a ajudar o profissional a conseguir um ótimo produto final. Isto é o que se denomina de tratamento personalizado. Por outro lado, se este compromisso é quebrado devido à alterações inadequadas na função, na fonética ou na estética, pode ocorrer uma desarmonia no relacionamento entre profissional e paciente, que pode também trazer consequências negativas ao trabalho definitivo.

Coroas provisórias que se deslocam com facilidade e frequentemente, nas situações mais inconvenientes; desajustes ou fraturas marginais que provocam sensibilidade devido as variações térmicas, inflamação gengival e sangramento localizado ("nem escovo ou passo fio porque sangra"); contatos proximais insuficientes ou inadequados, que possibilitam impacção alimentar; formas anatómicas que deixam a desejar, mais comumente o sobrecontorno; dentes estéticos, principalmente os anteriores, que não preenchem essa finalidade; cor que não é compatível com os dentes vizinhos ou antagónicos, com certeza não são elementos que possam contribuir para o sucesso do tratamento ou relacionamento cirurgião-dentista/paciente. Portanto, a conscientização do profissional da importância do papel da restauração provisória é um indicador seguro do sucesso da prótese definitiva.

CARACTERÍSTICAS DAS RESTAURAÇÕES PROVISÓRIAS
Entre as características que as coroas provisórias devem apresentar com o objetivo de atingir o sucesso, pode-se comentar:
PROTEÇÃO PULPAR Após o preparo ter sido realizado, é imperativo que a quantidade de desgaste esteja em acordo com as necessidades estéticas e mecânicas da prótese planejada, para que a prótese provisória possa ter a capacidade, juntamente com o agente cimentante, de auxiliar na recuperação do órgão pulpar. Para isso, e previamente à confecção da prótese provisória, a superfície do dente preparado deve ser limpa com algum tipo de detergente específico para este fim e, em seguida, envolvida com algodão embebido em solução de água de cal (Hidróxido de CálcioPA) que, por apresentar ação bactericida e bacteriostá- tica, tem a capacidade de agir como vedador dos tú- bulos dentinários pela iniciação do processo de mineralização dos mesmos. Em seguida, protege-se a superfície preparada com duas camadas de verniz à base de copal, que vão atuar como isolante, impedindo assim o contato direto da superfície dentinária com o monômero da resina, que é altamente irritante ao órgão pulpar. Essas camadas de verniz serão naturalmente removidas com a confecção das restaurações provisórias não impedindo, deste modo, a ação do cimento provisório, junto ao órgão pulpar.

Outro aspecto também irritante à polpa é o calor gerado durante a reação de polimerização da resina. Nunca se deve esquecer de manter toda a área envolvida sob irrigação abundante, para eliminar o efeito nocivo de tal reação. A adaptação da prótese provisória é outro fator importante na recuperação e proteção do órgão pulpar. A falta de adaptação da coroa provisória leva à infiltração marginal, e como os cimentos provisórios apresentam alto grau de solubilidade, maior será a infiltração. Consequentemente, o dente poderá apresentar hipersensibilidade, cárie e inflamação pulpar, comprometendo assim a capacidade regenerativa da polpa e causando desconforto ao paciente. A hipersensibilidade dentinária pode ocorrer mesmo tomando os cuidados acima mencionados. O tratamento endodôntico, nesses casos, só estará indicado após todas as possibilidades existentes, para eliminar ou diminuir este tipo de processo, terem sido esgotadas, como a averiguação da adaptação marginal, análise da oclusão, de hábitos parafuncionais e alimentares (dieta ácida, frutas, refrigerantes), do tipo de cimento empregado e até tentativas de tratamento de dessensibilização, com produtos específicos como, por exemplo, oxalato de potássio.

PROTEÇÃO PERIODONTAL Em relação ao tecido periodontal as próteses provisórias têm a função primária de preservar a saúde periodontal, para aqueles casos onde o tecido gengival está saudável, auxiliar no tratamento e na recuperação do tecido gengival alterado e, finalmente, na manutenção da saúde do periodonto tratado. Em todas essas situações, as restaurações provisórias devem apresentar características para manter a homeostasia da área.

 ADAPTAÇÃO CERVICAL
A adaptação correta da coroa provisória mantém a arquitetura normal do tecido gengival, evitando-se sua proliferação sobre o dente preparado e, consequentemente, instalação do processo inflamatório.

CONTORNO 
O contorno da prótese é influenciado por alguns fatores: estética, fonética, posição do dente no arco, forma da raiz, forma do rebordo alveolar e qualidade do tecido gengival.
Dois aspectos são diretamente dependentes do contorno correto da prótese provisória: perfil de emergência e forma e extensão da ameia interproximal. Não se pode chegar a uma estética desejável, sem uma avaliação correta desses aspectos que devem ser determinados durante a fase das restaurações provisórias, acrescentando-se ou removendo-se resina e avaliando-se o espaço correto para higienização da área. A qualidade do tecido gengival também depende do contorno correto da prótese. Não existe estética sem saúde gengival!

