Mostrando postagens com marcador Histologia oral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Histologia oral. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de agosto de 2016

Mucosa Bucal
A mucosa bucal é o revestimento úmido da cavidade bucal, constituído por duas camadas: tecido epitelial pavimentoso estratificado e por tecido conjuntivo propriamente dito.
A mucosa bucal é classificada da seguinte forma:
Mucosa mastigatória;
Mucosa de revestimento;
Mucosa especializada.
Mucosa mastigatória: reveste as paredes localizada em áreas sujeitas ao atrito dos alimentos (gengiva e palato duro). É formada por epitélio pavimentoso estratificado queratinizado.
Mucosa de revestimento: reveste as paredes da cavidade bucal que não sofrem diretamente os impactos mastigatório (mucosa dos lábios, bochecha, assoalho daboca, mucosa alveolar, superfície ventral da língua, vestíbulo e palato mole).
É formado por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado.
Mucosa especializada: reveste o dorso da língua.
É formado epitélio pavimentoso estratificado queratinizado e papilas e botões gustativos.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Glândulas Salivares

Glândula Parótida




Lobo da glândula parótida. Observar a cápsula de tecido conjuntivo denso não-modelado (*) envolvendo o órgão e os tabiques de tecido conjuntivo que partem dela, dividindo a glândula em lóbulos.
Também observe o predomínio de ácinos serosos.

  • Detalhe do lobo da glândula parótida


1: Ácinos serosos
2: Tabique de tecido conjuntivo
3: Ductos estriados
4: Ducto excretor

  • Detalhe em maior aumento dos ácinos serosos:


1: Ácinos serosos
2: Ducto estriado

Glândula Submandibular

  • Campo da glândula submandibular.


Observar os ácinos mistos.

1: Ácino misto (predomínio de células serosas)
2: Tabique de tecido conjuntivo

  • Detalhe da glândula submandibular.


1: Ácinos mistos (observe a presença da meia-lua serosa nos ácinos).

Glândula Sublingual

  • Campo da glândula sublingual


Observe o predomínio de células mucosas.
1: Ácinos mistos com predomínio de células mucosas
2: Tabique de tecido conjuntivo
3: Ductos estriados


1: Ácinos mistos com predomínio de células mucosas
2: Ductos estriados

  • Detalhe em maior aumento dos ácinos


1: Ácinos mistos com predomínio de células mucosas
2: Ductos estriados


1: Ácinos mistos (observe o predomínio de células mucosas)



Língua

A língua é um órgão muscular revestido por mucosa. Ela apresenta duas faces: face dorsal e face ventral.
Histologicamente é formada por: mucosa, submucosa e tecido muscular estriado esquelético.
Cada face da língua é recoberta por uma mucosa de tipo diferente.

Corte sagital da língua:





1: Papilas linguais
2: Mucosa de revestimento da face ventral
3: Tecido muscular estriado esquelético
*: Mucosa da face dorsal

Obs: A porção muscular da língua é formada por uma massa de feixes de fibras musculares estriadas esqueléticas dispostas em várias direções. Esse arranjo permite uma maior quantidade de movimentos
Face dorsal
É recoberta por uma mucosa especializada de epitélio estratificado pavimentoso parcialmente queratinizado que emite pequenas projeções, as papilas linguais. Elas podem ser de 3 tipos:

  • Papilas Filiformes
São as mais numerosas na língua. Apresentam forma cônica e pontiaguda e são encontradas em toda a extensão da superfície dorsal da língua. Podem apresentar queratina ou não (em humanos é geralmente paraqueratinizada). Não têm função de gustação, uma vez que não apresentam botões gustativos. Apenas auxiliam na raspagem do alimento durante a mastigação.

1: Epitélio de revestimento com queratina
2: Submucosa
*: Queratina

Papilas Filiformes. Observe a camada de queratina sobre as papilas.

1: Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado
2: Submucosa
3: Massa muscular
4: Queratina

  • Papilas Fungiformes
O nome se refere a sua forma, semelhante a de um cogumelo. São menos numerosas que as filiformes, e se encontram em toda a extensão da língua, com predomínio na extremidade livre e bordas laterais. Apresentam botões gustativos, que se localizam na porção superior da papila.


