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domingo, 1 de dezembro de 2013

Lesões Fundamentais

Mancha , placa, erosão, Úlcera ou ulceração, vesícula e bolha, Pápulas e nódulos.


Mancha ou Mácula

  • São modificações das colorações normais da mucosa bucal sem que ocorra elevação ou depressão tecidual
  • Apresentam cores , tamanhos e formas bastante variadas, podendo sua origem ser devido à presença de melanina e outras causas.
Segundo Regezzi, 2000, as lesões fundamentais do tipo mancha podem se manifestar nas seguintes patologias:

Pigmentação dos tecidos bucais e peribucais (Manchas)

LESOES BENIGNAS ORIUNDAS DE MELANÓCITOS
Pigmentação Fisiológica
Melanose associada ao fumo
Mácula melanótica bucal
NEOPLASMAS
Nevos
Melanoma
Tumor neuroectodérmico da infância
PIGMENTAÇÕES CAUSADAS POR DEPÓSITOS EXÓGENOS
Tatuagem por amálgama (Argirose Focal)
Pigmentação por Metais pesados
Pigmentação pela Minociclina
Exemplos clínicos:
Nevus pigmentado

     

                                           Tatuagem por amálgama


Placa

  • São lesões elevadas em relação ao tecido, sua altura é pequena em relação à extensão, consistentes à palpação e a superfície pode ser rugosa, verrucosa, ondulada, lisa ou apresentar diversas combinações desses aspectos
Segundo Regezzi, 2000, as lesões fundamentais do tipo placa podem se manifestar nas seguintes patologias:

Lesões Brancas (placa)

CONDIÇÕES HEREDITÁRIAS
Leucoedema
Nevo Branco Esponjoso
Disceratose Intra-Epitelial Benigna Hereditária
Ceratose Folicular
LESÕES REACIONAIS
Hiperceratose (Friccional) Focal
Lesões Brancas Associadas ao Tabaco sem Fumaça
Estomatite Nicotínica
Queilite Solar
OUTRAS LESOES BRANCAS
Leucoplasia Idiopática
Leucoplasia Pilosa
Língua Pilosa
Língua Geográfica
Líquen Plano
Escara Associada ao Uso de Dentifrícios
LESÕES BRANCO-AMARELADAS NÃO-EPITELIAIS
Candidíase
Queimaduras Mucosas
Fibroses submucosas
Grânulos de Fordyce
Tecido Linfóide Ectópico
Cistos Gengivais
Parúlide
Lipoma
Exemplos clínicos:
Candidose pseudomembranosa

Leucoplasias

Estomatite nicotínica

Erosão

  • A erosão representa perda parcial do epitélio sem exposição do tecido conjuntivo subjacente
Língua Geográfica

Úlcera ou Ulceração

São lesões que ocorrem solução de continuidade do epitélio com exposição do tecido conjuntivo subjacente.
Segundo Regezzi, 2000, as lesões fundamentais do tipo úlcera podem se manifestar nas seguintes patologias:

Condições Ulcerativas
LESOES REACIONAIS
INFECÇOES BACTERIANAS
Sífilis
Gonorréia
Tuberculose
Lepra
Actinomicose
Noma
DOENÇAS FÚNGICAS, MICOSES
Micoses Profundas
Micoses Subcutâneas - Esporotricose
Micoses Oportunistas - Ficomicose
CONDIÇOES ASSOCIADAS À DISFUNÇAO IMUNOLÓGICA
Úlceras Aftosas
Síndrome de Behçet
Síndrome de Reiter
Eritema Multiforme
Lúpus Eritematoso
Reações a Medicamentos
Alergia por Contato
Granulomatose de Wegener
Granuloma Mediano
Doença Granulomatosa Crônica
Neutropenia Cíclica
NEOPLASMAS
Carcinoma de Células Escamosas
Carcinoma do Seio Maxilar

Exemplos clínicos:
1.Queilite angular
 2.Herpes simples
 
3.Carcinoma epidermóde


Vesícula e bolha

  • São elevações do epitélio contendo líquido no seu interior
  • A membrana de revestimento pode ser fina ou espessa, conforme a lesão esteja localizada sub ou intra epitelial.
  • São consideradas vesículas aquelas que não ultrapassem 3 mm no seu maior diâmetro, sendo o restante considerado bolha
  • Segundo Regezzi, 2000, as lesões fundamentais do tipo Vesiculobolhosas podem se manifestar nas seguintes patologias:
Doenças vesiculobolhosas

DOENÇAS VIRÓTICAS
Infecções pelo Virus do Herpes Simples
Infecções pelo Vírus da Varicela-Zoster
Doença das Mãos, Pés e Boca
Herpangina
Sarampo (Rubéola)
CONDIÇÕES ASSOCIADAS A DEFEITOS IMUNOLÓGICOS
Pênfigo Vulgar
Penfigoide Cicatricial
Penfigoide Bolhoso
Dermatite Herpetiforme
DOENÇAS HEREDITÁRIAS
Epidermólise Bolhosa
LESÕES REACIONAIS (NÃO-INFECCIOSAS)
Extravasamento de muco
Cisto de retenção de muco
Rânula
Mucocele do Seio Maxilar
Cisto e Pseudocisto de retenção do Seio Maxilar
Sialometaplasia Necrosante
Patologia das Glândulas Salivares Induzida por Radiação
Hiperplasia Adenomatóide
( BOLHA)
 
