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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dentes Artificiais e Montagem dos dentes

Etapa final das prótese, fizemos moldagem preliminar,  modelo de trabalho, obtemos a moldeira individual, a moldagem de estudo para mandar para o laboratório e ser feita a a base de prova com o rolete de cera. No rolete de cera o protético monta os dentes artificiais.

Moldagem preliminar (moldeira de estoque ) 
moldagem secundária= funcional ou de trabalho. ( moldeira individual )
Base de prova ( rolete de cera)









segunda-feira, 14 de abril de 2014

Questões ( Prótese Total I )

1- Quais são os requisitos de uma prótese total ? R: mastigação, estética, fonética, comodidade e proteção do remanescente.

2- Quais os fenômenos físicos que atuam na retenção de uma prótese ?
R: Adesão, coesão, pressão atmosférica e tensão superficial.

2.a Durante as provas estéticas clinicamente vamos observar quais itens  ?
R: Estética, fonética , oclusão e dimensão vertical

2.b- Quais são as consequências em uma prótese total se o paciente estiver com a dimensão vertical aumentada ? A estética fica insatisfatória , também pode ocrrer desajustes na ATM, dor , desconforto , recessão óssea e os dentes não se encontram.
2.c- No primeiro ajuste oclusão se for verificada a existência de pontos prematuros de contado o que se deve fazer?
R: Desgastar com broca esférica numero 8 e 10.
*fossas principais e secundarias
*Cristas marginais e
* Vertentes de cúspides
OBS: Evita-se desgastar pontas de cúspides nesse primeiro ajuste.

 3- Cite as diferenças existentes entre a moldagem anatômica e a moldagem funcional em prótese total, quanto a sua finalidade ?
R: moldagem anatômica: delimitação correta da área chapeável, saber a tonicidade das inserções musculares quem vem a terminar na zona de selado periférico, saber se há ou não necessidade de cirurgia pré-protética e confecção da moldeira individual.
moldagem funcional: obter a retenção do aparelho, obter uniformidade no assentamento da base da dentadura, satisfazer o conforto do paciente.

3.aQuais são as referências para seleção dos dentes artificiais ?R: Para seleção do tamanho dos dentes:  Linha mediana, linha dos caninos, linha alta ou do sorriso.
para seleção da cor dos dentes: idade do paciente, sexo e cor da pele. A escolha é feita através de uma escala própria do fabricante.
Para a montagem: Disposição, alinhamento, posição, articulação e oclusão.
4- A delimitação da área basal é realizada com o intuito de se conhecer a extensão máxima da área desdentada que poderá ser recoberta pela futura prótese. Pendleton dividiu esta área basal (chapeável) em zonas, diferentes na forma, na consistência da fibromucosa e na situação topográfica, cada uma desempenhando funções distintas sob a ação da prótese. Descrevas as zonas de pendleton:
R: 1. zona principal de suporte : Toda a crista do rebordo alveolar de tuberosidade a tuberosidade, respeitando as áreas de alivio.
2. Zona secundária de suporte: Abóbada palatina
3. zona do selado posterior : limite entre palato duro e mole
4. zona de alivio: Região nobres de emergências de vasos e nervos
5.Zona de vedamento ( selado ) periférico: Região periférica da prótese



5- Quais os fatores considerados na indicação de determinada técnica e do material utilizado para realização da moldagem funcional em prótese total ?
R: Técnica: obter detalhes anatomicos da área chapeável, comprimir zonas de compressão e aliviar zonas de alívio, registrar inserções musculares que vem a terminar na área chapeável.
Material: Godiva e pasta zincoeugenolica.
Fatores: tempo de trabalho, grau de plasticidade, alteração dimensional e morfológica, resistência a fratura e inocuidade aos tecidos bucais.

6- Na confecção do plano de cera superior, com relação a sua altura quais referências clínicas devemos utilizar ?
R: Anteriores: Dvo da pt antiga, tubérculo do lábio, linha bupilar e curvatura do lábio inferior.
Posteriores: DVO dividido por 2 , e plano de camper.

7- Na confecção de uma prótese total após a moldagem funcional, realizamos os testes de retenção e estabilidade, descreva-os.
R: Teste de estabilidade: compressão alterada na região de pré-molares.
Teste de retenção horizontal: tração do cabo da moldeira para anterior.
Teste de retenção vertical: tração do cabo da moldeira para baixo.
Teste de retenção lateral: tração da moldeira na região dos pré-molares/vestibular.

8-Os planos de cera, durante a confecção de uma prótese total, nos permite registrar alguns dados sobre as relações maxilomandibulares. Quais são eles ?
R: DVO, forma do arco dental, limite vestibular do arco, ponto de oclusão e relação central, linhas de referências para seleção dos dentes, curva de compensação antero-posterior e vestibulo-lingual.

9- Quais são os métodos de obtenção da DVO ? cite 2 exemplos de cada.
R: Direta e Indireta.
Direta: mascara facial e deglutição.
Indireta: Tecnica de willis e Sears.

10. Durante a instalação da prótese total o que é necessário verificar?
R: verificar sobextensão da base( bordas do acabamento e polimento) se esta pegando no rtrismo se precisa de alivio
Verificar retenção , estabilidade e suporteVerifical os pontos prematuros de contato.

11. Em relação a dimensão vertical de oclusao , descreva o método métrico (compasso de willis ) ?
R : a distância da crista óssea abaixo do nariz à base do mento é igual à distância da pupila do olho à linha divisória dos lábios.
com o compasso de Willis vamos medir do canto externo do olho ate a comissura labial , depois da região do ponto subnasal ate o queixose estiver igual esta em DVR para medirmos a DVO tiramos 3 mm aproximadamente do tamanhão de DVR.

12-  O que é Plano de Orientação ?R: É constituido de plano de cera e base de prova, destina-se a registrar todos os dados referentes a relação intermaxilar necessárias a confecção da dentadura.

13- Quais as referências clínicas para confecção do plano superior ? R: Dentes anteriores:
-Altura: dvo da protese antiga, tubérculo do lábio, curvatura do lábio inferior e linha bupilar.
-Largura: compleição facial e rebordo inferior.
Dentes posteriores:
-Altura: Dvo dividido por 2, e plano de camper.
-Largura: Zona neutra, corredor bucal, linha intermaxilar.