1: Mucosa
2: Submucosa
3: Tecido muscular estriado esquelético


  • Papilas Circunvaladas/Valadas/Caliciformes
Encontram-se em número de 7 a 12 papilas distribuídas ao longo do V lingual. São as maiores e se encontram embutidas na mucosa da língua (não são projeções da mucosa!). Cada papila é rodeada por um sulco, chamado de sulco circunvalador. Nele, abrem-se glândulas serosas, as glândulas de von Ebner. Estas papilas não apresentam queratina e apresentam botões gustativos localizados na borda lateral ao sulco.
Visão geral de uma papila
Coloração por tricrômico de Gomori



1: Botões gustativos
2: Glândulas de von Ebner
3: Tecido muscular estriado esquelético
*: Sulco circunvalador

Visão do sulco circunvalador e parte da papila

Coloração por tricrômico de Gomori

1: Botões gustativos
2: Glândulas de von Ebner (observe as glândulas se abrindo no sulco)
3: Mucosa
4: Submucosa

Coloração por HE

1: Mucosa
2: Submucosa
3: Glândulas de von Ebner
4: Feixes de músculo estriado esquelético
5: Botão gustativo
*: Sulco circunvalador

Face ventral
Apresenta uma mucosa de revestimento formada por um epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado fino e liso. Apresenta grande quantidade de adipócitos, glândulas salivares, vasos sanguíneos e vasos linfáticos. Não há submucosa.


1: Mucosa
2: Tecido conjuntivo
3: Massa muscular

Periodonto

Técnica por descalcificação e coloração por Tricrômico de Mallory.



 
1: Dentina coronária
2: Polpa
3: Zona odontoblástica
4: Epitélio gengival
5: Epitélio sulcular
6: Epitélio juncional
 
 
Detalhe da porção coronária e o corno pulpar:

1: Dentina coronária
2:Polpa
Seta: Corno pulpar
*: Vaso sanguíneo
 
1: Osso alveolar
2: Ligamento periodontal
3: Cemento + dentina
4: Polpa
5: Epitélio gengival
Seta: Crista alveolar

Germe dentário

 




 

 
1: Ameloblastos
2: Esmalte
3: Dentina
4: Pré-dentina
5: Odontoblastos
6: Papila Dentária
7: Estrato intermediário
8: Retículo estrelado
9: Saco dentário
*: Vaso sanguíneo
 

Dente por desgaste

Corte longitudinal de um incisivo:




1: Esmalte
2: Dentina coronária
3: Dentina radicular
4: Cavidade pulpar
5: Cemento
6: Junção amelodentinária
Seta: Borda incisal

Porção coronária:


1: Esmalte

2: Dentina coronária

Seta: Junção amelodentinária



Porção cervical:






1: Esmalte

2: Cemento acelular

3: Dentina

Seta: Junção amelocementária



Porção radicular:





1: Cemento acelular

2: Dentina radicular

3: Zona granulosa de Tomes



Porção radicular - Terço apical:





1: Dentina radicular

2: Cemento celular

3: Zona granulosa de Tomes

Dentina em detalhe

DENTINA





Corte longitudinal de um dente. Observe a dentina coronária, a dentina radicular e, também, o trajeto dos túbulos dentinários em forma de "S" desde a junção amelodentinária até a cavidade pulpar.



Legenda

1: Esmalte

2: Dentina coronária

3: Dentina radicular

4: Cemento

5: Cavidade pulpar


A célula que produz a dentina é o ODONTOBLASTO.

O odontoblasto é uma célula cilíndrica que apresenta um prolongamento que chamamos de processo odontoblástico.


Observe nesta figura os odontoblastos (setas), a pré-dentina e a dentina em formação durante a dentinogênese.









ESTRUTURA HISTOLÓGICA

A unidade estrutural básica da dentina são os túbulos dentinários e a matriz intertubular.


Lâmina de dente por desgaste, região de coroa. Observe o aspecto histológico da dentina.