(Pústula)
 
                                                                 ( vesícula)
 
Exemplos clínicos:
1.Hemangioma cavernoso

2.Mucocele
3.Rânula

Pápulas

  • São pequenas lesões sólidas, circunscritas, elevadas, cujo diâmetro não ultrapassa 5 mm.
  • Podem ser únicas ou múltiplas;
  • Quando aglomeradas constituem um a placa papilomatosa
Hiperplasia papilar inflamatória

Nódulos

  • São lesões sólidas , circunscritas, de localização superficial ou profunda e formadas por tecido epitelial, conjuntivo ou misto.
  • Podem ser pediculados , quando seu maior diâmetro é superior ao da base de implantação, ou séssil, quando o da base é maior
Segundo Regezzi, 2000, as lesões fundamentais do tipo nódulo podem se manifestar nas seguintes doenças :

Tumefações Submucosas (por região) (Nódulos)

TUMEFAÇÕES GENGIVAI
Focais
    Granuloma Piogênico
    Granuloma Periférico de Células Gigantes
    Fibroma Periférico
    Parúlide
    Exostose
    Cisto Gengival
    Cisto de Erupção
    Epúlide Congênita do Recém-Nascido
Hiperplasia generalizada
    Gengivite Hiperplasia Inespecífica
    Hiperplasia Induzida pelo Dilatin
    Hiperplasia Induzida pelos Hormônios
    Hiperplasia induzida pela Leucemia
    Hiperplasia Fibrosa Idiopática (Influenciada Genéticamente?)
Exemplos clínicos:
1.Granuloma piogênico
 
2.Hiperplasia fibrosa inflamatória

Rânula (Neville, 2004)

Rânula é um termo usado para os mucoceles que ocorrem no soalho da boca. Embora a fonte do extravasamento de mucina seja usualmente a glândula submandibular, as rânulas podem originar-se do ducto submandibular ou, possivelmente, das glândulas salivares menores do soalho da boca.
A rânula apresenta-se como uma tumefação azulada, flutuante, com a forma de cúpula no soalho da boca. As lesões mais profundas podem ter coloração normal. As rânulas tendem a ser maiores do que os mucoceles, podem atingir muitos centímetros de diâmetro, ocupar todo o soalho da boca e elevar a língua. Geralmente ela se localiza lateralmente à linha média.
Assim como as mucoceles, as rânulas podem romper-se e liberar o conteúdo mucoso.
Características histopatológicas
 
  1. Glândula salivar
  2. Vasos sanguineos
  3. Presença de macrófagos no interior da luz/bolha
  4. Material mucóide
A mucina extravasada é circundada por tecido de granulação reacional que caracteristicamente contém histiócitos espumossos( macrófagos)

Tratamento e prognóstico
O tratamento da rânula consiste na remoção e/ou marsupialização da glândula sublingual. A marsupialização requer a remoção do teto da lesão intra-oral, permitindo assim o ducto da glândula sublingual restabeleça a comunicação com a cavidade oral. No entanto, este procedimento, é freqüentemente mal sucedido. O mais efetivo é a remoção da glândula envolvida, assim será prevenido a recidiva da rânula.

DISCIPLINA DE PATOLOGIA BUCAL

OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA:
Capacitar o aluno de odontologia para o diagnóstico das doenças inerentes à boca, abordando os aspectos histopatológicos das diversas doenças, bem como sua etiologia, evolução, fisiopatologia e características clínico-radiográficas de interesse para auxiliar no diagnóstico histopatológico, além de contribuir para formação integral do aluno, estimulando as reações, a iniciativa e a responsabilidade, com vistas a ajustá-lo ao perfil de um profissional de Odontologia competente ética, técnica e cientificamente.
Anomalias do desenvolvimento dos maxilares. Injúrias físicas e químicas da mucosa bucal. Doenças dos tecidos periodontais. Principais processos de destruição dos tecidos dentais duros: Erosão Dental e Cárie Dental. Pulpopatias e Periapicopatias. Cistos e tumores odontogênicos. Cistos não- odontogênicos e pseudocistos. Doenças ósseas neoplásicas e não neoplásicas. Tumores de tecidos moles bucais. Doenças epiteliais: lesões precursoras do câncer de boca e carcinoma epidermóide. Outras neoplasias malignas de interesse odontológico. Infecções de origem bacteriana, viral, fúngica e protozoária de interesse estomatológico. Manifestações estomatológicas de dermatopatologias. Doenças das glândulas salivares. Infecção pelo HIV e suas manifestações de interesse estomatológico.