14- O que é modelo funcional ?^
R: É aquele que provém da moldagem funcional, é utilizado para confecção da base de prova, e mais tarde usada como matriz da base da dentadura, na fase laboratorial de confecção da mesma.

domingo, 6 de abril de 2014

Classificação do estado físico de acordo com a escala ASA


• ASA I – Paciente saudável;
• ASA II – Paciente com doença sistêmica leve ou moderada, sem limitação funcional;
• ASA III - Paciente com doença sistêmica severa, com limitação funcional;
• ASA IV - Paciente com doença sistêmica severa, representa risco de vida constante;
• ASA V - Paciente moribundo com perspectiva de óbito em 24 horas, com ou sem cirurgia;
• ASA VI - Paciente com morte cerebral, mantido em ventilação controlada e perfusão, para doação de órgãos (transplante);

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO PARA EXODONTIA

(imprimir este “roteiro” e manter no Box durante do atendimento)  

1. Receber o paciente
2. Conversar com o paciente, verificando o motivo do atendimento.
3. Fazer o exame anamnésico.
4. Verificar a pressão arterial do paciente.
5. Colocar o campo estéril branco, o trio (pinça, sonda e espelho) e uma pequena
porção de algodão na mesa do equipo e fazer o exame clínico do paciente
usando luvas de procedimento.
a. Faz um reconhecimento de toda a cavidade bucal e centraliza a
verificação principal na queixa do paciente.
6. Uma vez verificada a necessidade de exodontia, proceder as seguintes etapas:
a. Fazer o RX. (caso o paciente tenha um RX atualizado ou outros exames,
fazer a verificação dos mesmos).
b. Explicar ao paciente de maneira clara, com linguagem simples o que vai
ser feito.
c. Retirar da mesa clínica (equipo) o campo branco e o trio que foi utilizado
para fazer o exame clínico.
d. Auxiliar oferece ao paciente o antiséptico para bochecho.
e. Paciente cospe o antiséptico.
f. Atendente coloca paciente em posição de trabalho, posiciona a luz, a
mesa e coloca as luvas estéreis. (auxiliar permanece com a luva de
procedimento).
             
Serviço de Pronto Atendimento Odontológico -
Ambulatório de especialidades
g. Auxiliar abre o pacote com os campos.
h. Atendente coloca o campo cirúrgico na mesa clínica (equipo) e deixa os
demais campos no canto da mesa clínica.
i. Auxiliar abre a embalagem contendo o instrumental esterilizado.
j. Atendente coloca o instrumental sobre a mesa clínica (sem tocar nas
embalagens).
k. Atendente coloca algodão ou gaze
l. Atendente faz a assepsia extra-oral do paciente.
m. Atendente coloca o campo fenestrado sobre o paciente e em seguida o
campo na mangueira do aspirador com a ajuda do auxiliar que segura a
mangueira, ou monta o aspirador com mangueira de látex estéril.
n. Executados os procedimentos acima, o atendente inicia a exodontia
seguindo as técnicas preconizadas para cada elemento dentário.
o. Após a exodontia, fazer a sutura de acordo com a técnica preconizada.
p. Após a sutura, o atendente retira o campo fenestrado que está sobre o
paciente.
q. Encerrada a exodontia, o atendente retira o instrumental que foi utilizado
colocando em recipiente adequado.
r. Retorna a cadeira à posição “zero” (paciente sentado).
s. Passa as orientações pós-cirúrgicas ao paciente e faz a prescrição por
escrito:
1) Evite esforço físico nas próximas 24h.
2) Não mexa no local da cirurgia.
3) Tomar a medicação indicada conforme a prescrição.
4) Não fazer bochecho; ou se indicado, conforme orientação do Cirurgião Dentista.
5) Prefira alimentos menos quentes
6) Não ficar fazendo sucção após a cirurgia, isso pode estimular o sangramento.
7) Evitar alimentos que necessite mastigação.
8) É normal sentir gosto de sangue nas próximas 24h. Se o sangramento aumentar
ou persistir por um período superior, procure atendimento.
9) Pode haver um leve inchaço na região. Fazer compressas com gelo nas
primeiras 24h diminui o inchaço.
10) Não fumar nas próximas 48h.
t. A critério do atendente, receitam-se medicamentos para a dor.
u. O atendente instrui o paciente para que ele retorne em uma semana para
a remoção dos pontos.
v. O atendente preenche a ficha clínica colhendo a assinatura do paciente e
do professor responsável pelo atendimento. 
w. O atendente acompanha o paciente até a saída da clínica.  
Casos especiais que fujam a este protocolo deverão ser
informados ao professor responsável pelo atendimento.

Instrumental para cirurgia oral - Parte 1

Instrumentação para cirurgia oral básica:
- Lâminas de bisturi:

Número 10:


Incisões maiores  na pele em outras partes do corpo.
Número 11
Pequenas incisões perfurantes e também incisar abscessos
 
Número 12:- A curva é útil para procedimentos mucogengivais nos quais as incisões são feitas na face distal dos dentes ou na área da tuberosidade.

Número 15:- Mais empregada na cirurgia intraoral.
- Utilizada para fazer incisões ao redor dos dentes e nos tecidos moles.

Para a montagem do bisturi é usado o porta agulhas.
Para remover o bisturi encaixe o porta agulhas na parte mais posterior da lâmina, desencaixe depois remova-o , prendendo o na parte com maior diâmetro.

Elevando o mucoperiósteo:
-
O osso cortical subjacente deve ser descolado em 1 só camada.

Elevador mucoperiósteo molt número 9 - Parte pontiaguda:  útil para iniciar o descolamento e descolar papila gengival entre os dentes.
- Parte arredondada: coninuar o descolamento.
- Pode ser usada com movimentos de alavanca, isso quando estiver descolando a papila dental.
- O segundo método é o movimento de empurrar, na qual a parte pontiaguda ou a parte mais larga é forçada para baixo do periósteo separando o do osso.

Afastando o tecido mole:
- Afastadores mais populares:


Afastador Minessota.
 
Afastador Austin.
 
- São usados para afastar língua, bochecha e retalhos mucoperiósteos com objetivo de fornecer visibilidade e acesso durante a cirurgia.
- Também podem auxiliar na proteção do tecido mole.
obs: Podem separar bochecha e retalho simultaneamente. Antes de ser feito o retalho o afastador aparta a bochecha depois de o retalho ter sido descolado, a borda do afastador é apoiada sobre osso, e então utilizada para separar o retalho.