Excesso de contorno nessa região pode promover ulceração no epitélio sulcular, recessão gengival, inflamação marginal e, consequentemente, dificuldade no controle dos procedimentos subsequentes. O objetivo do perfil de emergência é propiciar um posicionamento harmónico do tecido gengival sobre as paredes da restauração. O contorno gengival deve ser determinado tanto em nível sub quanto supragengival. No nível subgengival, o contorno da restauração deve apresentar-se com uma forma plana (perfil de emergência plano) para harmonizar-se com a superfície também plana da raiz. Para isso, o nível gengival da coroa deve ser delineado com grafite em toda sua extensão, e toda superfície que se estende dessa marca até o término cervical, deve ser aplainada.
O contorno supragengival depende da posição do dente, extensão da coroa no sentido gengivo-incisal/ oclusal, forma do osso e do tecido gengival, fonética e estética. Esses fatores devem ser determinados ainda na fase de prótese provisória como descrito anteriormente, buscando preencher as necessidades estéticas individuais do paciente. Esta é uma excelente maneira de atender às suas expectativas estéticas. O perfil de emergência pode se estender além do contorno da gengiva marginal livre, dependendo do tamanho da coroa no sentido gengivo-oclusal/incisal. Coroas longas, decorrentes de recessão gengival acentuada e/ou realização de tratamento periodontal, devem apresentar um contorno com forma plana mais estendido para coronal, para propiciar uma transição gradual entre sua porção radicular e coronal (contorno de deflexão dupla).  O efeito estético nesses casos é muito interessante, pois cria-se uma ilusão de ótica onde o dente com coroa clínica longa vai "parecer" diminuído.

Existe uma relação direta entre contorno e integridade do tecido gengival. Com o sobrecontorno há maior facilidade de acúmulo de placa pela dificuldade de higienização e, como consequência, inflamação, sangramento, dor e desconforto. Já, o subcontorno pode causar alterações gengivais devido ao trauma mecânico causado pela escova dental ou alimentos fibrosos, provocando ulceração, recessão, perda de tonicidade do tecido gengival pela falta de apoio correto sobre as paredes da coroa. De maneira geral, porém, o sobrecontorno é mais danoso para os tecidos periodontais do que o subcontorno. E óbvio que a reação do tecido gengival frente a essas duas situações pode ter respostas diferentes, dependendo da característica do mesmo como, por exemplo, ser mais ou menos fibroso.


CONFECÇÃO DO NÚCLEO

Para a confecção do núcleo podem ser empregadas duas técnicas: a direta, na qual o conduto é moldado e a parte coronária esculpida diretamente na boca, e a indireta, que exige moldagem dos condutos e porção coronária remanescente com elastômero, obtendo-se um modelo sobre o qual os núcleos são esculpidos no laboratório. Esta técnica é indicada quando há necessidade de se confeccionar núcleos para vários dentes ou para dentes com raízes divergentes.

TÉCNICA DIRETA - DENTE UNIRRADICULAR
a) Prepara-se um bastão de resina acrílica que se adapta ao diâmetro e comprimento do conduto preparado e que se estenda lcm além da coroa remanescente . É indispensável que o bastão atinja a porção apical do conduto preparado e que haja espaço entre ele e as paredes axiais, para facilitar a moldagem do conduto com resina Duralay.
b) Lubrifica-se o conduto e porção coronária usando-se uma broca de Peeso ou similar, envolvida com algodão.
c) Molda-se o conduto, levando-se a resina preparada com sonda, Hollenback, pincel ou seringa tipo Centrix no seu interior e envolvendo o bastão que é introduzido no mesmo, verificando se atingiu toda sua extensão. O material em excesso é acomodado no bastão para confeccionar a porção coronária do núcleo. Para dentes com dois condutos e estando paralelos, faz-se a moldagem individual dos condutos e após a polimerização da resina são unidos na região da câmara pulpar. Durante a polimerização da resina, o bastão deve ser removido e novamente introduzido várias vezes no conduto, para se evitar que o núcleo fique retido pela presença de retenções deixadas durante o preparo do conduto. Após a polimerização da resina, verifica-se a fidelidade do pino moldado. Corta-se o bastão no nível oclusal ou incisai e procede-se ao preparo da porção coronária, utilizando-se brocas e discos de lixa, seguindo-se o princípios de preparo descritos anteriormente, seja para receber uma coroa total mista ou de porcelana pura (Fig. 5.5G). A parte coronária do núcleo deve apenas complementar a estrutura dentária perdida, dando-lhe forma e características de um dente preparado.
d) A liga metálica a ser utilizada na fundição deve apresentar resistência suficiente para não deformar-se sob ação das forças mastigatórias. As ligas de metais não nobres são as mais utilizadas, em especial as ligas à base de cobre-alumínio, em razão de seu baixo custo. Ligas nobres ou semi-nobres, como as de ouro tipo III e IV e à base de prata-paládio também podem ser empregadas.
e) A adaptação do núcleo no interior do conduto deve ser passiva e este procedimento é facilitado em pregando-se evidenciadores de contato no núcleo. Após a adaptação, a porção radicular do núcleo deve ser jateada com óxido de alumínio.
f) Previamente à cimentação o conduto deve ser limpo com álcool absoluto ou líquidos próprios para esse fim, como Cavidry e seco completamente. Tal como ocorre com a cimentação de coroas totais, como está comentado no capítulo de cimentação, deve-se levar com pincel uma pequena quantidade de cimento em volta do núcleo para reduzir a pres são hidrostática. A cimentação pode ser realizada com cimentos de fosfato de zinco ou ionômero de vidro. 

TÉCNICA DIRETA - DENTE MULTIRRADICULAR

E possível também confeccionar núcleos em dentes com raízes divergentes pela técnica direta, seja moldando os condutos com resina ou empregando sistemas pré-fabricado.

MOLDANDO OS CONDUTOS COM RESINA
Uma outra maneira para obter núcleos pela técnica direta em dentes com condutos divergentes, é confeccionar inicialmente o pino do canal de maior volume que irá transpassar a porção coronária do núcleo.