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES GERAIS DOS ACADÊMICOS:
 Os acadêmicos devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, diagnóstico precoce e promoção de saúde em pacientes de risco ao desenvolvimento de doenças bucais e do complexo maxilo-mandibular;  Os acadêmicos devem ter conhecimento dos aspectos histopatológicos das diversas doenças bucais e do complexo maxilo-mandibular, bem como o entendimento com relação a sua etiologia, evolução e fisiopatologia.  Os acadêmicos devem estar aptos ao diagnóstico clínico, imaginológicos e histopatológico de doenças bucais e do complexo maxilo-mandibular;  Os acadêmicos devem estar aptos a estabelecer prognósticos de doenças bucais e do complexo maxilo-mandibular bem como propor tratamentos e reabilitação de pacientes portadores de tais doenças;  Os acadêmicos devem estar habilitados a utilização de expressões e termos técnicos adequados, de acordo com as normas do Português, respeitando parâmetros de ética e confidencialidade;  Os acadêmicos devem estar preparados para aprender de maneira contínua, buscando informações em meios confiáveis de divulgação científica.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Questões

Paciente R.C.S, 57 anos, sexo masculino, compareceu para avaliação odontológica com queixa de dor no dente 36. Durante a anamnese, o paciente referiu ter diagnóstico médico de hipertensão arterial sistêmcia há 10 anos e diabete melito há 2 anos. Faz uso de drogas antihipertensivas (diuréticos e inibidor de enzima conversora de angiotensina) e hipoglicemiante oral. O valor do seu último exame da hemoglobina glicada foi 8,8. O exame radiográfico do dente 36 mostrou fratura vertical.
Pergunta-se:
1 - Para o planejamento odontológico do caso quais devem ser os cuidados relativos aos valores pressóricos e de hemoglobina glicada?
2 - Quais os cuidados pré, trans e pós operátório do caso?
3 - Quais os riscos para o paciente?  
 
Respostas para as perguntas;   PACIENTE HIPERTENSO E DIABETICO
1) Devemos verificar a pressão se estiver acima de 140x90 encaminhar o paciente para usb para fazer um mapa de acompanhamento da pressão,quando estiver controlada realizar o procedimento. Em relação a hemoglobina glicada por está acima de 7,0 encaminhar ao médico para avaliar .Como o paciente chegou  com a ud 36 com fratura e dor devemos anestesiar  com prilocaína e remover a parte fraturada e posteriormente realizar a exodontia.
2) Cuidados-  PRE - aferir pressão, profilaxia antibiótica, motivá-lo a cumprir a dieta, realizar o procedimento no período da manhã.
TRANS - usar anestésico prilocaína, controlar a hemostasia, suturar .
PÓS-  medicação - analgésico e antiinflamatório, orientações pós cirurgicas ( não fazer esforço, usar compressa de gelo , não mastigar do lado da cirurgia até a cicatrização etc),solicitar retorno com 08 dias para avaliação.
3) Riscos para o paciente- se a diabetes estiver descontrolada existe a possibilidade de infecção.  Hipertensão descontrolada - hemorragia ,risco de infarto ,angina , AVC, crise de hipoglicemia
 
Analgesia preemptiva
 O termo “preemptiva” é uma tradução livre do termo inglês preemptive, e signifi ca algo como eliminar o problema antes mesmo que ele apareça, ou nem dar a chance a um problema de sequer surgir.  A ideia da analgesia preemptiva se baseia no fato de que a estimulação de fi bras nociceptivas promove mudanças neurais e comportamentais, que podem persistir após a ces- sação do estímulo nocivo.  Essa hipersensibilidade pós-traumática pode ser consequente a modifi cações no sistema nervoso periférico (hiperalgesia) ou central (hiperexcitabilidade)
 
1. Quais medicamentos o cirurgião-dentista pode prescrever? Qualquer um, desde que para uso odontológico.
2. Quais são os tipos de receitas? As receitas são de dois tipos: a Receita comum, em- pregada na prescrição das especialidades farmacêuticas ou quando se deseja selecionar fármacos ou outras substâncias, quantidades e formas farmacêuticas para manipulação em farmácias. O segundo tipo é a Receita de Controle Especial, criada para substituir a antiga Receita Carbonada. É uti- lizada na prescrição de medicamentos a base de substâncias sujeitas a controle especial, de acordo com a Portaria 344/ 98, de 12 de maio de 1998, da Secretaria de Vigilância Sanitária, órgão subordinado ao Ministério da Saúde. Para ter acesso ao texto completo desta Portaria (e posteriores atualizações), acessar o site http:// www.anvisa.gov.br/legis/portarias.
 