Apreendendo tecidos moles:

- A mais comumente utilizada é a pinça de Adson.
- Pinças com dentes são mais delicadas.
- Cuidado ao manusear o tecido não prender com muita força.
Pinça de adson sem dente.

-Quando se trabalha na posterior a pinça de Adson é muito curta, a pinça mais longa é a pinça Stillis que é semelhante a universitária medindo de 18 a 22 cm.
- É conveniente utilizar a pinça universitária que também é um excelente instrumento  para pegar objetos e corpo estranho na boca.
Pinça algodão (universitária)
 

Para a remoção de grande quantidade de tecido e biópsias é utilizada a pinça de ALLIS
Pinça ALLIS
Controlando Hemorragias:
-
Para maioria das cirurgias dentoalveolares, manter a pressão sobre a ferida geralmente é suficiente para controlar o sangramento;
- Quando isso não é suficiente é útil a pinça hemostática.
- O mecanismo de travamento permite ao cirurgião prender o instrumento a um vaso e depois largar o instrumento, que se manterá preso ao tecido útil quando planeja-se ligar o vaso com sutura e cauterizar.
 
Pinça hemostática.

Removendo Ossos:

-
Pinças goivas:
* Mais utilizadas.
* Possuem lâminas afiadas.
* Mecanismo incorporado, instrumento abre quando a pressão manual diminui.
* Existem 2 tipos, de corte lateral e de corte lateral terminal.
Pinça Goiva.
 
 
Cinzél.
- Martelo e cinzéis:  Remoção de Torus palatino e mandibular.
 
 
Lima para osso: O alisamento do osso antes da sutura é obtido com essa lima, com movimentos de puxar e empurrar, causa esmagamento e brunidura.
 
Removendo tecido mole da cavidade óssea:- A cureta que é frequentemente utilizada é a cureta periapical.
Sua principal função é a retirada de granulomas e pequenos cistos das lesões periapicais, porém também utilizada para remoção de pequenas quantidades de tecido de granulação do álveolo dental.

 
 
Mantendo a boca aberta:- Abridor de boca MOLT: deve ser usado preferencialmente em pacientes sedados ou que apresentem trismo brando, pode forçar os dentes e a ATM.
- Em procedimentos de longo período retirar frequentemente para que o paciente movimente a mandíbula e descanse os múculos por curto período de tempo.
Abridores de boca.

Mantendo o campo cirúrgico em posição: - Pinça de Campo ou BACKAUS: é utilizada para manter os campos operatórios em posição.
Pinça Backaus
 
Irrigação:- Para remoção de osso com peça de mão é usado uma seringa plástica com agulha romba de calibre 18.



Lamina de bisturi
nº 10 - pele
nº 11 - intra bucais e drenagem
nº 12 - distal de molares
nº 15 - intra bucais e pele

fonte: Cirurgia Oral e MaxilloFacial Contemporânea. "Peterson" 
 
 

Instrumental para cirurgia oral - Parte 2


Instrumental básico para cirurgia oral - Parte 2
Alavancas Dentárias:
- Um dos mais importantes instrumentos usados para a extração dentária é a alavanca. Esse instrumento  é utilizado para luxar os dentes (soltá-los) do osso circunjacente.
- A ação de luxar dentes antes da aplicação do fórceps, torna, com frequência uma extração difícil em fácil.
-A alavanca reta é a mais utilizada para luxar dentes.
-A lâmina da alavanca reta tem uma superfície côncava em um dos lados, a fim de que ela possa ser usada da mesma forma que uma calçadeira de sapatos.
 
 A segunda alavanca mais utilizada é a triangular ou com forma de bandeira. Essa alavanca é fornecida em par, uma direita e uma esquerda.
- É mais usada quando uma raiz fraturada permanece no alvéolo dentário e o alvéolo adjacente esta vazio.

Alavanca Cryer, triangular.


- O terceiro tipo de alavanca utilizada é a alavanca do tipo apical, utilizada para remover raizes.
- A versão robusta desse instrumento é chamada de alavanca de Crane.
- Esse instrumento é empregado como uma alavanca para elevar a raiz fraturada do alvéolo dentário.
Alavanca Apical, é um instrumento usado para elevar raizes, após ter sido preparado um ponto de apoio com a broca.
Fórceps para Exodontia:
Esses fórceps são projetados em várias formas e configurações para que se adaptem a variedade de dente que eles são usados.
Os fórceps maxilares são segurado de forma que a ponta ativa fique para cima e os da mandíbula de forma que a ponta fique para baixo.

A ponta ativa é desenhada de forma que a ponta ativa se adapte a raiz dental próxima a junção da coroa e raiz.
São projetadas para se adaptarem a estrutura radicular e não a coroa.
Pontas ativas se apresentam desenhadas para dentes, uni, bi e trirradiculares.

Fórceps para MAXILA:

Requer uso de instrumentos desenhados para dentes unirradiculares e trirradiculares.
Os incisivos, caninos e pré-molares são considerados unirradiculares, embora o primeiro pré-molar frequentemente apresente uma raiz bifurcada, mas como isso ocorre no terço cervical, não influência no desenho do fórceps.

Após a luxação frequentemente os dentes unirradiculares são removidos com o fórceps "universal maxilar" número 150.
 
Fórceps universal maxilar 150.

O fórceps 150A  modificado é útil para os pré-molares e não deve ser usado nos incisivos
FÓRCEPS 150A
Os molares maxilares possuem uma raiz palatina e duas vestibulares.
Fórceps para para molares do maxilar se apresentam em pares ( direito e esquerdo).
Mais utilizados são os fórceps número 53  (53L e 53R) L = esquerda R= direita.Esses fórceps são desenhados para se adaptarem anatomicamente a raiz palatina, e a ponta ativa pontiaguda para se adaptar a bifurcação vestibular.


Fórceps número 88 ou chifre de vaca:  Indicado para molares extremamente cariados.
As pontas ativas afiadas podem alcançar mais profundamente a trifurcação e tocarem a dentina, porém destroem a crista óssea alveolar.
Fórceps número 88 ( Chifre de Vaca)
 
FÓRCEPS PARA MANDÍBULA:
A mandíbula requer fórceps que se adaptem a dentes unirradiculares, caninos, incisivos e pré-molares, e dentes birradiculares molares.