 TÉCNICA INDIRETA

O preparo da coroa remanescente e dos condutos seguem os mesmos princípios anteriormente descritos, buscando-se a preservação máxima da estrutura dentária. Com o objetivo de se conseguir um molde preciso e fiel, adapta-se em cada conduto um fio ortodôntico ou clipe de papel, com comprimento um pouco maior que o do conduto e com uma ligeira folga em toda a sua volta, em relação as paredes do conduto. Os fios devem apresentar em sua extremidade voltada para oclusal, um sistema de retenção que pode ser confeccionado com godiva de baixa fusão. O material de moldagem deve ser proporcionado e manipulado seguindo orientação do fabricante e para levá-lo aos condutos, utiliza-se uma broca lentulo manualmente ou acoplada em contra-ângulo, girando o motor em baixa rotação. Os fios metá- licos são envolvidos também com o material e colocados nos seus respectivos condutos e em seguida, com um seringa apropriada faz-se a moldagem da coroa preparada, envolvendo totalmente os fios metálicos que estão em posição. Qualquer elastômero pode ser empregado para a moldagem dos condutos desde que forneça ao técnico de laboratório um modelo preciso e confiável para obtenção de núcleos divididos ou múltiplos, reduzindo o tempo clínico necessário para sua confecção.

Para a confecção do modelo de trabalho, vaza-se o molde com gesso tipo IV. Os modelos devem ser montados em articulador para permitir que a porção coronária do núcleo seja esculpida, mantendo as seguintes relações corretas com os dentes antagonistas: forma de inclinação das paredes, espaço oclusal/incisal e relação de paralelismo com os demais dentes pilares.

CONFECÇÃO DO NÚCLEO

Como os condutos são divergentes, o núcleo deve ser confeccionado em 2 etapas, iniciando-se pelos vestibulares. A moldagem dos condutos e reconstrução da parte coronária são feitas pelo método descrito anteriormente, mantendo a face interna da primeira parte do núcleo paralela ao longo eixo do conduto da 2a parte do núcleo. Para o encaixe das duas partes do núcleo, vários sistemas podem ser utilizados, tais como sulcos, caixas ou encaixes. Uma vez fundida, a primeira parte do núcleo, é adaptada no modelo de trabalho é dado acabamento na face que irá entrar em contato com a outra parte do núcleo. Em seguida, confecciona-se a 2a parte que, após fundida e adaptada no modelo, é ajustada no dente. A cimentação é realizada inicialmente com a introdução da primeira parte do núcleo, portadora da porção fêmea do encaixe de semi-precisão, seguida da segunda parte, com a porção macho, preenchendo-se espaços entre elas com o cimento.

REMOÇÃO DO MATERIAL OBTURADOR E PREPARO DO(S) CONDUTO(S)

A remoção do material obturador deve ser iniciado com pontas Rhein aquecidas até atingir o comprimento pré-estabelecido. Como nem sempre é possível com este instrumento retirar a quantidade desejada do material obturado, utiliza-se para esse fim as brocas de Peeso, Gates ou Largo de diâmetro apropriado ao do conduto, acoplado de um guia de penetração. Durante a utilização da broca, deve-se tomar muito cuidado em acompanhar a extensão do conduto, procurando sempre visualizar o material obturador, para não correr-se o risco de trepanar a raiz. Na presença de retenções acentuadas no interior do conduto (por exemplo, devido à remoção de pinos mal direcionados, abertura coronária incorreta ou cárie) pode ser àesaconse\háve\ remover toda a dentina necessária para sua eliminação para não enfraquecer a raiz; recomenda-se, nesses caso, o preenchimento da área retentiva com cimento ionomérico, previamenteà moldagem do conduto. O material obturador deve ser retirado até essa extensão, sempre considerando que um mínimo de 4mm de material obturador deve ser deixado no ápice do conduto para garantir um selamento efetivo nessa região. Para dentes multirradiculares com condutos paralelos, não é necessário que o preparo dos condutos apresente o mesmo comprimento. Somente o de maior diâmetro é levado à sua extensão máxima, como por exemplo aos 2 /3, e o outro apenas até a metade do comprimento total da raiz - coroa remanescente. Como os condutos são paralelos, pode-se ter o núcleo com os 2 pinos unidos pela base, que se comportam como dispositivos anti-rotacionais; assim não é necessário o alargamento e ovalamento dos condutos, buscando-se atingir o diâmetro mínimo (lmm) para que a liga metálica mantenha suas características de resistência, evitando assim desgaste desnecessário de dentina. Dentes como os pré-molares superiores, que podem apresentar divergência das raízes, devem ter seu conduto mais volumoso preparado na extensão convencional (2 /3) e o outro preparado parcialmente apenas com o objetivo de conferir estabilidade, funcionando como dispositivo anti-rotacional. Os dentes multirradiculares superiores com condutos divergentes e que apresentam remanescente coronário, prepara-se o conduto palatino até 2 /3 da sua extensão, e um dos vestibulares até sua metade (o mais volumoso deles) e o outro terá apenas parte de sua embocadura preparada, constituindo metade do núcleo que se encaixará na metade palatina através de sistemas de encaixes, como será mostrado posteriormente. Somente na ausência total de remanescentecoronário, deve-se preparar os 3 condutos divergentes. Consequentemente, o núcleo resultante deverá ser confeccionado em 3 partes distintas. Os molares inferiores geralmente apresentam sua raiz mesial com condutos paralelos ou ligeiramente divergentes e raramente exigem divisão do núcleo em mais que 2 segmentos, pois podem ser tornados paralelos através do preparo.

Preparo do conduto

Existem 4 fatores que devem ser analisados para propiciar retenção adequada ao núcleo intra-radicular: comprimento, inclinação das paredes, diâmetro e características superficial.