3. O que deve conter a receita comum? A receita comum, a mais rotineiramente empregada pelo cirurgião-dentista, deve ser feita em talonário próprio, escrita de próprio punho ou informatizada, contendo os seguintes dados: 1. Identificação do profissional: nome, endereço, CEP e número de inscrição no Conselho Regional de Odontologia; 2. Nome e endereço do paciente; 3. Forma de uso do medicamento - O medicamento é de uso interno quando for deglutido, como é o caso dos comprimidos, cápsulas, drágeas, soluções “gotas”, suspensões, xaropes, etc. Todas as demais formas farmacêuticas são de uso externo (comprimidos sublinguais, colutórios, pomadas, cremes, supositórios e soluções injetáveis). 4. Nome do medicamento, que pode ser o da droga de referência ou o nome genérico da substância ativa; a con- centração (quando esta não for padrão) e a quantidade (ex.: 2 caixas, 1 frasco, 2 ampolas, ou ainda 10 comprimidos, 12 cápsulas, etc., quando o medicamento puder ser fracionado). 5. Posologia, com informações de como empregar a medicação, especificando as doses, intervalos entre as mesmas e tempo de duração do tratamento. A receita ainda poderá conter observações ou precauções com relação ao uso da medicação, como, por exemplo, não ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento, não ingerir com leite, não deglutir a solução, etc. 6. Data e assinatura do profissional, de próprio punho, ou carimbo contendo o número de inscrição do CRO, caso o cabeçalho da receita não traga a identificação do prescritor.
 
4.Quais os tipos de analgésicos? Analgésicos de ação periférica e analgésico de ação central.
 
5. Qual mecanismo de ação da dipirona? Descreva seu uso  Dose e intervalos, assim como vias de administração: Depressão da atividade de nociceptores, maior efeito analgésico que antitérmico.
Reações alérgicas, efeito hipotensor, agranulocitose.
Via IM ou EV cautela para pacientes com PA abaixo de 100mmHg
 vias de adm. VO , IM e EV 
DOSE 500mg intervalo 4/4 ou 6/6
 
O que a droga faz no corpo ?
•Farmacodinâmica
A farmacodinâmica é o estudo das ações farmacológicas, dos efeitos fisiológicos e mecanismo de ação da droga no organismo.
CONCEITOS DE FARMACOLOGIA PARA TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA
•Farmacodinâmica •Farmacocinética •Absorção •Distribuição •Biotransformação •Excreção •Biodisponibilidade
A PRESCRIÇÃO MEDICAMENTOSA NA ODONTOLOGIA



 

domingo, 17 de novembro de 2013

Anetesiologia

Denominação Comum Brasileira
           Nomenclatura(2005)
  1. Adrenalina- Epinefrina
  2. Noradrenalina- Norepinefrina
  3. levonordefrina- Corbadrina
  4. Fenilefrina
  5. Felipressina ( octapressin; Citanest) 

Principais soluções anestésicas
  • Lidocaína 2% com epinefrina  1:100.000
  • Prilocaína  3% com felipressina0,03UI/ml
**Às vezes a Articaína 4% e Mepivacaína 2%, ambos com Epinefrina 1:100.000

***BUPIVACAÍNA 0,5% com EPINEFRINA 1:200.000;  procedimentos de longa duração.

Soluções anestésicas
¨¨ Em odontologia: os anestésicos pertecem ao grupo amida, que raramente provocam reações alérgicas( conservantes e antioxidantes: bissulfito e metilparabeno)


Ø  Fórmula
Anestesia = sal anestésico + vasoconstritor + veiculo
 
  • Sal anestésico = CLORIDRATO
  • Vasoconstritor = pode ou não estar associado
  • (Antioxidante está junto com o vasoconstritor)
  • Veiculo = água estéril
Efeito da anestesia
 
Ø Substancia antagonista
Age no bloqueio da abertura dos canais de sódio. Impede a despolarização da fibra neuronal.
 
Principais sais anestésicos .
1.LIDOCAÍNA 
2.PRILOCAÍNA 
3. MEPIVACAÍNA 
4.ARTICAINA
Duração intermediária
5.BUPIVACAÍNA 
Longa duração
 
VANTAGENS DO VASOCONSTRITORES
* Os anestésicos locais qpresentam algum tipo de ação VASODILATADORA: REDUZ O EFEITO , AUMENTA A DOSE.
**VASOCONSTRITORES :aumenta a duração e a qualidade, diminuindo os níveis plasmáticos, com isso menor toxicidade e efeitos sistêmico! Além disso , controla a hemorragia.  
 
VASOCONSTRITORES
Aminas Simpatomiméticas ( SN simpático) Adrenalina ou Epinefrina
-ação : receptores(alfa, beta 1 , beta 2, nas paredes dos vasos, arterial e venoso)
 
FELIPRESSINA OU OCTOPRESSIN (CITANEST)
-Ação: atua direto no músculo vascular, principalmente no lado venoso.
 
Fatores que afetam a duração e a profundidade da anestesia
*Variações anatômicas
*PH
*Ansiedade
*Medo
*Estresse
 
LIDOCAÍNA 2%
Epinefrina 1:100.000  ______________ Indicado para a maioria dos pacientes 
Epinefrina 1:200.000  ______________ Indicado para a maioria dos pacientes
 
Alphacaine100                              Dose máxima
Alphacaine200                              Adulto 70 kg = 8 tubetes
                                                       criança = 1
                                                       tubete/10 kg de peso
 
 
 
 
 
Ø  LIDOCAÍNA 2 % C/ EPINEFIRNA 1.50.000 ALPHACAINE 50 EVITAR L
 
 
Prilocaína 3%
Felipressina 0,03UI/ml        indicado para asmáticos, usuários de drogas, pacientes não compensados.
 