Fórceps número 151 "universal inferior"  para dentes unirradiculares

                                                        Fórceps 151 universal.

Fórceps número 151A (modificado) indicado para pré-molares mandibular.
Fórceps 151A

Molares mandibulares: como a bifurcação ocorre na lingual e vestibular, requerem apenas 1 instrumento para os dois lados.
Para molares são utilizados o fórceps de número  17  e para molares com raizes fusionadas e cônicas são usadas o número 151.
Fórceps 17.

Fórceps 23 chifre de vaca:  esse insrumento é projetado com duas pontas bastante pontagudas que entram no interior da bifurcação do molar inferior. Após o fórceps ter sido posicionado corretamente, o dente é elevado pelo afastamento simultâneo dos cabos do fórceps. As pontas são pressionadas no nterior da bifurcação, usando as corticais vestibular e lingual como fulcros, e o dente é literalmente jogado para fora do alvéolo.
Fórceps 23 - chifre de vaca.

SISTEMA DE BANDEJAS PARA INSTRUMENTOS:
- Pacote básico para cirurgia inclui: carpule para anestesia local, uma agulha, um tubete anestésico, um descolador perióstico número 9, uma cureta periapical, uma alavanca reta pequena e grande, pinça universitária, hemostato curvo, pinça de campo, afastador minnesota ou de austin , uma ponta de aspiração, e um pacote de gaze, e o fórceps necessário.

- Bandeja para extração cirurgica: Inclui itens do pacote básico mais, porta agulhas, fio de sutura, tesoura de sutura, cabo e lâmina de bisturis, pinça de tecido de Adson, lima para osso, afastador de língua, par de alavanca CRYER, pinça Goiva e uma peça de mão e broca.
obs: Estes instrumentos permitem a incisão e o descolamento do tecido mole, remoção do osso, odontosecção, remoção de raízes, debridamento da ferida e a sutura do tecido mole.

- Bandeja pós operatória: Itens necessário para irrigação e remoção de suturas. Inclui: tesoura, pinça de algodão, seringa para irrigação, cotonete , gaze e ponta de aspiração.


fonte: Cirurgia Oral e Maxillofacial contemporânea "Peterson" 






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Muita força na escovação dos dentes pode deixá-los sensíveis, alertam especialistas

Uma pesquisa com 700 especialistas apontou que um terço dos dentistas indica que o consumo de alimentos ácidos é a principal causa dos dentes sensíveis, seguido da técnica de escovação
Escovar os dentes com muita força e o consumo excessivo de alimentos e bebidas ácidos são os principais fatores que levam à sensibilidade dos dentes, segundo dentistas da Academy of General Dentistry dos Estados Unidos. Uma pesquisa com 700 especialistas apontou que um terço dos dentistas indica que o consumo de alimentos ácidos é a principal causa dos dentes sensíveis, seguido da técnica de escovação.
Resultado da irritação do nervo do dente, a sensibilidade dos dentes é caracterizada pelo desconforto ou dor súbita e acentuada em um ou mais dentes, principalmente quando se consome alimentos ou bebidas quentes ou frias demais, quando se inspira ar frio, ou com a pressão sobre o dente. Segundo a Academia, ela afeta pelo menos 40 milhões de americanos adultos.
Segundo o especialista Van B. Hayward, da Escola de Odontologia do Medical College of Georgia, a escovação agressiva e as substâncias ácidas podem desgastar o esmalte dos dentes e afetar também as gengivas. “Quando a camada protetora do esmalte é corroída ou as linhas da gengiva recuam, um tecido mais sensível no seu dente – chamado dentina – pode ficar exposto”, explicou o dentista. “A dentina se conecta ao centro do nervo interno do dente, então, quando ela está desprotegida, o centro nervoso pode ser deixado sem escudo e vulnerável a sensações, incluindo a dor”.
Além dessas duas causas principais citadas na pesquisa, os dentistas relataram que alguns cremes dentais, enxaguantes bucais e produtos para branquear os dentes, além de dentes quebrados ou rachados, bulimia e refluxo, podem contribuir para a sensibilidade dos dentes.

Câncer bucal

Introdução: A matéria abaixo, colhida do site da Colgate, tem por objetivo orientar os profissionais dentistas, e as pessoas em geral, sobre a importância de reconhecer lesões que surgem na boca e procurar imediatamente um profissional habilitado para lhe dar as devidas orientações. Previna-se!!
O câncer de “boca” é um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais freqüentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco.
Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão da cirurgia (para a sua remoção) à radioterapia ou quimioterapia. Este câncer pode ser fatal, com uma taxa de sobrevivência de cinco anos de 50%*. Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não serem reconhecidos logo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
Quais os sintomas deste tipo de câncer?
Nem sempre é possível visualizar os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:
  • Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
  • Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
  • Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
  • Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca;
  • Dificuldade para mastigar ou para engolir;
  • Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
  • Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura;
  • Mudança na voz.
Como evitar o câncer bucal?
Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo. O uso do tabaco é responsável por 80 a 90% das causas de câncer bucal.**
Fumo – A ligação entre o fumo, o câncer pulmonar e as doenças cardíacas já foi estabelecida (1). O fumo também afeta sua saúde geral, tornando mais difícil o combate a infecções e a reparação de ferimentos ou de cirurgias. Em adultos jovens, este hábito pode retardar o crescimento e dificultar o desenvolvimento. Muitos fumantes afirmam não sentir mais o odor ou sabor tão bem como antes. O fumo também pode causar mau hálito e manchar os dentes.
Sua saúde bucal está em perigo cada vez que você acende um cigarro, um charuto ou um cachimbo. Com esta atitude, suas chances de desenvolver câncer na laringe, na boca, na garganta e no esôfago aumentam. Como muitas pessoas não notam ou simplesmente ignoram os sintomas iniciais, o câncer bucal muitas vezes se espalha antes de ser detectado.
Mascar tabaco – O hábito de mascar tabaco eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal.
O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa pára de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco de câncer bucal. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.
Como se trata o câncer bucal?
Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de radio ou quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.
Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?
Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.
Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.
Como manter a saúde bucal durante a terapia?
Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Para não ficar com a boca seca, os doces e chicletes não devem conter açúcar.
Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.