Comprimento: A literatura é vasta em relação ao comprimento do núcleo intrar-radicular: deve ser igual ou maior que da coroa clínica, dois terços do comprimento da raiz, 3 /4, etc. Entretanto, como regra geral, o comprimento do pino intra-radicular deve atingir 2 /3 do comprimento total do remanescente dental, embora o meio mais seguro, principalmente naqueles dentes que tenham sofrido perda óssea, é ter o pino no comprimento equivalente à metade do suporte ósseo da raiz envolvida. O comprimento adequado do pino no interior da raiz proporciona uma distribuição mais uniforme das forças oclusais ao longo de toda superfície radicular, diminuindo a possibilidade de ocorrer concentração de estresse em determinadas áreas e, consequentemente, fratura. Comprimento correto do núcleo no interior da raiz é sinônimo de longevidade da prótese. O comprimento do pino deve ser analisado e determinado por uma radiografia periapical após o preparo da porção coronária e levando-se em consideração a quantidade mínima de 4 mm de material obturador que deve ser deixado na região apical do conduto radicular para garantir um vedamento efetivo nessa região.
Nos casos de tratamento endodôntico parcial, nos quais o material obturador não atingiu o nível desejado, deve-se considerar dois aspectos o tempo de tratamento e a presença de lesão periapical. Na presença desta, indica se sempre o retratamento do conduto, dada a sua deficiência que pode estar contribuindo para a evolução da lesão; na sua ausência, deve-se considerar o tempo de tratamento. Se realizado há pelo menos 5 anos procede-se à execução do núcleo, mantendo-se o remanescente do material obturador como comentado anteriormente. Se a porção preparada do conduto não for considerada adequada para estabelecer o comprimento do núcleo, indica-se o retratamento do canal, independente do tempo e da ausência de lesão. Em dentes cujos canais foram obturados com cone de prata, recomenda-se o retratamento para que possam receber núcleos fundidos, mantendo com segurança o selamento apical.

Inclinação das paredes do conduto: Os núcleos intra-radiculares com paredes inclinadas, além de apresentarem menor retenção que os de paredes paralelas também desenvolvem grande concentração de esforços em suas paredes circundantes, podendo gerar um efeito de cunha e, consequentemente, desenvolver fraturas em sua volta. Em vista disso, quando do preparo do conduto, especial atenção deve ser tomada com a inclinação das paredes. Busca-se seguir a própria inclinação do conduto, que foi alargada pelo tratamento endodôntico, e que terá seu desgaste aumentado principalmente na porção apical para a colocação do núcleo intraradicular, até que se tenha comprimento e diâmetro adequados. Em algumas situações, devido ao tipo de abertura realizada durante o tratamento endodôntico, presença de cáries ou remoção de pinos anteriormente colocados, o contudo pode ter suas paredes muito inclinadas e para compensar esta deficiência, o profissional deve lançar mão de meios alternativos, como aumentar o comprimento do pino intra-radicular para se conseguir alguma forma de paralelismo nas paredes próximas à região apical, e/ou aproveitar ao máximo a porção coronal remanescente, que irá auxiliar na retenção e minimizar a distribuição de esforços na raiz do dente. Em casos extremos de destruição, quando o conduto está muito alargado e, consequentente as paredes da raiz estão muito finas e o dente é estrategicamente importante no planejamento da prótese, pode-se utilizar os núcleos estojados para proteger a raiz. Este tipo de núcleo busca retenção intra-radicular e, ao mesmo tempo, protege as paredes delgadas do remanescente radicular, através do biselamento das paredes da raiz. Assim, essas paredes serão protegidas com o metal com o qual é confeccionado o núcleo. A porção coronária deve prover espaço adequado para o tipo de coroa indicado, sendo que a adaptação desta ocorrerá na região cervical do núcleo metálico.

Diâmetro do pino: O diâmetro da porção intraradicular do núcleo metálico é importante na retenção da restauração e na sua habilidade para resistir aos esforços transmitidos durante a função mastigatória. E claro que, quanto maior o diâmetro do pino, maior será a sua retenção e resistência porém, deve ser considerado também o possível enfraquecimento da raiz remanescente. Em vista disto, tem sido sugerido que o diâmetro do pino deve apresentar até 7 do diâmetro total da raiz e que a espessura de dentina deve ser maior na face vestibular dos dentes anteriores superiores devido a incidência de força ser maior neste sentido. Clinicamente, o diâmetro do pino deve ser determinado comparando-se através de um radiografia, o diâmetro da broca com o do conduto. Cuidado especial deve ser tomado na região do terço apical onde a largura mésio-distal é a porção mais estreita da raiz. Para que o metal utilizado apresente resistência satisfatória, é indispensável que tenha pelo menos lmm de diâmetro na sua extremidade apical.

Característica superficial do pino intra-radicular: Para aumentar a retenção de núcleos fundidos que apresentam superfícies lisas, estas podem ser tornadas irregulares ou rugosas antes da cimentação usando-se brocas ou, jateadas com óxido de alumínio.


Conectores:



São barras metálicas rígidas que unem bilateralmente os retentores e a sela entre si.
Dividem-se em dois grupos: Conectores maiores e menores.

Conectores maiores
Palatinos:

            São constituídos por uma barra metálica rígida que une através dos conectores menores, os retentores e a sela bilateralmente. Nas próteses inferiores é chamado de barra lingual e nas superiores de barra palatina.

Os tipos mais usados são:

Barras palatinas anterior e posterior ou dupla:

            Proporciona união bilateral perfeitamente rígida e maior comodidade de uso, devido a região central ser livre.
Conformação:

            A barra palatina deve ter distância de 5 a 6 mm dos dentes naturais e largura de 6 a 7 mm para dar condições de rigidez. A barra palatina posterior usada em casos de Classe I deve coincidir com o limite da área chapeavel e em casos de Classe II, no lado de extremidade livre, esse bordo coincide com o limite da área chapeavel e deve direcionar-se a medida que caminha para o lado dentado em direção ao retentor indireto localizado mais posteriormente.
Para as Classes III e IV, o bordo posterior não coincide com o limite chapeavel posterior (limite entre o palato duro e mole). Situa-se anteriormente a esse limite unindo os dois retentores mais posteriores entre si, com largura de 7 a 9 mm. As barras palatinas laterais ou auxiliares, unem-se as barras posteriores e anteriores, devendo situar-se distante da gengiva dos dentes remanescentes e apresentar largura entre 5 a 6 mm para conferir resistência.