 
Citanest                                                          evitar : gravidas
Prilocaina                                                        anêmicos e insuficiência
Citocaína                                                         respiratoria  
                                                                        Dose máxima:
                                                                       Adulto 7,5 tubetes
                                                                       Crianças 1 t/ 10 kg. peso
 
 
 
 
Bupivacaína 0,5%
Epinefrina 1.200.000 Indicado para procedimentos longos, normalmente cirúrgico.
Evitar grávidas, crianças
Doses máximas
Adultos 10 tubetes
Não deve ser usada em menores de 12 anos.
 
ARTICAINA 4%
Epinefrina1.100.000  INDICADOS PARA DENTES OU SITUAÇÕES DE DIFICIL ANESTESIA
Cuidado : dose máxima em crianças
Adultos 7 tubetes
Crianças 2/3 tub./ 10 kg. peso
       




ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ANESTESICAS


ACIDENTES E COMPLICAÇÕES NA ANESTESIA

EFEITOS COLATERAIS DE ORDEM LOCAL:

01-DOR.

02-TRISMO.

03-ANESTESIA PROLONGADA.

04-HEMATOMAS/EQUIMOSE.

05-ÚLCERA DOS LÁBIOS.

06-ESCARRA.

07-PARESTESIA.

08-ANESTESIA DO NERVO FACIAL.

09-INFECÇÃO.

10-CEGUEIRA TEMPORÁRIA.

11-PARESTESIA DE PALPEPRA

12-PAROTIDITE

13-FRATURA DE AGULHA.

 EFEITOS COLATERAIS DE ORDEM SISTÊMICA:

01-CHOQUE HIPOGLICEMICO

02-LIPOTÍMIA

03-SÌNCOPE

04-CHOQUE INSULINICO

05-CRISE DE ASMA

06-HIPERTENSÃO ARTERIAL

07-CRISE EPILETICA

08-ANGNA DO PEITO

 

1)Vantagem do uso de vasoconstritor:Redução do sangramento intra-operatório;
Prolongamento do tempo de anestesia;  Retardo da absorção sistêmica; Diminuição da toxicidade sistêmica.

 

Uma desvantagem do uso de vasoconstritor é o possível surgimento de sangramento pós­operatório (com a conseqüente formação de hematomas)

 - Intensa vasoconstrição pode deixar os vasos sangüíneos sem a adequada hemostasia intra-operatória.

 

Efeitos colaterais adversos da anestesia local atribuídos a agentes vasoconstritores:
Aumento da dor local durante a injeção;
Risco de necrose local do tecido (intensa vasoconstrição);
Arritmia cardíaca e hipertensão arterial;
Formação de hematomas pós-operatórios.
 

 

domingo, 10 de novembro de 2013

NOMES COMERCIAIS DE MEDICAMENTOS

 

NOMES COMERCIAIS DE MEDICAÇÕES PARA DOR
ANALGÉSICOS COMUNS
ÁCIDO ACETIL SALICÍLICO:
AAS
Aspirina
Buferin
Somalgin
Melhoral

ÁCIDO MEFENÂMICO:
Ponstan
DICLOFENACO
Artren
Biofenac
Cataflan
Fenaren
Inflamax
Voltaren
Voltrix

DIPIRONA
Algirona
Anador
Baralgin
Magnopyrol
Maxiliv
Novalgina

INDOMETACINA

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BIOSSEGURANÇA ODONTOLÓGICA: PREVENIR É PRECISO

O controle de infecção e a biossegurança consistem em minimizar os acidentes laborais na redução dos riscos ocupacionais e na prevenção da infecção cruzada, constituindo-se em temas de grande relevância para a prática odontológica, despertando nos últimos anos maior interesse em virtude principalmente do avanço da epidemia AIDS. Os profissionais de saúde se encontram em um conflito no que diz respeito à preocupação em suprir as necessidades de seus pacientes e, por outro lado, a preocupação em não se contaminar pelos mesmos. Somado a este dilema existe ainda o risco de infecção pela hepatite B, a mais preocupante das doenças infecto-contagiosas entre os profissionais de saúde. A infecção pelo HBV pode levar ao desenvolvimento de enfermidades gravíssimas e muitas vezes até a morte.  A biossegurança no Brasil somente se estruturou como área especifica, nas décadas de 1970 e 1980, RAMACCIATO (2007), define biossegurança em odontologia como um conjunto de medidas empregadas com a finalidade de proteger a equipe e os pacientes em ambiente clinico, inferindo que tais medidas preventivas têm como objetivo a redução dos riscos ocupacionais e controle da infecção cruzada. O estudo apresentado não pretende esgotar o assunto e sua relevância, e sim elencar o histórico da biossegurança desde os primórdios da historia, mensurando procedimentos e importância, bem como listar conceitos e fatores de risco na pratica do profissional da odontologia.  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Biossegurança é o diferencial



O tema biossegurança está em evidência.
 