Referência: Matéria originada do site:http://www.colgateprofissional.com.br/pacientes/O-que-e-cancer-de-boca/artigo;
* “Guia completo para um melhor cuidado dos dentes”, Jeffrey F. Taintor, D.D.S., M.S. e Mary Jane Taintor, 1997.
** Instituto Nacional do Câncer, “O que você deve saber sobre o câncer de boca.” Última revisão, 28 de set. 1998.
(1) Compêndio da Educação Contínua em Odontologia [Compendium of Continuing Education in Dentistry] , Vol. 19, #1 outono, 2000.

sábado, 5 de abril de 2014

Pré operatório em cirurgia oral menor

Existem importantes cuidados no preparo pré-operatório do paciente cirúrgico destacando a prevenção do edema pós-operatório com o uso de corticóides; profilaxia antibiótica; analgesia pré-operatória e controle da ansiedade.

No pré operatório o objetivo é :
- Estabelecer o diagnostico
- Conhecer as condições medicas preexistentes.
- Descobrir doenças concomitantes
- Controlar emergências
- Controle do paciente

O cirurgião Faz uma avaliação geral do paciente.
Ocorre a apresentação com o intuito de conquistar a confiança do paciente e também entender sua queixa.
O cirurgião precisa ter conhecimento da historia medica do paciente para ter :
-Segurança para realização do tratamento.
-Estabelecer uma comunicação agradável entre o paciente e o clinico.
-Relacionar o problema médico ao tratamento odontológico.
- Exames físicos e laboratoriais.

PRINCÍPIOS DE CIRURGIA

 
Antes de qualquer coisa deve-se fazer uma boa anti-sepsia acompanhada da colocação do campo cirúrgico. A anti-sepsia é feita com álcool iodado, povidine (PVPI), em sentido centrífugo (em círculo, do centro para a borda) em relação à área de interesse.
Feito isto aplica-se a anestesia.


Passos Fundamentais da Cirurgia:
(Passos Cirúrgicos)
- Diérese
- Hemostasia
- Exérese
- Síntese


INCISÃO: É o procedimento através do qual o bisturi comunica o meio externo com o interno.


DIVULSÃO: É a cuidadosa separação dos tecidos. Deve ser feita com instrumento rombo.


DIÉRESE:
É o conjunto de manobras realizadas para a abordagem do objetivo cirúrgico. Dividida em Incisão e Divulsão.


HEMOSTASIA:
Consiste nas manobras para interrupção do sangramento.
- Compressão
- Pinçamento
- Ligadura


EXÉRESE:
É a retirada do objetivo cirúrgico.


SÍNTESE: Consiste na tentativa de devolver a morfologia e a função da área operada. É representada pela sutura.


INSTRUMENTOS

-Pinça de Pean:
Tem a função de preender gazes para a realização de anti-sepsia.

-Pinça Backaus: Tem a função de fixar os campos cirúrgicos. Tem 13cm de comprimento.

-Carpule: na montagem a agulha é colocada pelo assistente, que não coloca a mão na carpule, apenas rosqueia a agulha. Quando não estiver usando a carpule deve-se proteger a agulha com um tubete.

-Bisturi: Instrumento composto de cabo e lâmina descartável com a função de realizar as incisões cirúrgicas.
A empunhadura é em forma de caneta modificada. O bisturi deve entrar no tecido a 90º, aprofunda-se o quanto se desejar e depois inclina-se o bisturi a 45º e realiza-se a incisão; então volte a inclinar o bisturi a 90º e o retire.

-Tesoura de Matzembaum:
- 14 cm de comprimento
- Ponta Romba
- Reta ou curva
- Tem a função de divulsionar os tecidos

-Pinça Dente de Rato:
- Tem a função de promover a fixação dos tecidos durante a divulsão e/ou sutura

-Pinça Halsted (Mosquito):
- Tem a função de promover a hemostasia através da compressão dos vasos
- Possui travas para mantê-la fechada

-Pinça Kelly Curva ou Reta: É usada para pinçamento (Hemostasia)

-Pinça Allis:
- É uma pinça de preensão traumática
- Somente pode ser utilizada para tecidos que serão removidos

-Porta Agulhas:
São destinados a preender a agulha para a realização da síntese dos tecidos. Podem ser de 2 tipos:
- Tipo Matieu
- Tipo Mago-Hegar

-Fios de Sutura:
ABSORVÍVEISAnimal = Catgut/Vitril*
Sintético = Dexon
INABSORVÍVEISAnimal = Seda
Vegetal = Algodão
Sintético = Nylon
Metálico = Aciflex
*Absorção mais rápida (mais ou menos 7 dias)
Quanto maior o número do fio mais fino ele será
De preferência comprar fios com a agulha já montada de fábrica (lesionam menos os tecidos)

-Tesoura Cirúrgica:
- 14 cm de comprimento
- Reta ou Curva
- Tem a função de cortar os fios cirúrgicos
-Afastador de Farabeuf: Tem a função de afastar os tecidos para melhor visão do campo operatório.
-Cuba para Soro com solução antisseptica e cuba com soro gelado
-Compressa de Gaze
-Seringa Luer de 10 a 15 ml com agulha hipodérmica de grosso calibre

cirurgia oral

Protocolo cirúrgico adequado.
 Em função disso torna-se fundamental a revisão de conceitos de cirurgia para o exercício adequado desta especialidade. Por isso vamos realizar uma revisão dos conceitos e princípios básicos da cirurgia oral reparadora e biossegurança com o objetivo de  estabelecermos parâmetros que devem ser aplicados a nossa prática  diária
1.Definições e Conceitos 
 Uma intervenção cirúrgica consiste  em um conjunto de diferentes atos elementares, estudados, combinados e executados dentro de uma técnica adequada. Os princípios fundamentais da cirurgia são os seguintes:
- Controle do trauma;
- Controle da hemorragia;
- Cuidado e delicadeza no manejo dos tecidos;
- Respeito à assepsia.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pacientes especiais


1. Em que situações se deve realizar a profilaxia antibiótica para pacientes sistemicamente comprometidos? Exemplifique algumas.