Indicação:

            Em casos de Classe I e II com dentes normalmente
implantados e o rebordo residual for pouco reabsorvido.
            Em casos de Classe III, com espaço protético
amplo e que apresentem outro espaço protético modificador  e posterior, situado no lado oposto da arcada dental.
Em casos de Classe IV, onde haja necessidade de
instituir total rigidez para o conector maior em sua região posterior. Para casos em que haja tônus palatino que não se estendem até o limite da área chapeavel.

Barras palatinas em “U”:

            É constituído por uma barra superior e duas laterais. Para que seja perfeitamente rígida, suas barras devem apresentar largura constante de 10 a 12 mm. Apesar de ser mais largo, esse tipo de conector é menos rígido por não apresentar a barra posterior
a – Barra palatina anterior /  b – Barras palatinas laterais. / c – Tônus palatino    / d – Largura das barras entre 10/12 mm.

Indicação:

Principal:

            Relacionada com a presença de tórus palatina avantajados, em condições de ser eliminada cirurgicamente. Apenas direcionada para os pacientes de Classe III e IV. Excepcionalmente para os casos de Classe I e II.

Barras palatinas única:

            Dispõe-se bilateralmente. Apresenta-se achatada, amoldando-se perfeitamente aos detalhes anatômicos com os quais se relacionam. Seus bordossão perfeitamente ajustados ao tecido fibro-mucoso e sua região central se apresenta ligeiramente aliviada deste tecido. Há necessidade de que tenham largura mínima de 15 mm.
Indicação:

            Casos de Classe III, quando o espaço protético for pouco extenso, com reabsorção
óssea reduzida e dentes perfeitamente implantados.
É também indicada para pacientes com fissuras
palatinas, objetivando aumentar a resistência e a rigidez e proporcionar o vedamento dessa comunicação.

Conector maior superior em forma de placa:

Possui o contorno anterior idêntico ao da  barra dupla. Os limites bordejantes posteriores e vestibular são idênticos em forma e função aos das próteses totais. São confeccionados totalmente em metal ou em metal e acrílico. A gengiva dos dentes remanescentes devem ser aliviadas. Quando confeccionadas em metal, deve ser achatada e fina estendendo-se por toda área chapeavel, amoldando-se aos detalhes anatômicos e quando confeccionadas em metal e acrílico, devem apresentar uma barra metálica anterior com retenções em seu bordo posterior, para fixação da placa acrílica.

Indicação:

            Em casos de extremidade livre bilateral
superior, com dentes pilares pobremente implantados.

Conectores Maiores Mandibulares:

Possuem características diferentes das apresentadas para os conectores maiores palatinos, devido às características anátomo-histológicas da região lingual da mandíbula. Eles devem se re
 apenas com as vertentes linguais da mandíbula. Todas as inserções musculares, principalmente a do freio lingual, devem ser contornadas. O tecido mucoso mostra-se fino, não aderente, sensível à compressão, traumatizando-se com relativa facilidade. A tábua óssea se compromete também facilmente, devido à sua espessura.
Barra Lingual:É o tipo mais usado. Não apresenta contato com os dentes remanescentes, predispondo esses elementos à incidência de processos cariogênicos e de forças laterais.

Conformação:
Cruza a região mandibular bilateralmente, sua largura é de cerca de 5 a 7 mm. Seu bordo inferior deve estar situado na altura do assoalho da boca, o superior deve distar cerca de 4 mm da gengiva de modo a liberar esse tecido de qualquer ação compressiva.
A secção transversal da barra apresenta-se piriformemente, de modo que sua região mais volumosa volte-se para baixo, determinando maior rigidez sem se tornar incomoda ao paciente.
Indicação:

Sempre que a área chapeavel lingual, nas regiões dentadas apresentar largura condizente, cerca de 8 a 10 mm.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Perguntas de Prótese

1) Durante a avaliação clínica do paciente DCF, 68 anos, observou-se no exame intra-oral: a ausência dos elementos dentários 31,32, 46 e 45. Marque a alternativa correta. De acordo com as alternativas abaixo. Qual a classificação da PPR?
A) Classe I
B) Classe II modificação I
C) Classe IV modificação I
D) Classe III modificação I
E) Classe IV modificação II

2) Na confecção de próteses parciais fixas, são consideradas vantagens da TÉCNICA DIRETA para confecção de coroas provisórias. Assinale a alternativa incorreta abaixo:
A) Permitem a fácil modificação dos contornos, das formas e da cor, principalmente dos dentes anteriores, onde os requisitos cosméticos requerem alterações com mais frequência.
B) Estabelecem as relações oclusais de forma satisfatória.
C) São passíveis de provocar dano pulpar pela exotermia da polimerização.
D) São elaboradas em um tempo clínico relativamente rápido.
E) Possibilitam estabelecimento de contornos e pontos de contato proximais

3) Durante a confecção de núcleos metálicos fundidos, considerando o preparo do remanescente coronal e do canal radicular tratado endodonticamente, assinale a alternativa correta: I. O ideal é que o pino apresente um diâmetro correspondente a 1/3 do diâmetro total da raiz; II. Após o preparo do canal radicular, devem restar, no mínimo, 2,0 mm de material obturador apical para evitar a contaminação bacteriana do periápice. III. A forma do canal radicular para núcleo metálico fundido deve respeitar a morfologia do canal, onde o preparo das suas paredes laterais consiste em discreta ampliação e alisamento, resultando uma forma cônica, divergindo discretamente para cervical.
A) I e III corretas.
B) Apenas I correta.
C) Apenas II correta.
D) I e II corretas.
E) I, II e III corretas. 