Não só a Aids e a tuberculose multirresistente, entre outras doenças emergentes, preocupam os órgãos internacionais de saúde.
 

 Organização Mundial de Saúde elegeu a Hepatite C
como a Doença do Terceiro Milênio e alerta para a real necessidade de prevenção. Assintomática em mais de 90% dos casos e de tratamento complexo e caro, a Hepatite C é de fácil transmissão em atividade de risco e não possui vacinas disponíveis até o momento

Procedimentos invasivos requerem protocolos e condutas específicas que garantam a proteção efetiva aos profissionais e clientes. Biossegurança é garantia de Saúde. Agregar esse diferencial à sua atividade traduz respeito e confiança!
 
 

Biossegurança é atualmente, preocupação mundial em todos os serviços de saúde de qualidade.
Podemos dizer que é o conjunto de medidas que visa o controle de infecção na clínica odontológica e tem como princípios básicos a prevenção de doenças - "infecção cruzada" e proteção biológica da equipe e paciente (conceito).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Complemento - Prescrição de medicamentos por dentistas

A Lei 5.081 de 24/08/1966, que regula o exercício da Odontologia, determina no art. 6, item II: "Compete ao Cirurgião-Dentista prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia". No mesmo artigo, item VIII, acrescenta: "compete ao Cirurgião-Dentista prescrever e aplicar medicação de urgência no caso de acidentes graves que comprometam a vida e a saúde do paciente".
Com relação aos medicamentos controlados, conforme disposto na Portaria SVS/MS nº. 344/98, o cirurgião-dentista somente pode prescrever substâncias e medicamentos sujeitos ao controle especial para uso odontológico (artigo 38 e 55, § 1º), ou seja, a portaria permite aos dentistas que prescrevam tanto na Notificação de Receita como na Receita de Controle Especial.
Estes aspectos legais foram citados para esclarecer que a prescrição pelos dentistas deve ater-se ao âmbito da Odontologia, não sendo amparada para outras situações (salvo no citado no artigo 6º item VIII da Lei 5.081, já visto acima). Tal determinação é justificada, visto a especificidade na formação do cirurgião-dentista. Assim, os medicamentos comuns na rotina da prescrição odontológica são os antissépticos, analgésicos, anti-inflamatórios (não-esteroides – AINES e os corticosteroides, com menos frequência), prescritos em receituário simples e os antibióticos que atualmente passaram a ser controlados através da Resolução RDC 44/10 e prescritos em receituário simples em duas vias, sendo que uma via fica retida na farmácia.
Quanto aos medicamentos controlados pela Portaria 344/98, os benzodiazepínicos (lista B1, psicotrópicos prescritos em notificação de receita “B” - cor azul) são os mais utilizados para o controle da ansiedade na clínica odontológica como diazepam, bromazepam, lorazepam e alprazolam, entre outros.
Outro grupo também muito indicado em Odontologia para controle da dor são os analgésicos de ação central, como a codeína, tramadol e dextropropoxifeno que constam na lista A2, mas em dosagens inferiores a 100mg, ficam sujeitas a prescrição na Receita de Controle Especial, de cor branca em duas vias, previsto no adendo da lista A2, itens 2, 3 e 4.
Ainda neste tipo de Receita de Controle Especial estão os antidepressivos tricíclicos, pertencentes à lista C1, utilizados no tratamento de dores neurogênicas e costumam ser prescritas em dosagens inferiores às usadas com ação antidepressiva, tais como amitriptilina, clomipramina, nortriptilina e imipramina, entre outros. A gabapentina, também da lista C1 é outra substância usada em Odontologia para tratamento do bruxismo associada às desordens da ATM (Articulação Têmporo Mandibular).
Os medicamentos inibidores da COX-2 como o celecoxibe, eterocoxibe e lumiracoxibe também pertencentes à lista C1 e prescritos na receita de controle especial, são empregados  como medicação pré e pós-operatória em intervenções odontológicas  e no tratamento da dor em quadros inflamatórios agudos.
Geralmente, a indicação de todos esses medicamentos prescritos pelos dentistas não são para uso crônico.

Fonte bibliográfica: Andrade, Eduardo Dias de, Terapêutica Medicamentosa em Odontologia: Procedimentos Clínicos e Uso de Medicamentos nas Principais situações da Prática Odontológica, São Paulo: Artes Médicas, 2ª edição - 2006.