No atendimento a pacientes sistemicamente comprometidos, antecedendo a qualquer intervenção por parte do Cirurgião-Dentista, a realização de uma anamnese detalhada é de suma importância, na tentativa de minimizar eventuais riscos a saúde do paciente. Contribuindo ainda para a total segurança do tratamento, deve-se realizar um trabalho multidisciplinar, requisitando sempre avaliação do quadro clínico atual do paciente pelo médico responsável.
A profilaxia antibiótica é utilizada nos casos diagnosticados como de risco clínico, com o intuito de evitar a possibilidade de uma bacteremia, ou seja, procedimentos que possam introduzir bactérias na corrente sanguínea. Este procedimento preventivo deverá ser realizado nas seguintes situações:

- Pacientes Cardiopatas: Portadores de hipertensão grave ou maligna de difícil controle; com insuficiência cardíaca congestiva não controlada; aqueles que fazem uso de prótese valvular ou marcapasso; que possuem prolapso da válvula mitral com regurgitação; histórico de endocardite bacteriana prévia; além de casos de angina instável ou infarto recente (1 mês).

- Pacientes com Diabetes Melitus descompensados: Com a alteração do metabolismo da glicose e de algumas proteínas, ocorre uma queda da resistência orgânica em virtude dos distúrbios vitamínicos, o que leva a uma deficiência na síntese de ácidos nucléicos e de células de defesa, como linfócitos, e diminuição da capacidade dos neutrófilos de quimiotaxia e fagocitose. Portanto a profilaxia antibiótica se faz necessária como método preventivo a eventuais infecções que possam ocorrer em procedimentos odontológicos mais invasivos.

- Pacientes com Nefropatias: Insuficiência renal, glomerulonefrite, paciente que faz diálise, são casos de debilitação das funções renais, com o intuito de prevenir endocardite bacteriana, e a não infecção da fístula arterio-venosa nos pacientes dialisados, evitando-se sempre antibióticos nefrotóxicos.

- Pacientes com Hepatopatias: As alterações hepáticas como hepatite(A, B e C) e cirrose hepática, provocam alterações no sistema de “filtragem” sanguínea, tendo conseqüentemente um déficit imunológico. Da mesma forma como se procede com os pacientes renais crônicos, devem ser evitadas as drogas metabolizadas neste caso pelo fígado. A quantidade do uso de agentes anestésicos deve ser cuidadosamente controlado, visto que são metabolizados no fígado.

- Pacientes com Deficiências Imunitárias: Leucemia, Retrovírus e AIDS(HIV positivo) são doenças que afetam diretamente o sistema imunológico do paciente, levando-o a um quadro de suscetibilidade a infecções.
- Pacientes portadores de Neoplasias: Aqueles que estão sob tratamento quimioterápico e radioterápico, tendo como conseqüência do tratamento debilitações orgânicas, em decorrência da mielosupressão e da imunosupressão.

2. Cite resumidamente os cuidados necessários no atendimento odontológico de pacientes com as seguintes condições sistêmicas:

• Renal Crônico submetido à hemodiálise: Em virtude desses pacientes possuírem a fístula arterio-venosa (Shunt), não se deve aferir a PA no mesmo braço da fístula. Os procedimentos odontológicos deverão ser feitos somente 24 horas após a diálise, devido à utilização da Heparina. O uso de profilaxia antibiótica é recomendado, procurando o contato com o médico responsável, para saber da real condição renal do paciente, evitando a administração de drogas metabolizadas pelo rim, como: Tetraciclina, Cefalosporina, Penicilina, antiinflamatórios, corticóides, Dipirona e AAS. Em relação à anestesia local, preferir a utilização de anestésico adrenérgico, como a Prilocaína 3% com vasoconstritor ( Felipressina), visto que este não eleva a PA.

• Prolapso de Mitral com regurgitamento: A Profilaxia antibiótica nos procedimentos odontológicos é indicada. Segue-se o protocolo de atendimento a pacientes cardiopatas, procurando fazer o controle da ansiedade do paciente, através de sedação oral; fazer uso de anestésico com vasoconstritor em quantidade limitada, ou sem vasoconstritor caso haja recomendação médica de restrição. Ter sempre no consultório medicação de emergência para distúrbios de PA(Ex: Izordil sublingual) , mantendo inclusive sob monitoração batimento cardíaco e PA do paciente.

• Prolapso de Mitral sem regurgitamento: O protocolo de atendimento para esse pacientes é semelhante ao daqueles que possuem prolapso de mitral com regurgitamento, sendo menos restritivo, ou seja, a profilaxia antibiótica por exemplo, não é necessária, enquanto que os demais procedimentos são realizados da mesma forma.

• Diabetes descompensada: A requisição de exames de detecção para avaliação da glicemia do paciente é recomendada como: Glicosúria (urina), Hiperglicemia e Hemoglobina glicosada (sangue), sendo que este último apresenta maior segurança por descrever um histórico dos três últimos meses da glicemia do paciente. Deve-se utilizar o “Accu-Chek” antes do atendimento para identificar o nível glicêmico do paciente, realizando-se procedimentos clínicos quando o resultado for de até 140mg/dl (baixo risco) ou em casos emergenciais, até 225mg/dl (risco moderado), utilizando sempre profilaxia antibiótica, sem restrições. Atenção quanto a utilização de anestésicos, tendo a Citocaína como preferência, e com analgésicos, sendo o Paracetamol o de melhor escolha.

• Hemofilia: É importante o cuidado durante o atendimento com objetos que podem lesionar a mucosa, como: filme radiográfico, sugador, matriz de aço, cunha interproximal, isolamento absoluto, a realização de moldagem (proteção com cera nas bordas da moldeira), o uso de aparelho ortodôntico. O tratamento deve ser acompanhado do Hematologista, para que seja efetuado o Protocolo Antifibrinolítico (Ex: Ácido Tranexânico , 2 comprimidos de 8/8 horas 1 dia antes, prolongar 7/10 dias), e administração de Concentrado de Plasma Humano (Fator VIII ou IX). A técnica anestésica de escolha é infiltrativa, utilizando-se anestésico com vasoconstritor e se necessário usar mecanismos adicionais de hemostasia local (selantes e esponjas). Em casos cirúrgicos, estes devem ser o menos invasivos possível, com sutura 2-0 ou 3-0, devendo ser feita a remoção de 10-15 dias após a cirurgia, evitando-se o uso pós-operatório de Aspirina (anticoagulante plaquetário).