4)  Durante a moldagem em prótese parcial fixa, um espaço físico entre o dente e a margem gengival precisa ser criado para o escoamento do material de moldagem. Na utilização do casquete, esse afastamento da gengiva marginal do dente é obtido da seguinte maneira:
A) Afastamento gengival químico.
B) Afastamento gengival mecânico.
C) Afastamento gengival químico-mecânico.
D) Afastamento gengival cirúrgico.
E) Remoção tecidual com instrumentos rotatórios.

 5)De acordo com o esquema abaixo, pergunta-se: quais os possíveis grampos utilizados nos elementos 13 – 23 e 17-27   

A) grampo circunferencial simples e grampo MDL modificado
B) grampo circunferencial simples e grampo em T de roach
C) grampo em T de roach e grampo geminado
D) grampo MDL modificado e grampo circunferencial simples
E) grampo MDL modificado e grampo geminado

6) Mediante o esquema abaixo, pergunta-se. Qual a classificação de Kennedy  e onde se localizam os apoios diretos? 

A) Classe II, mesial do 14 e 24
B) Classe III, distal do 14 e 24
C) Classe I, mesial do 14 e 24
D) Classe I, distal do 14 e 24
E) Classe II, distal do 14 e 24

7) Analisando os princípios biomecânicos empregados na PPF podemos afirmar que: I - A retenção impede o deslocamento axial da restauração quando submetida às forças de tração; II - A resistência previne o deslocamento da restauração quando submetido forças oblíquas, que podem provocar a rotação da restauração; III - Quanto maior a altura das paredes, maior será a área de resistência do preparo que irá impedir o deslocamento da prótese quando submetida às forças laterais; IV - O calor gerado durante a técnica do preparo, qualidade das brocas, refrigeração da alta rotação, e higiene oral são fatores diretamente relacionados a preservação da saúde pulpar. São verdadeiras
A) I e II
B) Somente I
C) Todas
D) I, II e III
E) I e IV  
8) A diferença entre a dimensão vertical de repouso (DVR) e a dimensão vertical de oclusão (DVO) corresponde ao:
A) espaço funcional livre.
B) espaço de Fisher.
C) espaço de Christensen.
D) espaço protético.
E) Nenhuma das alternativas anteriores

Deixe memorias agradáveis sobreviverem em tempos de tristeza.

Moldagem de Transferência

A moldagem de transferência é um passo importante realizado para compensar a perda de referência do contato proximal com os dentes vizinhos,  provocada pela troquelização do modelo de trabalho. Um novo modelo de trabalho realizado com os copings em posição possibilita que a porcelana seja aplicada ao coping e o contato proximal e oclusal seja estabelecido de forma mais precisa.
A cimentação dos copings é um procedimento que evita que o coping se movimente pela pressão exercida pelo material de moldagem. Ela deve ser feita com cimento provisório colocado somente em uma das faces do coping. Assim podemos remove-lo com facilidade sem correr o risco de fratura das margens mais delicadas do coping.
O registro da oclusão com resina acrílica permite que a oclusão seja estabelecida de forma mais precisa diminuindo a quantidade de ajuste da porcelana que será aplicada no coping.
Devemos ter o cuidado de preencher o coping com resina acrílica, pois o gesso tem propriedades de expansão decorrente da presa final. Esta expansão poderia danificar as margens delgadas. A resina acrílica ao contrário apresenta contração de polimerização. É portanto mais apropriada para preencher o interior do coping.


https://www.youtube.com/watch?v=hDF8G_uQK2E ESTE É O LINK DE EXPLICAÇÃO PARA A MOLDAGEM DE TRANSFERENCIA NO CANAL DENTE SÁBIO

Coroa provisória

Técnicas diretas:
  1. Dentes de estoque – utiliza as facetas, que são desgastadas ate que se adaptem ao preparo, então coloca monômero e polímero em potes dappen separados, vaselina o dente preparado, coloca a faceta no preparo e vai colocando a resina acrílica utilizando a técnica de nealon, deve-se lembrar que a resina, em seu processo de polimerização, sofre uma reação exotérmica, ou seja, libera calor, por isso é importante ficar irrigando com água para evitar o aquecimento e ficar tirando a faceta para que a resina não contraia no preparo. Depois que polimeriza e retira do preparo, é feita a remoção dos excessos com as brocas. É importante que o término esteja bem definido para que ele possa ser visualizado e que seja removido apenas o excesso e nada mais.
  2. Lembrar da tríade da estética, que é forma, textura e cor, nessa ordem
  3. Acabamento e polimento – numa avaliação microscópica o polimento é muito melhor quando é feito com as pontas de borracha, deixando assim um provisório mais liso.

Sequência para a confecção rápida de coroa provisória
A sequência de imagens abaixo é para orientar colegas ainda inexperientes e estudantes, sobre umas das formas que utilizo para confeccionar rapidamente uma coroa provisória.
A coroa provisória é confeccionada em menos de 10 minutos, as vezes em menos tempo, mas claro se tudo ocorrer dentro da normalidade esperada. Sempre podem ocorrer contratempos, como uma bolhinha na face vestibular (anterior), ou no término do preparo, que irão requerer um acréscimo.
Procuro realizar eu mesmo o provisório, e com a prática já consigo fazê-lo rapidamente, mesmo tendo que confeccionar um ou mais dentes. Brevemente terei aqui um vídeo que estou pensando em fazer para demonstrar a rapidez disso, e uns macetes para agilizar a confecção, usando ou não a moldagem antes do desgaste da coroa.
As imagens estão inseridas aqui bem reduzidas para que a apresentação do post não fique desproporcional. Clique nas imagens para ampliar.