1: Esmalte
2: Dentina
3: Junção amelodentinária
4: Túbulos dentinários


Dentina em detalhe. Observe a bifurcação dos túbulos dentinários próximos a junção amelodentinária.

1: Túbulos dentinários
2: Esmalte
*: Junção amelodentinária


Detalhe dos túbulos dentinários.

CAMADA GRANULOSA DE TOMES

É formada por várias cavidades cheias de ar. Encontra-se ao longo de toda a periferia da dentina radicular, paralela a junção cementodentinária.


Lâmina de dente por desgaste.

1: Cemento
2: Dentina
3: Camada gralulosa de Tomes

ESPAÇOS DE CZERMACK (DENTINA INTERGLOBULAR)

São espaços que aparecem na periferia da dentina coronária e às vezes na dentina radicular (próximo à região cervical).
OBS: Na verdade, a denominação de 'espaços' não é correta, pois nessa região existe uma matriz orgânica mineralizada ou não-mineralizada, que corresponde à dentina interglobular. Mas nas lâminas por desgaste, a dentina interglobular é perdida, e observamos apenas os espaços correspondentes.


Lâmina de dente por desgaste. Nesta lâmina vemos espaços de Czermack na região radicular.

1: Dentina
2: Espaços de Czermack
3: Camada granulosa de Tomes
4: Cemento

DENTINA SECUNDÁRIA

A dentina secundária é aquela produzida após a formação do dente. Ela se forma em torno da câmara pulpar e os seus túbulos dentinários apresentam uma trajetória mais irregular. Observe:


Também é possível distinguirmos o limite entre as duas dentinas, pois os túbulos dentinários mudam de direção.


Estrutura do esmalte

Esmalte


O esmalte é o tecido que recobre a dentina coronária.
Nesta figura podemos observar o desenho esquemático de um dente (1), e cortes histológicos de um dente por desgaste (2) e (3). Observe a localização do esmalte (cor verde em 1 e 3) nas figuras.

Na figura (1), temos em amarelo a dentina, em vermelho a câmara pulpar e em verde o esmalte.
Lâmina de dente por desgaste. Observe o aspecto do esmalte histologicamente.
1: Esmalte
2: Dentina coronária
Seta: Junção amelodentinária
 


Lâmina de dente por desgaste, região cervical. Observe a região de transição do esmalte para o cemento.

1: Dentina coronária
2: Dentina radicular
3: Esmalte
4: Cemento acelular
VARIAÇÕES NA ESTRUTURA DO ESMALTE

  • ESTRIAS DE RETZIUS

Dente por desgaste. As setas apontam as estrias de Retzius, que são linhas de crescimento aposicional do esmalte.

  • LAMELA

Dente por desgaste. As lamelas são áreas de hipocalcificação que cruzam toda a extensão do esmalte.

  • FUSOS
 
Dente por desgaste. Os fusos são os prolongamentos dos odontoblastos que se estendem até o esmalte. Encontram-se ao nível da junção amelodentinária.

  • TUFOS


Dente por desgaste, corte transversal. Os tufos do esmalte são grupos de prismas do esmalte hipomineralizados ricos em proteínas do esmalte. Partem da junção amelodentinária.

1: Esmalte
2: Lamela
3: Tufos do esmalte
4: Dentina coronária


Detalhe em maior aumento dos tufos. Observe que sua forma tem aspecto de gramíneas.


Dente por desgaste. Nesta lâmina podemos observar fusos, tufos e lamela do esmalte.

1: Esmalte
2: Dentina coronária
3: Tufos do esmalte
4: Lamela
Setas: Fusos

sábado, 15 de dezembro de 2012

Lâmina histologia oral.




Fig. 3 - Lâmina dentária e epitélio oral.
 
Fig. 1 - Início da formação dentária. Observe a lâmina dentária, epitélio oral, língua, vasos, nervos,
etc.
 
 Observar órgão do Esmalte, Papila dentária, Lâmina Dentária, osso circundante. e mucosa da cavidade bucal.
 
Formação dos tecidos duros, observar: camadas de polpa, odontoblastos, pré-dentina, dentina, matriz orgânica do esmalte, e ameloblastos.

Pesquisar este blog