• Grávidas de 6 meses: Este é o melhor período (2º trimestre) para se realizar um atendimento odontológico em uma paciente gestante. O anestésico ideal para se utilizar é a Lidocaína com adrenalina, devendo se ter muito cuidado com a administração de fármacos em gestantes, evitando o uso de antiinflamatórios. Segundo a tabela de Toxicidade – FDA, somente utilizar medicamentos das seguintes categorias: A- Sulfato ferroso, Ácido félico; B - Amoxicilina, Cefalexina, Eritromicina, Clindamicina, Lidocaína, Nistatina e Paracetamol. Fazer o atendimento preferencialmente pela manhã em consultas de curta duração com a cadeira em posição semi-sentada. Fazer sempre o controle da Placa Bacteriana e da Doença Periodontal, que pode contribuir para a ocorrência de parto prematuro (produção de CTK e PG). 
 

• Viciados em drogas: Manter sempre um tratamento de Prevenção e Promoção de higiene oral, e controle contínuo da placa bacteriana, visto que pacientes usuários de drogas apresentam xerostomia, um alto índice de gengivite e periodontite, além de cáries de colo dentário. Observar toda a mucosa bucal devido ao constante surgimento de lesões diversas, para diagnóstico e tratamento adequado. Evitar a utilização de analgésicos a base de cafeína, como a Neosaldina, e o uso de anestésicos com vasoconstritores adrenérgicos.

3. Quais os medicamentos mais utilizados em Odontologia para sedação oral previamente a consulta? Em que dose? Qual sua latência?

Sedação Oral em Odontologia

Diazepam (Valium): Dose – 5 a 10 mg; Latência – 45 a 60 min.
Lorazepam (Lorax): Dose – 1 a 2 mg; Latência – 2 horas.
Midazolam (Dormonid): Dose – 15 mg; Latência – 20 min.
Alprazolam (Frontal): Dose – 0,5 a 0,75 mg; Latência – 60 min.

Estes são os medicamentos mais usados no controle de ansiedade, devendo-se ter cuidado com pacientes idosos e crianças. Evita-se o Midazolam por agir em musculatura lisa (diafragma) para idoso e criança menor de 6 anos de idade. Idosos com mais de 65 anos, dar apenas metade da dosagem. O ajuste da dosagem também deve ser observado na infância, utilizando como meio auxiliar a Equação de Clark: E.C.= Dose sedativa x peso
70
           
 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

PRINCÍPIOS DE CIRURGIA

 
Antes de qualquer coisa deve-se fazer uma boa anti-sepsia acompanhada da colocação do campo cirúrgico. A anti-sepsia é feita com álcool iodado, povidine (PVPI), em sentido centrífugo (em círculo, do centro para a borda) em relação à área de interesse.
Feito isto aplica-se a anestesia.


Passos Fundamentais da Cirurgia:
(Passos Cirúrgicos)
- Diérese
- Hemostasia
- Exérese
- Síntese


INCISÃO: É o procedimento através do qual o bisturi comunica o meio externo com o interno.


DIVULSÃO: É a cuidadosa separação dos tecidos. Deve ser feita com instrumento rombo.


DIÉRESE:
É o conjunto de manobras realizadas para a abordagem do objetivo cirúrgico. Dividida em Incisão e Divulsão.


HEMOSTASIA:
Consiste nas manobras para interrupção do sangramento.
- Compressão
- Pinçamento
- Ligadura


EXÉRESE:
É a retirada do objetivo cirúrgico.


SÍNTESE: Consiste na tentativa de devolver a morfologia e a função da área operada. É representada pela sutura.


INSTRUMENTOS

-Pinça de Pean:
Tem a função de preender gazes para a realização de anti-sepsia.

-Pinça Backaus: Tem a função de fixar os campos cirúrgicos. Tem 13cm de comprimento.

-Carpule: na montagem a agulha é colocada pelo assistente, que não coloca a mão na carpule, apenas rosqueia a agulha. Quando não estiver usando a carpule deve-se proteger a agulha com um tubete.

-Bisturi: Instrumento composto de cabo e lâmina descartável com a função de realizar as incisões cirúrgicas.
A empunhadura é em forma de caneta modificada. O bisturi deve entrar no tecido a 90º, aprofunda-se o quanto se desejar e depois inclina-se o bisturi a 45º e realiza-se a incisão; então volte a inclinar o bisturi a 90º e o retire.

-Tesoura de Matzembaum:
- 14 cm de comprimento
- Ponta Romba
- Reta ou curva
- Tem a função de divulsionar os tecidos

-Pinça Dente de Rato:
- Tem a função de promover a fixação dos tecidos durante a divulsão e/ou sutura

-Pinça Halsted (Mosquito):
- Tem a função de promover a hemostasia através da compressão dos vasos
- Possui travas para mantê-la fechada

-Pinça Kelly Curva ou Reta: É usada para pinçamento (Hemostasia)

-Pinça Allis:
- É uma pinça de preensão traumática
- Somente pode ser utilizada para tecidos que serão removidos

-Porta Agulhas:
São destinados a preender a agulha para a realização da síntese dos tecidos. Podem ser de 2 tipos:
- Tipo Matieu
- Tipo Mago-Hegar
-Fios de Sutura:
ABSORVÍVEIS
INABSORVIVEIS

*Absorção mais rápida (mais ou menos 7 dias)
Quanto maior o número do fio mais fino ele será
De preferência comprar fios com a agulha já montada de fábrica (lesionam menos os tecidos)

-Tesoura Cirúrgica:
- 14 cm de comprimento
- Reta ou Curva
- Tem a função de cortar os fios cirúrgicos
-Afastador de Farabeuf: Tem a função de afastar os tecidos para melhor visão do campo operatório.
-Cuba para Soro com solução antisseptica e cuba com soro gelado
-Compressa de Gaze
-Seringa Luer de 10 a 15 ml com agulha hipodérmica de grosso calibre

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Higiene Oral e Doença Periodontal