Caso clínico antes, e uma moldagem com silicona pesada, apenas.

Da moldagem da coroa, fiz um ligeiro recorte para possibilitar um pequeno local para escoamento da resina para permitir visualizar o momento da polimerização da resina. Observe que risquei a margem do preparo e o contato com os dentes proximais. As setas vermelhas indicam o recorte e o escoamento ocorrido




Sequência do desgaste, sempre da cervical para a oclusal, preservando os pontos riscados para manter a adaptação da coroa e o contato com os dentes proximais. Aliás, a falta de contato com os dentes proximais é comumente a causa de dor, pela impacção alimentar, e muitos pacientes não sabem definir bem que é esta a causa e podem confundir o profissional.



Ainda o desgaste e prova inicial da coroa provisória. Observem o risco que mantém o contato com os dentes proximais.



Registro da mordida para detectar contatos oclusais excessivos, como podemos ver na segunda imagem. Aproveito o momento do ajuste para realizar os desgastes necessários para definir se há espaço suficiente para se confeccionar a coroa definitiva com a face oclusal estética.
Início do polimento da coroa provisória, após ter realizado rapidamente a escultura da superfície oclusal. Adaptação do provisório mantida após o acabamento



Término da confecção da coroa. Comparação da vista oclusal da coroa antes e com a coroa provisória.



Vista vestibular da coroa antes e após a confecção da provisória.


fonte retirado do site http://protesedental-cassio.blogspot.com.br/2009/04/sequencia-para-confeccao-rapida-de.html

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Fundamentos de Prótese fixa

Prótese fixa é a ciência ou a arte de restaurar dentes danificados com metal fundido, metalocerâmica ou cerâmica, e de repor dentes ausentes.

E para o sucesso de uma prótese fixa, é necessária a colaboração do paciente e prevenção de outras doenças dentais, diagnóstico, seguro, tratamento periodontal habilidade cirúrgica, consideração sobre oclusão e as vezes a colo cação de próteses parciais removíveis.

É necessário conhecimento dos princípios biológicos e mecânicos, ter uma boa habilidade cirurgica para para realizar o tratamento, desenvolver o olhar clinico e  crítico para uma melhor avaliação.

Com a melhora e a evolução dos materiais odontológicos atualmente é possivel que o CD efetue trabalhos de excelente qualidade, com uma tecnologia que nao era acessível ou nem existia no passado, mas o CD precisa possuir conhecimentos sólidos sobre os fundamentos da dentística restauradora e ter as técnicas necessárias.

É reconhecido o fato de haver uma maneira correta de realizar um mesmo procedimento.   Portanto em cada faculdade e cada professor pode passar uma só técnica, devido ao curto prazo para se dominar cada técnica.

É importante estar sempre se atualizando, pois no mercado existe uma crescente de lançamentos de cimentos novos modos de preparos e novas técnicas para uso de materiais de moldagens. Entre outras coisas é sempre bom estar atualizado.

A utilidade de prótese fixa pode ir desde a restauração de apenas um dente até a reabilitação de toda a oclusão. é possível restabelecer função e estética, realizar também trabalhos de correção e sustentação a longo prazo em tratamentos de DTM, mas se o tratamento for incorreto pode  ocorrer problemas no sistema   estomatognático.

Terminologia 
Coroa : é uma restauração cimentada que reveste a superficie da coroa clinica. Deve reproduzir a morfologia e os contornos das porções coronarias. danificadas do dente enquanto desempenha suas funções. Também deve proteger  o restante da estrutura dental de lesões de furca.

Quando apenas algumas porções da coroa clínica dá-se o nome de coroa parcial.
Quando recobre toda a coroa clínica, trata-se de coroa total.


A prótese parcial fixa é a restauração parcial ou total da coroa de um dente, quando se denomina prótese fixa unitária, ou a substituição de um ou mais dentes perdidos, quando se denomina prótese parcial fixa.

Os dentes tratados endodonticamente (tratamento de canal) são normalmente mais frágeis devido a perda de estrutura dental, cáries, preparação cavitária e instrumentação do canal radicular, tornando-os mais vulneráveis a fraturas. O núcleo ou pino intracanal, como o próprio nome já diz, vai dentro da raiz do dente após realizado preparo. Ele serve para dar ancoragem e resistência à parte protética externa.
 A prótese parcial fixa fica permanentemente ligada aos dentes remanescentes, substituindo um ou mais dentes.  Esse tipo de restauração é conhecido como "ponte". 
O dente usado de inserção para esse tipo de prótese é chamado de Pilar, o dente artificial que fica suspenso entre os pilares chama-se Pôntico. 

Diagnóstico 

é preciso examinar os tecidos duros e moles , essas informações devem ser relacionadas com a saúde geral do paciente, e depois de obter as informações necessárias, é que se formula o plano de tratamento .
Elementos para um bom diagnóstico
1. Anamnese (histórico)
2. Avaliação da ATM e da oclusão
3. Exame intrabucal
4. Modelos de estudo e 
5. Exame radiográfico completa da boca.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dentes Artificiais e Montagem dos dentes

Etapa final das prótese, fizemos moldagem preliminar,  modelo de trabalho, obtemos a moldeira individual, a moldagem de estudo para mandar para o laboratório e ser feita a a base de prova com o rolete de cera. No rolete de cera o protético monta os dentes artificiais.

Moldagem preliminar (moldeira de estoque ) 
moldagem secundária= funcional ou de trabalho. ( moldeira individual )
Base de prova ( rolete de cera)









segunda-feira, 14 de abril de 2014

Questões ( Prótese Total I )

1- Quais são os requisitos de uma prótese total ? R: mastigação, estética, fonética, comodidade e proteção do remanescente.