Prescrição de medicamentos por dentistas

Conforme disposto no artigo 38 e artigo 55, parágrafo 1º da Portaria SVS/MS nº. 344/98, o cirurgião-dentista pode prescrever substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial quando para uso odontológico.
Assim, ao cirurgião-dentista é permitida a prescrição das substâncias relacionadas nas listas A1, A2, A3, B1 e C1, conforme abaixo:
A1, A2 (entorpecentes) e A3 (psicotrópicas) que devem ser prescritas na Notificação de Receita “A”, de cor amarela; B1 (psicotrópicas) que devem ser prescritas na Notificação de Receita “B”, de cor azul.
Nesta lista constam os benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam, alprazolam, midazolam, triazolam), muito utilizados pelos dentistas para controlar a ansiedade.
Observar os adendos no final de cada listagem que faz exceções a algumas substâncias e passam a ser prescritas na Receita de Controle Especial em duas vias.
Exemplo: A substância codeína e tramadol pertencem à lista A2, porém constam nos itens 2 e 3 do adendo que quando prescritas em quantidades que não excedam a 100mg por unidade posológica, ficam sujeitas à prescrição na Receita de Controle Especial.
C1 (outras substâncias, sujeitas à receita de controle especial em duas vias). Nesta lista, como exemplo, constam as substâncias imipramina, amitriptilina e nortriptilina que são prescritas pelos dentistas para tratamento da dor crônica com ATM e a substância gabapentina indicada para bruxismo com ATM (Articulação Têmporo Mandibular).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Anomalias dentais

As anomalias dos dentes podem ser divididas em influenciadas por fatores ambientais e idiopáticas ou que aparecem por natureza hereditária.
Alterações ambientais: esmalte
Quase todos os defeitos ambientais visíveis do esmalte podem ser classificados num dos três padrões:
  • Hipoplasia: ocorre na forma de fossetas, ranhuras ou áreas maiores de esmalte perdido.
  • Opacidades difusas: apresentam-se como variações na translucidez do esmalte. O esmalte afetado apresenta espessura normal, mas tem uma opacidade branca aumentada, sem limites claros com o esmalte adjacente normal.
  • Opacidades demarcadas: mostram áreas de diminuição d etranslucidez, aumento de opacidade e uma delimitação nítida com o esmalte adjacente. O esmalte é de espessura normal e a opacidade afetada pode ser branca, creme, amarela ou castanha.
O esmalte alterado pode estar localizado ou presente em vários dentes, e toda ou parte das superfícies de cada dente afetado podem estar envolvidas.

Fatores associados aos defeitos de esmalte

Sistêmicos
  • Trauma relacionado ao nascimento: apresentações caudais, hipoxia, nascimento múltiplos, nascimento prematuro, trabalho de parto prolongado.
  • Quimicos: flúor, chumbo, tetraciclina, talidomida, vitamina D.
  • Anormalidades cromossômicas: trissomia do 21 (Síndome de Down).
  • Infecções: catapora, citomegalovírus, infecções gastrointestinais, sarampo, pneumonia, rubéola, sífilis, tétano.
  • Doenças hereditárias: má nutrição.
  • Alterações metabólicas: doença cardíaca, hipocalcemia, diabete maternal, doença renal, toxemia da gravidez.
  • Alterações neurológicas: paralisia cerebral, retardo mental.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Nervo Trigêmeo

 O quinto e maior nervo craniano. O nervo trigêmeo é um nervo misto, composto de uma parte motora e sensitiva. A parte sensitiva, maior, forma os nervos oftálmico, mandibular e maxilar que transportam fibras aferentes sensitivas de estímulos internos e externos provenientes da pele, músculos e junturas da face e boca, e dentes. A maioria destas fibras se originam de células do gânglio trigeminal e projetam para o núcleo do trigêmeo no tronco encefálico. A parte motora, menor, nasce do núcleo motor do trigêmeo no tronco encefálico e inerva os músculos da mastigação.

O controle da dor em odontologia requer conhecimento abrangente do nervo trigêmeo. Ele é responsável pela maior parte da inervação sensitiva dos dentes, ossos e tecidos moles da cavidade oral. Ele tem três divisões: oftálmica, maxilar e mandibular.
Técnicas atraumáticas:
  • Agulha afiada;
  • Verificar o fluxo da solução (caso tenha ar na solução, este deve ser removido);
  • Temperatura da solução;
  • Posição do paciente (para que se afaste a mucosa e se observe as referências anatômicas);
  • Secar o tecido;
  • Antisséptico;
  • Anestésico tópico;
  • Conversar com o paciente;
  • Apoio firme das mãos;
  • Tencionar os tecidos;
  • Deixar seringa fora da visão do paciente;
  • Evitar tirar e colocar a agulha muitas vezes.
Agulha – não há necessidade de agulha longa para fazer bloqueio do nervo alveolar inferior. Quando faz a injeção, deve-se esperar um pouco para ver se a aspiração é negativa ou positiva.
Posição do paciente – mandíbula: plano oclusal do paciente paralelo ao plano horizontal. Maxila: plano oclusal do paciente formando um ângulo de 45º com o plano horizontal.

 

Infiltrativa (pequenas terminações nervosas na área do tratamento odontológico são infiltradas com a solução do anestésico local);

Bloqueio de campo (a solução do anestésico local é infiltrada próxima dos ramos terminais maiores, de forma que a área anestesiada será circunscrita, para evitar a passagem de impulsos do dente para o SNC.

 


Bloqueio de nervo (o anestésico local é depositado próximo a um tronco nervoso principal, usualmente distante do local da intervenção operatória).