 
As doenças periodontais, cujo fator etiológico primário é o biofilme dental (comunidades de bactérias presentes na cavidade bucal), é uma das grandes responsáveis pela perda de dentes em adultos e pode também provocar alterações gengivais como a gengivite em praticamente toda a população onde a higiene oral não está adequada.
As doenças periodontais são consideradas infecções nas estruturas de suporte dos dentes (osso, ligamento periodontal e gengiva) causadas por bactérias presentes na placa. As alterações mais freqüentes em termos de doença são: gengivite (inflamação na gengiva) e periodontite (perda de suporte ósseo dos dentes).
Gengivite:
Denomina-se gengivite a inflamação da gengiva que contorna os dentes. Afetam adultos e crianças atingindo grande parte da população.
As características clínicas principais são sangramento da margem gengival ao escovar os dentes ou espontaneamente, vermelhidão, edema e mudança de textura (flacidez) da gengiva. A causa principal é o acúmulo demasiado de bactérias (placa) entre a gengiva e o dente. A gengivite causa desconforto, sangramento e mau hálito.
Se a gengivite persistir por longos períodos, meses ou anos, poderá evoluir para uma periodontite que tem como principal dano a perda de suporte dos dentes, podendo evoluir até a perda dos dentes.
Para evitar a gengivite preconiza-se a correta escovação dos dentes e gengivas e uso do fio dental ou escovas interdentais pelo menos uma vez ao dia.
Uma vez já instalada a gengivite recomenda-se um exame periodontal onde se fará um diagnóstico correto da enfermidade. Os tratamentos mais freqüentemente usados são a remoção da placa e tártaro (placa mineralizada) em sessões de raspagem e alisamento dos dentes, instrução de higiene oral individualizada e consulta de manutenção periódica.
Após o tratamento local temos o restabelecimento da saúde gengival de 7 a 21 dias. A gengivite pode também ter influência de fatores sistêmicos como diabete, distúrbios hormonais, imunológicos e outros.
O importante é a disciplina na escovação diária e manutenção periódica no dentista. As pastas de dentes mais indicadas são as que contém produtos anti-placa e anti-tártaro comumente encontradas na maioria dos cremes dentais como Kolynos Total e Colgate Total. As pastas são coadjuvantes na escovação, mas o tempo dedicado e a orientação são mais importantes do que os cremes dentais.
Sempre que a gengiva sangra ela está doente. Neste locais onde ocorre o sangramento deve-se intensificar e aprimorar o uso do fio dental e escovas. Às vezes o dentista tem que remover algum ponto retentivo de placa(restaurações ou tártaro) para reestabelecer a saúde gengival. Periodontite:
A periodontite é uma doença que leva a perda gradual dos tecidos de suporte do dente: osso, ligamento periodontal e cemento.
A causa principal assim como na gengivite é o acúmulo de placa entre a gengiva e o dente. Porém a diferença está na resposta imunológica (defesa) que varia de indivíduo para indivíduo. As pessoas que tem uma alteração nas defesas para menor, herdadas geneticamente ou por algum comprometimento de saúde ou comportamental, são mais suscetíveis à periodontite.
A enfermidade ocorre mais freqüentemente em indivíduos adultos acima de 35 anos. Pode também, com menor freqüência, atingir pessoas jovens ou até mesmo crianças.
Alterações sistêmicas como a diabetes podem influir na marcha de progressão da doença.
Fumo e stress são também coadjuvantes que contribuem para uma maior perda de sustentação em periodontites ativas (não tratadas).
As características nem sempre são perceptíveis principalmente no início e somente o exame clínico e radiográfico poderão identificar a doença.
Os tratamentos baseiam-se na remoção da causa através de raspagem, alisamento e polimento dos dentes e mais uma boa higiene oral.
De acordo com os resultados do tratamento são estabelecidas visitas periódicas ao periodontista para diagnosticar e evitar a recolonização bacteriana eliminando a recidiva da doença. Cabe lembrar que todos os dias se aderem novas bactérias nos nossos dentes.
Portanto o diagnóstico precoce e higiene oral aprimoradas são as principais armas que temos para evitar a inflamação e progressão da periodontite.


Leia Mais: HIGIENE ORAL E DOENÇA PERIODONTAL - ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?3035#ixzz2tFYyiopN
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Periodontia ( 5 º semestre)

Periodontia ou periodontologia (peri: em volta de, Odonto: dente) é a ciência que estuda e trata as doenças do sistema de implantação e suporte dos dentes .
Este aparelho é formado por osso alveolar, ligamento periodontal e cemento. As alterações patológicas do periodonto são chamadas doenças periodontais, como, placa bacteriana, gengivite, periodontite.

A função do periodonto é a inserção do dente ao tecido ósseo dos maxilares e conservar a superfície da mucosa mastigatória da cavidade bucal. O periodonto também é chamado de aparato de inserção ou de tecido suporte do dente e estabelece uma unidade funcional biológica e evolutiva que sofre modificações com a idade e com relação às modificações do meio bucal.

Histórico
As doenças gengivais e periodontais, em suas várias formas, têm afligido a espécie humana desde os primórdios da história. Pesquisas em paleopatologia têm sido indicado que a doença periodontal destrutiva, evidenciada pela perda óssea, afetou os primeiros humanos em diversas culturas, tais como o antigo Egito e a primitiva América Pré-colombiana. Os registros históricos mais antigos que tratam de temas médicos revelam consciência da doença peridontal e a necessidade de tratamento. Quase todos os primeiros escritos preservados possuem seções e capítulos referentes a doenças orais e problemas periodontais tomando um espaço significativo nestes documentos. A relação entre o tártaro e a doença periodontal era considerada e a doença sistêmica subjacente era freqüentemente postulada como a causa dos distúrbios periodontais. Entretanto, discussões terapêuticas, metódicas e cuidadosamente ponderadas não existiam até os tratados árabes sobre cirurgia na Idade Média e o tratamento moderno com textos ilustrados e instrumentais sofisticados não se desenvolveu até a época de Pierre Fauchard, no século XVIII.

Estruturas
Gengiva
A gengiva é parte da mucosa mastigatória que recobre o processo alveolar e está em torno da porção cervical dos dentes. A gengiva com sua forma e textura é obtido na erupção dos dentes. A mucosa mastigatória gengiva e revestimento do palato duro. mucosa especializada, que recobre o dorso da língua e a mucosa alveolar, a parte restante pode-se distinguir duas partes da gengiva:
Gengiva marginal:A Gengiva livre ou marginal, sua consistência é firme, superfície opaca e cor rosa pálido ou coral compreende o tecido gengival das áreas mais próximas aos dentes.
 Sulco Gengival
 a porção cervical rasa ou espaço ao redor do dente, cercado pela superficie do dente por um lado e pelo recobrimento epitelial da margem gengival livre pelo outro lado. Possui um formato de "v".
Gengiva inserida
Continuação da gengiva livre porém firmemente aderida ao tecido ósseo, também tem cor rosa pálida e separada da mucosa oral (alveolar) por uma linha - linha mucogengival. a mucosa oral tem cor vermelho escura, é mais fina e podem ser vistos pequenos capilares.

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