2- Quais os fenômenos físicos que atuam na retenção de uma prótese ?
R: Adesão, coesão, pressão atmosférica e tensão superficial.

2.a Durante as provas estéticas clinicamente vamos observar quais itens  ?
R: Estética, fonética , oclusão e dimensão vertical

2.b- Quais são as consequências em uma prótese total se o paciente estiver com a dimensão vertical aumentada ? A estética fica insatisfatória , também pode ocrrer desajustes na ATM, dor , desconforto , recessão óssea e os dentes não se encontram.
2.c- No primeiro ajuste oclusão se for verificada a existência de pontos prematuros de contado o que se deve fazer?
R: Desgastar com broca esférica numero 8 e 10.
*fossas principais e secundarias
*Cristas marginais e
* Vertentes de cúspides
OBS: Evita-se desgastar pontas de cúspides nesse primeiro ajuste.

 3- Cite as diferenças existentes entre a moldagem anatômica e a moldagem funcional em prótese total, quanto a sua finalidade ?
R: moldagem anatômica: delimitação correta da área chapeável, saber a tonicidade das inserções musculares quem vem a terminar na zona de selado periférico, saber se há ou não necessidade de cirurgia pré-protética e confecção da moldeira individual.
moldagem funcional: obter a retenção do aparelho, obter uniformidade no assentamento da base da dentadura, satisfazer o conforto do paciente.

3.aQuais são as referências para seleção dos dentes artificiais ?R: Para seleção do tamanho dos dentes:  Linha mediana, linha dos caninos, linha alta ou do sorriso.
para seleção da cor dos dentes: idade do paciente, sexo e cor da pele. A escolha é feita através de uma escala própria do fabricante.
Para a montagem: Disposição, alinhamento, posição, articulação e oclusão.
4- A delimitação da área basal é realizada com o intuito de se conhecer a extensão máxima da área desdentada que poderá ser recoberta pela futura prótese. Pendleton dividiu esta área basal (chapeável) em zonas, diferentes na forma, na consistência da fibromucosa e na situação topográfica, cada uma desempenhando funções distintas sob a ação da prótese. Descrevas as zonas de pendleton:
R: 1. zona principal de suporte : Toda a crista do rebordo alveolar de tuberosidade a tuberosidade, respeitando as áreas de alivio.
2. Zona secundária de suporte: Abóbada palatina
3. zona do selado posterior : limite entre palato duro e mole
4. zona de alivio: Região nobres de emergências de vasos e nervos
5.Zona de vedamento ( selado ) periférico: Região periférica da prótese



5- Quais os fatores considerados na indicação de determinada técnica e do material utilizado para realização da moldagem funcional em prótese total ?
R: Técnica: obter detalhes anatomicos da área chapeável, comprimir zonas de compressão e aliviar zonas de alívio, registrar inserções musculares que vem a terminar na área chapeável.
Material: Godiva e pasta zincoeugenolica.
Fatores: tempo de trabalho, grau de plasticidade, alteração dimensional e morfológica, resistência a fratura e inocuidade aos tecidos bucais.

6- Na confecção do plano de cera superior, com relação a sua altura quais referências clínicas devemos utilizar ?
R: Anteriores: Dvo da pt antiga, tubérculo do lábio, linha bupilar e curvatura do lábio inferior.
Posteriores: DVO dividido por 2 , e plano de camper.

7- Na confecção de uma prótese total após a moldagem funcional, realizamos os testes de retenção e estabilidade, descreva-os.
R: Teste de estabilidade: compressão alterada na região de pré-molares.
Teste de retenção horizontal: tração do cabo da moldeira para anterior.
Teste de retenção vertical: tração do cabo da moldeira para baixo.
Teste de retenção lateral: tração da moldeira na região dos pré-molares/vestibular.

8-Os planos de cera, durante a confecção de uma prótese total, nos permite registrar alguns dados sobre as relações maxilomandibulares. Quais são eles ?
R: DVO, forma do arco dental, limite vestibular do arco, ponto de oclusão e relação central, linhas de referências para seleção dos dentes, curva de compensação antero-posterior e vestibulo-lingual.

9- Quais são os métodos de obtenção da DVO ? cite 2 exemplos de cada.
R: Direta e Indireta.
Direta: mascara facial e deglutição.
Indireta: Tecnica de willis e Sears.

10. Durante a instalação da prótese total o que é necessário verificar?
R: verificar sobextensão da base( bordas do acabamento e polimento) se esta pegando no rtrismo se precisa de alivio
Verificar retenção , estabilidade e suporteVerifical os pontos prematuros de contato.

11. Em relação a dimensão vertical de oclusao , descreva o método métrico (compasso de willis ) ?
R : a distância da crista óssea abaixo do nariz à base do mento é igual à distância da pupila do olho à linha divisória dos lábios.
com o compasso de Willis vamos medir do canto externo do olho ate a comissura labial , depois da região do ponto subnasal ate o queixose estiver igual esta em DVR para medirmos a DVO tiramos 3 mm aproximadamente do tamanhão de DVR.

12-  O que é Plano de Orientação ?R: É constituido de plano de cera e base de prova, destina-se a registrar todos os dados referentes a relação intermaxilar necessárias a confecção da dentadura.

13- Quais as referências clínicas para confecção do plano superior ? R: Dentes anteriores:
-Altura: dvo da protese antiga, tubérculo do lábio, curvatura do lábio inferior e linha bupilar.
-Largura: compleição facial e rebordo inferior.
Dentes posteriores:
-Altura: Dvo dividido por 2, e plano de camper.
-Largura: Zona neutra, corredor bucal, linha intermaxilar.

14- O que é modelo funcional ?^
R: É aquele que provém da moldagem funcional, é utilizado para confecção da base de prova, e mais tarde usada como matriz da base da dentadura, na fase laboratorial de confecção da mesma.

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