 

 
  1. Bloqueio de campo – indicado para analgesia de um ou mais dentes ou área limitada da maxila.
Bloqueio do nervo alveolar superior anterior: irá anestesiar incisivos centrais, laterais e caninos. Referências – acompanham a concavidade da mucosa, distendendo-a (fundo de vestíbulo). Deve ser introduzido pelo menos 1cm da agulha e devem ser usados 2/3 do tubete por vestibular e 1/3 por palatina (para anestesiar a mucosa).
Bloqueio do nervo infraorbitário: para bloquear o nervo infraorbitário a agulha é introduzida mais profundamente usando como referência uma linha traçada entre a pupila e canino ou a linha do pré-molar. O nervo infraorbitário corresponde aos nervos alveolar superior anterior e alveolar superior médio. Muitas vezes a anatomia da maxila dificulta, por isso é importante ficar palpando para sentir a anestesia.

 
Bloqueio do nervo alveolar superior posterior (tuberosidade baixa): anestesia as raízes disto-vestibular e palatina do 1º molar superior e também 2º e 3º molares superiores. O ideal é qeu se utilize uma agulha longa, exige muita cautela pois a artéria maxilar é muito calibrosa e está próxima do nervo maxilar.
Bloqueio do nervo maxilar (tuberosidade alta): boca entreaberta para sentir o processo coronóide e para que este não atrapalhe a agulha durante a introdução. Introduz a agulha na região do 2º molar, pois se for na região de 1º molar vai tocar no processo zigomático da maxila e o anestésico vai ser depositado muito superficialmente. Essa técnica serve para remover qualquer dente da maxila.
 

Técnica do nervo nasopalatino: é uma injeção que pode ser muito traumática, anestesia a porção anterior do palato duro desde a face medial do 1ºPM direito até a face medial do 1ºPM esquerdo. Há duas técnicas: a primeira consiste numa injeção única, onde o anestésico é depositado na papila incisiva, entre os dois incisivos centrais; já a segunda técnica consiste em duas injeções, onde anestesia por vestibular e também entre os dois incisivos centrais passando pela papila incisiva e, em seguida, complementa com a papila incisiva.
Técnica do nervo palatino maior: menos traumático que o bloqueio do nervo nasopalatino; anestesia a porção posterior do palato duro e seus tecidos moles subjacentes. A referência é entre o 2º e 3º molar, a 1cm da gengiva; não se deve anestesiar muito próximo do dente porque a gengiva é inserida e não tem espaço para o anestésico. Pode causar necrose no palato devido a vasoconstricção e quando usa uma grande quantidade de anestésico. A agulha deve ser inserida perpendicular ao osso, e deve ser usada agulha curta e também um contonete para fazer compressão e causar isquemia a fim de diminuir a sensibilidade da punção do paciente.
 
Técnica de Carrea: bloqueia nervo maxilar através do forame palatino, a agulha é colocada completamente dentro do forame.
Técnicas de injeção mandibular – a mandíbula é um osso mais compacto, e deve-se ter noção do comprimento mandibular, altura, etc



Bloqueio do nervo alveolar inferior e lingual: serão anestesiado os nervos alveolar inferior, incisivo, lingual (gengiva lingual) e mentoniano; a referência é o ponto de maior curvatura do ramo mandibular (trígono retrodistal), linha obliqua externa. A referência de altura será dada pelo plano oclusal dos dentes (cerca de 1cm acima do plano oclusal). A referência em profundidade é dada colocando a agulha na altura dos pré-molares do lado oposto; deve-se traçar uma bissetriz entre metade do ramo mandibular e 1cm acima do plano oclusal, quando as linhas se unirem é onde vai injetar o anestésico. Para diminuir a possibilidade de erro o ideal é fazer movimentos para anterior e posterior e ir injetando o anestésico. Pode ser usada uma agulha curta, pois se usa a agulha longa pode chegar até a parótida e anestesiar nervo facial. A profundidade dessa anestesia é de cerca de 2 a 2,5cm e a punção é feita na prega pterigomandibular. Penetra a agulha até alcançar a face interna do ramo da mandíbula, quando toca afasta cerca de 2mm e injeta. Os sinais são formigamento do lábio inferior (indica anestesia do nervo mentoniano), formigamento ou dormência na língua (indica anestesia do nervo ligual).
Técnica do nervo bucal: o nervo bucal anestesia a gengiva vestibular, é feita mais por vestibular, usando a metade do polegar como referência de altura e vai em direção a metade do ramo da mandíbula.

O nervo mentoniano NÃO serve para exodontia, pois ele inerva APENAS mucosa, lábio e gengiva, só serve para remoção de dentes se penetrar no forame mentoniano, pois nesse caso anestesia também o nervo incisivo.
O ideal é que se coloque o primeiro tubete por inteiro.
O bloqueio do nervo lingual pode ser feito na anterior na região de cada dente.
Técnica de Alcinos: para pacientes com limitações de abertira de boca;
Técnica de Gow Gates: produz anestesia sensitiva em quase toda a extensão do nervo mandicular.
A causa mais comum de insucesso na anestesia são os erros de técnica.

 

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